Capítulo 6

1531 Words
NOTA: ASLAN TEM DUPLA PERSONALIDADE, A QUAL SE DENOMINA JARDINEIRO. Aslan Comecei a andar de um lado para o outro enquanto Asaf me contava o que fez. Eu não sabia se ficava grato ao meu irmão ou se matava a única pessoa que chamo de família. _ Ele não vai deixa-la em paz. Ele deixou isso bem claro Aslan! _ Trazer essa mulher para a nossa casa, para perto do meu templo... isso é um desrespeito com a memória de Samia! Rugi as palavras com força, raiva e mágoa pela traição de Asaf. Eu também não sei qual é a ação correta neste caso, mas trazer essa estrangeira para perto de mim, perto da única lembrança viva de Samia que é aquele jardim é uma afronta! _ Eu sei Aslan, mas não tive outra alternativa. Se você perder o controle novamente eu não sei o que pode acontecer. Você sabe que esse outro lado seu é forte e pode tomar o controle de seu corpo a qualquer momento como fez no hospital. E não me diga o contrário, você sabe que é verdade! _ Eu não posso viver debaixo do mesmo teto que essa mulher Asaf, Samia foi a única mulher a frequentar a minha cama, e será a última! _ Vocês... eu não sabia que haviam transado. Olhei para Asaf que estava surpreso pela revelação. É crime na tradição dos Sahin f********o antes do casamento, até mesmo para os homens. Sei que Samia arriscou muito, mas em sua noite de aniversário, aos dezoito anos ela entrou em meu quarto pela madrugada e fizemos amor até amanhecer. Lembrar disso traz um gosto doce em minha boca tão amarga, porque é como se eu pudesse ouvir os gemidos delicados e a reação que Samia teve quando meu p*u perfurou sua carne, trazendo dor e prazer ao mesmo tempo. Sentei em minha cadeira atrás da mesa tentando disfarçar a excitação que senti ao lembrar dela. Outra coisa que Asaf não sabe é que depois de Samia nunca mais dormi com nenhuma mulher. Não consigo e sinto como se estivesse traindo-a. E também meu p*u nem levanta, a não ser que imagine ser Samia como já fiz diversas vezes enquanto me masturbava. O amor que sinto por ela é incondicional, e me sufoca cada dia mais. Sinto que estou fadado a viver preso nessa teia de sentimentos pelo resto da minha vida. _ Sim, transamos no aniversário de dezoito anos dela. Ficamos a noite inteira nos amando, e na manhã seguinte ela pulou a janela e andou pelo telhado até entrar em seu quarto. Falei enquanto sorria. Lembro que fiquei surpreso ao ver o lado ousado de Samia, mas ela sempre demonstrou ser forte. _ Não sabia que ela era tão aventureira. Disse Asaf cruzando os braços. _ Sim, ela era muito mais do que nossos olhos podiam ver. O silêncio tomou conta. Asaf ficou pensativo durante um tempo até que suspirou. _ Bom, de todas as formas vou passar na casa dela para ver como está. Aquele homem que ela chama de marido é muito descuidado, capaz dessa mulher morrer antes de colocar os pés na nossa casa. Disse Asaf levantando. _ Acha que ele vai tentar matá-la? Perguntei surpreso. Que homem tentaria m***r a própria esposa? _ Não duvido de nada. Se quiser pode vir junto, talvez olhando para ela você consiga decidir se vai querer ela aqui conosco até a febre desse seu outro lado passar ou não. Asaf saiu da sala e deixou-me só. Fiquei lembrando de Samia, no cheiro dela... ela tinha um cheiro de rosa, e o cheiro do jardim onde plantei rosas brancas me lembram ao cheiro dela. _ Espere, eu vou com você! Falei ao pegar meu celular em cima da mesa. Paramos em frente a um prédio. O barulho dos carros provavelmente deve incomodar quem mora aqui e isso me fez ansiar pela tranquilidade do meu jardim. Olhei para Asaf que caminhou na frente e apenas o segui. Alguns dos nossos homes entraram na frente e isso me trouxe uma lembrança muito r**m. Aquele dia ficou marcado na minha memória como o pior dia da minha vida. Quando encontrei Samia deitada naquele chão frio e seu corpo estava tão gelado... _ Aslan? Asaf