Ele apontou para uma das malas. — Tem dinheiro aí dentro. Fiquei olhando sem entender. — O quê? — Tem dinheiro. — João... — Vai dar pra você se virar. Meu coração afundou ainda mais. — Você tá falando sério? — Tô. — Depois de tudo? — Depois de tudo. — Você vai simplesmente me largar assim? — Já larguei. A resposta veio seca. Fria. c***l. Como um tiro. — João... — Acabou, Karla. Senti minhas pernas fraquejarem. — Eu te amo. Ele desviou o olhar. E aquilo doeu mais do que qualquer resposta. Porque pela primeira vez... Eu percebi que talvez ele realmente não me amasse mais. Sem dizer mais nada, ele virou as costas. E foi embora. Assim. Simplesmente embora. Tentei ir atrás dele. Mas imediatamente os homens da barreira levantaram as armas. — Melhor para

