Eu estava na sacada do clube, era sexta à noite e os humanos se misturavam aos místicos na entrada da boate. Eu bebia uma taça de sangue, pois como Yuri falou, eu estou ficando "sem limites" quando se trata do sangue humano fresco. Depois do Fiasco com Margot ele tem pegado no meu pé. Falando em Margot, ela tem me mandado mensagens todos os dias, mas eu não poderia dar esperanças a ela. Eu não conseguia me controlar o bastante. Não estava pronta ainda. Me movi devagar até o bar e me sentei ali com meu copo de sangue frio olhando para um ponto cego na pista de dança.
-O que é que você tanto olha lá? - tomei um susto com ela ali do nada. Estava tão distraída que não percebi o cheiro maravilhoso antes de vê-la.
-Que susto. Eu não estava olhando nada em especial até agora. O que você faz aqui? - Perguntei tentando disfarçar o nervosismo. O que ela ainda fazia aqui, não era pra ela voltar. Tantos vampiros aqui.
-Minhas provas acabaram então eu decidi vir. Não achei que encontraria você aqui, já que você ignorou completamente minhas mensagens. -Ela disse sentando no banco ao meu lado e pedindo um copo de água.
-Não foi bem isso. -Eu não queria ficar perto dela. Eu não podia. O que ela fazia ali? Deuses, ela era maluca.
-O que foi então? Porque acho que mereço uma explicação. Por que você foi embora daquele jeito? -Ela gritava pra chamar minha atenção e eu via em volta alguns vampiros olhando em nossa direção. Claro que eles podiam ouvir o que ela estava gritando, mesmo com a música alta. Eu não queria ela ali. Muitos vampiros.
-Aqui está muito alto, vem comigo. - Segurei em sua mão e andamos até o terraço do clube, onde tocava uma música mais baixa e as pessoas conversavam. Fui com ela até a beirada e olhei lá pra baixo, não sabendo como começar a conversa.
-Me fala, Sofia. O que está acontecendo? - Ela perguntou sentando no parapeito do terraço e balançando as pernas, como se estivesse sentada num banco.
-Eu não consigo, tudo bem? Não consigo ficar perto de você sem querer seu sangue, também não consigo ficar longe de você sem sentir sua falta. É ridículo... Tudo isso, Por Deus, eu conheci você há...dois dias? Isso não pode estar acontecendo, não mesmo. Eu tenho 98 anos de idade. Isso não deveria acontecer logo agora.
-Perai, você tem 98 anos? - Ela parou de balançar os pés e fez uma cara de completa dúvida, até que foi engraçado.
-Sim, é...Eu meio que sou imortal. Mais uma coisa pra listinha. Você só pegou essa parte da conversa? E desce daí, Aqui é alto demais pra você.
Ela desceu e pegou na minha mão.
-O que você está pensando agora? - Ela perguntou enquanto olhava as linhas da palma da minha mão. O olhar dela fazia a minha mão coçar, aquilo não era possível, era? Eu estava divagando. Tinha que tirar ela de lá e depois me afastar. Eu repetia aquilo na cabeça como um mantra.
-Três coisas. Aqui em cima é bem melhor que o barulho lá em baixo. Você está linda e eu quero beijar você. - Disse aquilo e me amaldiçoei mentalmente por ser tão i****a.
-E quanto ao meu sangue? - Ela perguntou mudando o peso de um pé para o outro. -Isso era completamente contraproducente. Ela tentava a todo custo se aproximar de mim, e agora isso. Talvez ela estivesse certa. Não, ela estava. Eu preciso ir embora daqui.
-Eu passei a noite bebendo sangue. Acho que estou bem por enquanto. - Para de falar Sofia, só... fica quieta!
Eu segurei sua mão direita e a beijei, a fazendo rir bem alto.
-O que foi? Era assim que se cortejava na minha época. - i****a, agora ela está rindo de você. i****a.
-Há 98 anos. - Ela disse sorrindo fazendo pouco caso de mim.
