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Minha Redenção

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Blurb

Sofia é uma fera. Ela sabe. Afinal, depois de anos fazendo o que ela faz, quem iria gostar ao menos de se aproximar de uma aberração?

Ela havia desistido de qualquer contato com a humanidade, pelo menos até conhecer Margot.

Ela era... diferente. Nao olhava Sofia do mesmo jeito que as outras pessoas. O que acontecia com ela? E porque Sofia sentia que não conseguia se afastar dela? Ela era muito nova, ela era humana. Era proibido. Mas mesmo se martirizando, Sofia não podia deixar de aceitar. Margot era sua redenção.

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A visita
A lua cheia brilhava no alto do céu sem nuvens do Rio de Janeiro. Eu andava pela rua e sentia os cheiros a minha volta. Sangue, misturado com bebida e suor. As pessoas no centro da cidade tinham esse cheiro. Era mais fácil pra mim, eu conseguia me controlar melhor assim. Eles ficavam a salvo e eu não ia presa por assassinato. Voltava do mercado divagando e apressava o passo para chegar o mais rápido em casa. Não deveria nem ter saído, em primeiro lugar. Só de pensar em quantas pessoas eu coloquei em risco, como a atendente do mercado que sorria nervosa enquanto suas veias bombeavam agilmente o sangue fresco e limpo até seu coração. Eu tinha me inclinado levemente em sua direção, e então saído dali o mais rápido possível. Eu não me importava muito com as pessoas, mas eu poderia ser descoberta e isso não seria nada legal. No final da rua estava meu apartamento, simples e envelhecido como todos do centro da cidade. Morava num dos bairros mais boêmios do Rio de Janeiro, o que significava que alguma coisa sempre acontecia ali. Uma nuvem de fumaça e cheiros passeavam ao meu lado, mas eu estava focada em meu objetivo. Tinha que voltar pra casa e fazer um jantar. Umas das minhas sobrinhas, Carol, faria uma visita naquela noite. Carol era uma mulher forte que, mesmo sendo minha sobrinha, não tinha medo algum de brigar comigo as vezes. Ela e a irmã sempre foram muito respeitosas e entendiam a minha "situação " mas não gostavam de falar sobre isso, então eu fingia que tudo estava bem quando estava na presença delas, era o que eu teria que fazer hoje, fingir que tudo estava normal e que eu não estava há horas sem me alimentar. A verdade é que elas duas vinham me visitar raramente, por minha escolha. Eu não poderia ficar com a minha família. Não sendo desse jeito, não fazendo o que eu faço agora. Era muito perigoso, para as duas. Entrei no meu apartamento e acendi as luzes, de primeira elas machucaram meus olhos, mas eu deveria me acostumar com isso... acho que Carol não gostaria de comer no escuro. Em um minuto todos os cômodos estavam impecáveis, não que houvesse muita coisa fora do lugar. No celular, uma mensagem onde ela dizia que tinha acabado de sair de casa, sorri pensando que ela devia estar entrando no chuveiro agora. Todos têm esse costume. É tão...humano. Vou para a cozinha e começo os preparativos do jantar dela. Eu não vou comer com ela, vou apenas misturar a comida no prato para parecer que eu apreciei o jantar. Às vezes sentia vontade de experimentar a comida, gostava de como era fácil saciar a vontade, a fome. Às vezes sentia repulsa. Do cheiro, da consistência, de tudo. Enquanto a lasanha estava no forno, fui tomar um banho. No espelho do banheiro vejo aquele corpo moreno claro apagado que não mudava nunca. Meus cabelos cacheados estavam enormes e contra todas as possibilidades, bonitos. Pelas histórias que cresci ouvindo, meu pai tinha uma pele morena deslumbrante e minha mãe, um cabelo cacheado divino. Parece que