A porta abriu novamente e uma enfermeira entrou empurrando uma bandeja com café da manhã. — Bom dia! Ela colocou a bandeja na minha frente, enquanto eu observava aquilo sem fome nenhuma. Pão, café, frutas. Parecia piada. Minha filha sequestrada e os caras querendo que eu comesse mamão. — Precisa se alimentar. — ela falou. Nem respondi. Continuei olhando pro celular. Ela ajeitou algumas coisas no soro e então perguntou: — Está sentindo muita dor? — Já senti pior. Ela fez uma expressão sem graça. Peguei o café e tomei um gole, mais pela necessidade de me manter acordado do que qualquer outra coisa. Meu braço latejou forte quando tentei me mexer e aquilo só me deixou ainda mais irritado. — Quais remédios vocês tão me dando? Ela me olhou meio surpresa. — Antibiótico, anti-inflam

