Tenente narrando Assim que nós chegamos no pé do morro, eu já desci da viatura passando as ordens pros homens. O rádio não parava de chiar. Sirene. Moto. Os fogos explodindo no céu avisando que tinham percebido nossa subida. Droga! Eles já estavam preparados. — Quero todo mundo espalhado! — falei firme enquanto colocava o colete direito. — Ninguém sobe sozinho! Os policiais foram se posicionando rapidamente. Cada equipe entrando por um lado diferente do morro. E enquanto eu observava aquela movimentação, só existia uma coisa na minha cabeça: Ana Luísa. Minha filha estava ali dentro. Sequestrada. No meio daquele inferno. Respirei fundo, tentando controlar a raiva que queimava dentro do meu peito. Porque naquele momento, eu já não era só um policial. Eu era um pai. E um p