-É falta de educação ridicularizar os mais velhos.
Segurei sua cintura e a puxei pra mim tão rápido que ela arregalou os olhos. Beijei sua boca como não beijava alguém há muitos anos. Com paixão. Eu não sabia ainda o que eu sentia por ela, mas sabia que era forte. Ela se afastou e me encarou durante um tempo.
-O que foi? - perguntei segurando mais forte a sua cintura.
-Seus olhos, são lindos. Você tem um rosto novo, mas seus olhos... Parecem já ter visto tantas coisas.
-Eu queria te mostrar uma dessas coisas. E você não precisa ficar nervosa. Você confia em mim?
-Confio. - Ela respondeu sinceramente, o que me surpreendeu.
-Você não vai gritar. - eu não queria ter que controlar ela, mas o que eu a mostraria seria um choque para qualquer um. Desci com ela e entramos no meu carro. Eu parei em um parque e já estava tudo deserto. Eram quatro horas da manhã. Eu a peguei nos braços e ela me olhava apreensiva.
-O que você vai fazer? - Eu senti o medo em sua voz e me amaldiçoei por não poder conhecê-la em outra circunstância. Se nós tivéssemos nos conhecido numa festa normal, sem meus dentes em seu pescoço na primeira vez, será que ela teria medo de mim? Sim, teria.
-Segura em mim e não solta. Ouviu? Não solta.
Eu deixei minhas asas aparecerem. Elas esticaram e se abriram devagar.
-Você consegue vê-las? - perguntei nervosa com meus olhos fechados. Ninguém além de meus pais e Yuri tinham visto minhas asas. Abri os olhos quando ouvi Margot suspirando. Elas balançavam com o vento tranquilo da noite e os olhos de Margot estavam vidrados nelas.
-Sim... Elas são lindas. Tão branquinhas. Contrasta com a sua pele. Linda. - Ela se aproximou e passou a ponta dos dedos nas penas me fazendo arrepiar, eu fechei os olhos e senti aquela sensação maravilhosa durante um tempo.
-Tudo bem? - Margot perguntou me tirando do transe. Eu limpei a garganta e olhei em seus olhos.
-Não me solta, por favor. Ah, toma isso aqui. Prende o seu cabelo. - disse colocando um prendedor em sua mão.
-Perai, nós vamos...? - Ela perguntou mais uma vez receosa, me deixando cada vez mais nervosa. E se ela não sentisse o mesmo que eu? Ela não estaria aqui ainda, não é? Eu estava divagando.
Eu olhei para ela e sorri de lado. Olhei para cima e dei impulso com os pés e lá estávamos nós, subindo mais e mais no céu. Ela ria alto e olhava em todas as direções. Quando chegamos a uma boa altura. Eu parei no alto e ela enganchou as pernas na minha cintura com os braços em volta do meu pescoço.
-Você gostou? - eu perguntei olhando em seus olhos. Eles brilhavam e me olhavam de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Meu corpo todo ficou quente.
-Eu amei. Não sei nem o que dizer.
-Consegue respirar direito? -Perguntei apertando sua cintura e abrindo minhas asas enquanto nós planávamos no ar.
-Uhum.
-Eu nunca mostrei nada disso pra ninguém. - disse olhando em volta, para as luzes de longe, o cristo redentor reluzia imponente. Tudo estava perfeito.
-Eu...Nossa. -Ela encostou a cabeça no meu ombro e eu subi mais um pouco no céu. Depois de um tempo ela beijou meu rosto inteiro e finalmente meus lábios. Nesse instante eu já não tinha muito controle sobre meu corpo, eu sentia pequenas pontadas nas mãos que seguravam com toda força a cintura de Margot, com medo de que ela caísse, pelo menos era o que eu dizia para mim mesma.
-Eu posso contar esse como nosso primeiro beijo? Eu nunca beijei ninguém enquanto planava no ar. -Ela sussurrou no meu ouvido e eu não consegui pensar em mais nada a não ser ficar ali para sempre beijando os lábios de Margot.
