Jéssica narrando Eu estava sentada ao lado do Borges no quarto do posto, conversando com ele sobre qualquer coisa que ajudasse a passar o tempo. Ele parecia bem melhor do que ontem. Ainda estava abatido, claro. Pálido. Com algumas expressões de dor de vez em quando. Mas estava acordado. Falando. Brigando. Reclamando. E isso já era suficiente para me fazer agradecer a Deus umas mil vezes. Eu estava mexendo no celular quando ouvi alguém bater na porta. — Entra. Um dos vapores apareceu segurando uma sacola. Na mesma hora reconheci. Era a marmita que eu tinha pedido para levarem. — Valeu. — A mina que tá lá na sua casa que fez. O Metralha mandou entregar pra senhora poder comer. Sorri. — Obrigada. Ele assentiu e saiu. Assim que abri o pote, o cheiro da comida tomou conta