herdei um por cento daquilo tudo. Tomei um banho rápido e gelado, minha pele era quente demais ou fria demais, sempre nesses extremos, dependendo de qual parte minha estava mais forte naquele momento. Eu estava quente como um anjo, mas precisava pelo menos tentar diminuir minha temperatura antes que Carol decida me internar no hospital, não sem antes falar com Karen para que ela também ficasse preocupada. Karen era minha sobrinha mais nova e tinha os cabelos ruivos como sua irmã. Seu rosto, mesmo envelhecido pela idade, ainda era bonito. Para mim elas sempre seriam minhas garotinhas. Depois de uma hora minha campainha tocou e eu esperei um tempo antes de abrir a porta. -Oi tia, tudo bem? Como você está? -Carol me abraçou e eu prendi a respiração a soltando e dando uma boa olhada em seu rosto. Estava com saudades. -Muito bem, minha querida, entre.- Enquanto ela entrava e tirava o casaco, notei que ela parecia abatida, achei melhor não tocar no assunto, ela falaria se alguma coisa r**m estivesse acontecendo. Ela sempre falava. Carol se sentou no sofá e eu parei na sua frente. -O jantar está pronto. Quer comer agora? -Perguntei desconfortável. O que havia de errado com ela? Ela estava esquisita. -Não, quero conversar um pouquinho com você primeiro. -Pronto, agora sim. Sentei ao seu lado no sofá da sala e cruzei as pernas mais devagar que um humano normal e me castiguei mentalmente enquanto pegava sua mão direita na minha. A diferença entre nossa pele era gritante, aparentando que ela já era o que se pode considerar uma idosa. Eu não conseguia vê-la desse jeito, então aquilo me chocou. -E então, minha querida. Como estão todos? Sully, Karen e Mark - Perguntei enquanto prestava atenção em seus movimentos. Sully era seu marido e Mark, marido de Karen. Os dois sabiam de mim, mas não muita coisa, não o suficiente para me colocar em problemas. Eu desde o começo insisti em mentir para os dois, mas Carol me convenceu do contrário. Ela já estava nos seus 60 anos, embora tivesse a cabeça dura de uma adolescente. -Nem todos estão bem, tia. A Karen... -Ela começou suspirando. -O que tem ela? - disse ficando alerta na hora. -Ela está com saudade de você, titia. Assim como eu estou. Reclama todos os dias. Está preocupada com você. -ela disse chateada e eu suspirei aliviada. Então era só aquilo? Eu relaxei e quase soltei uma gargalhada. -Eu estava enrolada no trabalho. Me desculpe, querida. -Disse já dando minha desculpa normal. -Alguém precisa prender aqueles bandidos pra você ter tempo para sua família. Olha, Karen e eu não estamos ficando mais jovens. Acho bom você dar um jeito de passar pelo menos mais um tempo com a gente. Eu já trabalhava há cinco anos na polícia. Não n**o que minha profissão já me ajudou a escapar de vários problemas com as...autoridades. Mesmo que eu quisesse, não poderia largar meu posto, era ele que me protegia. Me deixando tranquila para fazer meu trabalho de verdade. Ficamos conversando mais um tempo e depois de trinta minutos, Carol resolveu jantar. Quando o meu relógio de pulso marcava 11:30 eu parei em frente a sua casa no Recreio. Ela era uma escritora de livros infantis consagrada e seu marido era um locutor de futebol famoso. A vida deles era feliz numa casinha de dois andares na orla da praia. Nós nos despedimos, não sem antes Carol me fazer jurar visitar as duas com mais frequência. Assim que ela passou pela porta de sua casa eu pisei no acelerador, finalmente, era a Hora do jantar. Desci do carro devagar e olhei em volta, eu estava num bar em Madureira e estranhamente, as ruas estavam praticamente vazias. Depois eu me toquei. Rubens estava lá, e todos tinham medo dele. Era um dos traficantes mais procurados