-Tudo bem por mim. Vamos descer?
-Só mais um pouquinho. Pelo menos aqui no alto eu tenho uma desculpa para me agarrar em você. - Ela disse forçando a cintura no meu quadril. Suspirei, ela era provocadora, eu estava me segurando ao máximo e ela sabia disso. Eu não tinha autocontrole suficiente para fazer o que eu queria com ela aqui em cima. E nem sei se um dia teria...Um dia.
-Você não precisa fazer isso aqui em cima.
Fechei minhas asas a sua volta, desci com ela e entramos no meu carro. Ela entrou no lado do carona e quando eu me sentei ela pulou no meu colo, deuses, ela não desistia!
-Gogo, não faz assim comigo. -Eu segurei sua cintura e a levantei de leve, ela beijou meu pescoço e tirou minhas mãos de sua cintura. Ela sorriu quando eu a chamei pelo apelido pela primeira vez.
-Você não me quer? - Ela perguntou e eu vi em seus olhos que ela realmente achava aquilo...Como era possível não querer ela? O sangue dela me puxava em sua direção a cada segundo, e seu corpo era literalmente uma tentação. Eu tinha que me segurar.
-É claro que eu quero, não é difícil perceber que eu quero...mas não aqui dentro desse carro. Além do mais, está muito tarde. Quer que eu te leve pra casa? -Segurei seus ombros mais uma vez afastando ela de mim contra a nossa vontade.
-Não. Não quero ir pra minha casa.-ela disse pegando minha mão e entrelaçando nossos dedos. Eu suspirei prendendo um sorriso enquanto dava partida e sumíamos dali.
Margot entrou no meu apartamento e olhava tudo. Ela tocava e passava os dedos pela minha mobília, distraída. Eu aproveitava aquele tempo para olhar pra ela. Seu cabelo loiro caía até os ombros, fazendo o contorno de seu rosto. Os olhos castanhos brilhavam como eu nunca tinha visto antes. Ela era linda. Ela se virou e percebeu que eu a encarava.
-O que você está olhando? - ela disse vindo na minha direção devagar. Eu não poderia apressar as coisas, ela era humana, e muito nova. Tinha que me controlar.
-Olhando você. Tem dedos nervosos, senhorita. - falei sorrindo enquanto ia até a cozinha. - Você quer beber alguma coisa?
-Água, por favor. E você, está tudo bem? -Ela estava sentada no sofá, e já tinha tirado os sapatos. Sentei ao seu lado e entreguei o copo a ela.
-Eu estou bem, ao que parece. Tenho um autocontrole louvável quando estou devidamente alimentada. - disse me virando em sua direção e apoiando a cabeça no sofá.
-Quero perguntar uma coisa. Você sendo híbrida, dorme normalmente? - ela perguntou coçando os olhos de sono. Eu ri baixinho.
-Na verdade não. Eu consigo ficar totalmente sem sono se dormir apenas cinco minutos por dia. Mas não tenho o costume de dormir. - Ótimo, agora ela tá achando que eu sou maluca. Caramba.
-Entendi. Você me disse que nunca tinha mostrado nada daquilo a ninguém...porque a mim?
-Sinceramente...eu não sei. Você é diferente de todos os humanos que eu já conheci. - quando o coração dela acelerou eu desviei nossos olhares e me concentrei tentando esquecer daquela batida rítmica e me forçando a parar de imaginar o sangue correndo pelo corpo dela até as bochechas, que estavam vermelhas pelo olhar que eu dava a ela há alguns segundos atrás.
-Não pode me olhar assim e esperar que eu não sinta nada. - ela disse se remexendo no sofá, desconfortável.
-Você está certa, eu sinto muito. - Disse me virando pra frente e fechando os olhos tentando focar minha atenção em outra coisa.
-Não sinta, eu não disse que não gostei. - Ela levantou do seu lugar no sofá e sentou no meu colo, de frente pra mim. Seu peso e nada pra mim eram a mesma coisa. Eu tirei seu cabelo do rosto e encostei meu nariz naquela marca de mordida escondida que já estava quase desaparecendo. Eu fechei meus olhos, suspirei pesadamente e só me permiti sentir aquele cheiro durante um minuto.
Quando tirei o rosto de seu pescoço, ela tomou meus lábios. Devagar e tímido da primeira vez. Senti seu gosto e fui à loucura. Passeava com minhas mãos em seu quadril e ela rebolou no meu colo. Eu não precisava respirar, ainda assim, sentia meu peito subindo e descendo rapidamente e ri simplesmente do fato de eu estar ofegante perto dela. Isso nunca tinha acontecido antes, eu parecia uma adolescente.
O cheiro de morango da pele dela não podia ser imaginação minha, sempre que ela se mexia eu sentia aquela brisa deliciosa que, junto com o cheiro de seu sangue, me forçavam quase a me inclinar em sua direção. Eu fechei meus olhos durante um momento enquanto tentava, sem sucesso, clarear meus pensamentos. Soltei um gemido baixo quando senti seu peso em cima de mim e me dei conta de que suas mãos apertavam meus s***s por cima da blusa. Eu precisava me distrair. Ela não estava me ajudando.
-Margot.-soltei suas mãos de mim com preguiça de começar a falar qualquer coisa. Ela iria argumentar, claro. Ela iria dizer e repetir sem parar o que ela queria. Eu já sabia, porque eu já a conhecia. Não o bastante, mas ainda assim, sabia do que ela seria capaz, e bem lá no fundo, não queria parar. Eu não tinha forças pra parar.
Mas ela não falou e nem contra argumentou. E eu não sei se nesse momento eu desliguei ou se ela foi muito rápida, mas no momento seguinte, ela tinha tirado minha blusa e chupava com força o bico do meu peito, me fazendo arfar de desejo e surpresa. Eu deixei minha cabeça cair no sofá e fechei meus olhos com medo de estar imaginando aquela situação toda, porém, quando eu senti sua boca descer timidamente pela minha barriga, eu abri meus olhos e constatei que aquilo estava mesmo acontecendo. Era real, ela estava ali comigo, eu precisava me controlar.
Eu segurei seus cabelos devagar e me segurei pra não gritar toda vez que a língua dela passeava devagar na minha pele. Depois de um tempo eu a puxei pra cima para me beijar. Ela voltou a sentar no meu colo e voltamos com nosso beijo, ela se mexia rápido no meu colo e eu percebi o que ela queria. Eu peguei em suas pernas e a levei até o meu quarto devagar, deitando-a na minha cama. Estava de noite então fui até o interruptor para iluminar o quarto.
-O que você ta fazendo? - Ela perguntou receosa.
-Vou acender a luz.
-Não, vem aqui. Você tem uma super visão, não vou deixar você ver todas as estrias do meu corpo. - ela sussurrou se mexendo na cama.
-Você é perfeita, Margot. Como ainda não sabe disso?
Eu acendi um abajur na ponta do quarto e nós ficamos iluminadas por uma luz amarela fraca. Parecia luz de velas. Eu voltei pra perto dela e sentei encostada na cabeceira da cama, puxando ela para o meu colo. Enquanto ela beijava meu pescoço, eu consegui, com muita dificuldade, tirar minha calça jeans Eu acabei com a sua blusa e consegui me segurar o bastante pra não rasgar muito sua calça. Olhei com admiração enquanto ela se livrava da lingerie que usava e logo depois eu a puxei pra mim a beijando mais uma vez.
-Eu preciso de você, Gogo. Agora - Disse rosnando baixo.
-Sofia, eu quero que você me chupe.-Ela sussurrou contra o meu pescoço.
Ela nos virou na cama e me deixou por cima dela. Ela empurrou meus ombros pra baixo e eu segurei suas mãos.