pela polícia militar do RJ. Esteve escondido esse tempo todo até que uma notícia falsa saiu no jornal noticiando a morte dele. Era assim que começava, e então eu sabia que meu telefone iria tocar. Era o que eu fazia, eu eliminava a escória, aqueles que não podiam mais voltar pra prisão. Eu era a encarregada de "dar um fim" a eles. Do lado de fora eu conseguia sentir o cheiro do perfume daquele b****a. A ardência na minha garganta só aumentava quando eu ficava assim, perto. Tinha uma tarefa a cumprir, estava na cola daquele cara há semanas, mas ele estava sempre rodeado de mulheres e daquele enxame de traficantes de m***a que ele levava a tira colo para todos os lugares. Como se soubesse que alguém estava atrás dele, como se pensasse que poderia enfrentar o que viesse. Eles sempre eram arrogantes. O nome completo dele era Rubens Carvalho da Silva e ele era o cabeça do esquema de milícia do morro do Alemão. Sujeito r**m mesmo, batia em mulher, torturava e matava crianças na frente dos pais...Ele sim era um monstro e hoje eu iria pegá-lo...eu tinha sido contratada para matá-lo e ele valeria a pena o dinheiro na minha conta e o apetite saciado. Não precisei andar muito para ver de longe a mesa onde o dito cujo do bandido estava, com seu pelotão de praxe em volta, bebendo e conversando alto. As pessoas em volta encaravam, não estavam acostumadas com eles. Eles não pertenciam aquele lugar, dava pra ver. Eu estava sentado no bar e via de longe, três caras armados pelo menos. Eu deveria tirar todo mundo de lá de dentro e m***r todos eles, mas isso chamaria muita atenção. Não, teria de ser o plano de sempre. Olhei para frente e pedi uma cerveja. Olhava toda hora e Rubens percebeu, passando a me comer com os olhos... engraçado como os humanos eram...dados. Eles se jogavam, eram óbvios. A culpa não era deles, é claro, era o meu instinto de caça que os prendia, os paralisava e os chamavam pra mim. Naquele momento ele era apenas mais um filhote de antílope que não sabe que vai ser o jantar. "Não confie em mim, filhote. Eu vou te m***r". Era o que eu pensava e...bem, era apropriado. Terminei a cerveja conseguindo não fazer uma cara de nojo com aquele gosto salgado e pisquei pra ele, abrindo um sorriso. Ele chamou o homem ao seu lado e apontou com o queixo na minha direção como quem diz "Olha só quem está me dando mole", me virei para o dono do bar e disse olhando em seus olhos "não acha melhor fechar por hoje?" levantei e saí, no caminho, passando minha mão pelo seu ombro. Com sorte, Rubens viria atrás de mim e eu acabaria com ele ali mesmo. Saí e me escondi em um beco ao lado do bar, esperei e nada. Cinco minutos depois, todos saíram e o grupo dele passou conversando na frente do beco e eu puxei ele pra mim. -Oi gatinha, achei que tinha ido embora. -Ele falou arrastado, me fazendo ficar triste. Achei que o seu sangue seria pelo menos um pouco puro. -Eu estava esperando você. - falei encarando os homens atrás dele, sete ao todo, fechando o beco. -Hum... você quer que eu te leve pra algum lugar? -Ele se aproximava como um animal, mas eu não me sentia intimidada. Cheguei perto da orelha dele e sussurrei devagar. -Chama eles aqui. Quero conhecê-los. Rubens sorriu travesso e assobiou chamando os meninos, quando eles entraram no beco achavam que sabiam o que iria acontecer, mas eles não me conheciam, não sabiam do que eu era capaz. Depois de uns minutos e de uns gritos abafados, estava tudo terminado. Foi meticuloso e bem feito, como todos os meus trabalhos. Eles não tinham a menor chance. Não sabiam o que eu sou, mas você...você vai saber. Meu nome é Sofia Song e sou uma Híbrida.

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