-Eu vou fazer isso direito, Gogo. Fica quietinha.
Eu desci distribuindo beijos pela sua barriga, o cheiro da pele dela era demais pra mim. Se meu coração funcionasse como o dos humanos, ele estaria batendo tão alto que eu conseguiria até mesmo ouvi-lo. Eu fiz tudo devagar no começo, mas percebi que nem eu mesma conseguia ter controle suficiente para adiar aquilo por mais um minuto. Eu precisava senti-la, naquele momento.
Quando eu cheguei no meio de suas pernas, senti as mãos de Margot se afundando nos meus cabelos. Sua i********e estava molhada e eu não encontrei nenhuma resistência de sua parte. Ela gemeu mais alto quando eu raspei meus dentes em seu ponto de prazer.
-Gogo, eu te machuquei? -perguntei olhando em seus olhos e procurando qualquer vestígio de dor em seu rosto. Ela não disse nada então eu voltei a chupa-la e coloquei um dedo nela devagar. Ela arfou.
-Me fala se tá machucando.-Mais uma estocada.
-Aaaah.- Ela gritou
-Eu não vou parar até você me dizer que está doendo. -Disse, mas já diminuindo a intensidade.
-Vaai, Sofia. Aaaah. -Ela praticamente gritou e eu percebi que ela não estava com dor. Coloquei mais um dedo nela, estocando com mais força naquele mesmo lugar e ela gritou. Continuei até sentir ela rebolando seu corpo de encontro ao meu, e ainda assim não parei. Depois de uns segundos, Margot gritou meu nome e ela gozou me puxando pra cima e beijando minha boca. Eu gozei sentindo seus espasmos no meu dedo e deitei meu corpo em cima do seu durante um tempo, sentindo o cheiro de sua pele.
-Nossa, seus dedos são longos. -Ela sussurrou rindo devagar, com o rosto encostado no travesseiro.
-Desculpa Gogo.
-Nao precisa se desculpar, eu gostei. -ela disse virando de frente pra mim e me puxando mais uma vez pra beijar sua boca.
-Eu te machuquei, te segurei muito forte?-Disse tentando procurar em seu corpo marcas da minha falta de cuidado. Ela era muito frágil e eu não sabia me controlar ainda.
-Não, foi perfeito.-Ela falava baixinho e de olhos fechados, e eu até suspeitava que estivesse quase dormindo.
-Acho que sim, pra uma primeira vez.-Disse meio envergonhada e isso fez com que ela acordasse na mesma hora.
-O que? Como assim? Você é virgem?-Ela perguntou genuinamente curiosa.
-Eu era. Não sou mais.-Disse rindo em seu pescoço e deixando sua pele arrepiada.
-Não acredito nisso.
-Pois pode acreditar. Uma híbrida lésbica. Eu não tinha muitas chances há 98 anos, não é mesmo?-Disse sentando ela no meu colo mais uma vez, ela beijou meus lábios rapidamente e eu me concentrei em seus s***s que estavam a minha frente. Seu corpo era macio mas seus s***s pareciam feitos de uma substância cremosa, eu segurava sua cintura e ela tentava se mexer, procurando qualquer tipo de atrito entre nossos corpos e me convocando mais uma vez, mas eu tinha dado sorte de não tê-la machucado na primeira vez, eu não podia abusar dessa sorte. Eu a afastei e ela ficou impaciente.
-Sofia, por favor. Eu já disse que quero você. Eu preciso disso.-Ela disse olhando nos meus olhos, e eu pude ver, ela estava completamente entregue a mim, de um jeito que nenhuma compulsão poderia fingir ou forçar. Aquilo era real. Eu me posicionei e ela sentou nos meus dedos tão rápido que eu dei um pulo, ela ditava o ritmo e eu tentava ao máximo não segurar ela com força com a minha outra mão.
Ela rebolava e se segurava no meu pescoço, ela estava tão perto, aquele cheiro de morango que ela tinha se misturava ao cheiro de sua excitação, me deixando maluca. Como se fosse possível seu cheiro de repente ficou muito mais forte e eu vi as maçãs de seu rosto ficarem vermelhas. Ela cavalgou bem rápido até que, ela teve mais um o*****o e se liberou nos meus braços, grunhindo palavras sem sentido até pra mim. Depois disso, eu deitei mais uma vez na cama e a puxei pra mim. Beijei seu ombro e apertei sua cintura.
-Isso foi demais, Sofia. Não acredito que você nunca fez isso.
-Nunca.
-Parece que é verdade então, você é realmente boa em tudo. Ei.-Ela sussurrou me chamando.
-Sim querida?
-Eu quero de novo.-Ela disse já se aproximando pra beijar meu pescoço.
-Você precisa descansar. Já está muito tarde, Gogo.
-Eu não preciso dormir, preciso de você.-Ela me olhou com aquele olhar ladino e eu sabia que tinha perdido aquela discussão, simples assim. Ela desceu mordendo e lambendo meu corpo. Eu ainda não tinha visto esse olhar nela, ela parecia um animal caçando, eu era sua presa, e ela estava linda. Eu, sem perceber, já tinha me rendido aos seus encantos e a deixei tomar meu corpo da forma que ela quisesse. Quando senti seu rosto entre as minhas pernas, ela inspirou devagar e subiu pra beijar meu pescoço.
-Você tem um cheiro maravilhoso, Sofia. - Ela tinha a voz rouca e eu não sabia se aquilo foi de propósito para me excitar ainda mais, porém, estava funcionando.
-Você também, Margot. - Eu sentia minhas presas lutando pra aparecer e decidi não abrir muito minha boca, aquela visão poderia assustar Margot.
Logo depois disso eu não consegui pensar em mais nada durante todo o tempo que ela me teve em seus braços. As sensações que eu senti naquela noite não poderiam ser comparadas a qualquer outra coisa na Terra, ou no céu, até mesmo no inferno. Eu só sabia que daria tudo para sentir aquilo sempre com ela.
Quando eu me liberei na minha excitação, Margot ainda assim demorou um pouco para subir. Eu podia dizer com certeza que Margot, ao contrário de mim, sabia o que estava fazendo. O s**o nunca tinha se mostrado uma necessidade primária na minha vida, pelo menos, não como a sede era. Eu não tinha dimensão do que aquilo poderia significar, e deitada ali, com Margot nos meus braços, eu sabia que o meu coração, mesmo velho como era, pertencia a ela e a mais ninguém.
Ficamos deitadas durante um bom tempo, tempo suficiente para eu achar que Margot estava quase dormindo, quando ela investiu mais uma vez, mas eu podia ver em seu rosto, ela precisava dormir.
-Hora de dormir, Gogo. Sem discussões.-Eu beijei seus cabelos e senti aquele cheiro forte de morango.
-Mas não é justo, eu não fiz nem metade das coisas que queria fazer com você.-Ela choramingou beijando meu pescoço devagar.
-Você já tirou a minha virtude, senhorita. Acho melhor se conformar com isso por hora.-Disse me segurando pra não rir da carinha dela de decepção.
Margot bocejou e beijou meus lábios devagar.
-Tirei sua virtude? Malditos 98 anos. Não acredito que eu gosto de uma vampira conservadora. - Ela resmungou enquanto deitava na cama. Eu a puxei pra perto de mim e me distraí passeando minha mão por seus cabelos.
-Eu queria ser como você.
-Como assim?
-Queria ser vampira.
-Eu não sou uma vampira.
-Eu sei que você não é só isso, mas eu não posso ser os dois como você, não é mesmo? -Ela perguntou fazendo força para ficar acordada.
-Durma Margot, não vamos conversar isso agora.
-Agora não?
-Não.
-Então quer dizer que eventualmente vamos conversar sobre isso, não é?
-Boa noite, Gogo.