estava me encarando e os homens também. _ Você está bem? Se quiser pode me esperar aqui embaixo. Serei rápido. _ Estou bem. Podemos continuar. _ Tem certeza irmão? Sei que tem lembranças ruins com prédios como esse. Passei por Asaf e comecei a subir os lances de escada. Quando chegamos ao andar onde a mulher mora parei e esperei que meu irmão batesse na porta. Um tempo depois um homem apareceu. Uma vaga lembrança dele no hospital me fez torcer o nariz. Eu era apenas um telespectador, mas senti o desconforto do meu outro ao ver a forma como ele agarrava a mão machucada da mulher. _ Pois não? _ Olá, meu nome é Asaf, eu vim ver como Samira está. _ Ah, foi você quem pagou a despesa do hospital da minha esposa, não é? _ Sim. O homem abriu um sorriso enorme ao encarar meu irmão, mas quando me viu fechou a cara. _ Você também estava lá... Disse o homem enquanto me encarava. _ Sim, ele estava. Podemos vê-la? Devo minha vida a ela. Interrompeu Asaf ao cortar o contato visual do homem comigo. Ele nos deu espaço nos convidando para entrar. O lugar é bem organizado, pequeno, mas confortável para o casal sem filhos. Li o relatório sobre eles e diria que esse homem tem bastante sorte, ou pelo o que entendi ele transa com a mãe do dono das empresas para as quais trabalha. Esse definitivamente sabe sobreviver. _ Vou chama-la. Ela está dormindo desde que chegou. _ Mas vocês chegaram ontem... Comentou meu irmão com um tom preocupado. _ Como você sabe? Perguntou Gabriel para Asaf. Revirei meus olhos e meu irmão me encarou preocupado. Olhei para os lados procurando mais uma porta e encontrei. Sem cerimônia nenhuma caminhei rapidamente para o quarto e mais uma vez a encontrei dormindo, pálida e com os lábios secos. Samira estava em um sono profundo e com um cobertor tapando seu corpo. Hoje o dia em Ancara está quente e abafado, e o calor desse quarto é terrível. _ Por que você tapou a mulher? Perguntei enquanto encarava o corpo em cima da cama. _ A Sá sente muito frio. Agora por favor esperem na sala, não podem sair invadindo desta forma! Asaf bufou e avançou em direção a Samira. Quando ele puxou o cobertor fiquei espantado ao ver a quantidade de sangue no abdômen da mulher. Olhei para o homem ao meu lado sentindo vontade de estrangula-lo. E foi exatamente isso que fiz. Minha mão foi de encontro ao pescoço do homem que é mais baixo e mais fraco do que eu. Mordi meu lábio tentando controlar a raiva que senti. Por algum motivo ver a mulher machucada mexeu muito comigo e com meu outro lado também, mas agora quem estava a ponto de quebrar o pescoço do homem que estava ficando roxo era o próprio Aslan! _ Irmão, ela precisa ir para o hospital, agora! Por mais que Asaf tentasse me fazer soltar o pescoço do desgraçado ele não conseguiria, então Asaf fez a única coisa inteligente. Ele pegou Samira nos braços e a mulher soltou um gemido de dor, me fazendo retornar à realidade. Larguei o homem que caiu no chão e encarei Asaf. _ Me dê ela... Pedi enquanto me aproximava. _ Tem certeza? _ Tenho. Me dê ela Asaf! Meu irmão passou a mulher para os meus braços e tive um flash de memória. Samira estava pálida como Samia esteve um dia, e eu podia sentir a vida esvaindo de seu corpo. Desci as escadas rapidamente com meus homens logo atrás e entrei no carro com Asaf sentando ao meu lado. Dirigimos rapidamente até o hospital, e no meio do caminho a mulher acordou e me encarou com um olhar tão profundo que quase perdi o fôlego. _ Você é um anjo? Perguntou ela enquanto me encarava. _ Não, você está ferida. Murmurei, porque a voz ficou presa na minha garganta. _ Está doendo... _ Eu sei .... mas já vai passar, eu prometo. _ Eu vou morrer? Perguntou ela com a voz embargada. _ Não. Respondi. Ela fechou os olhos entregando-se a escuridão novamente. Asaf estava visivelmente preocupado e quando finalmente chegamos ao hospital uma equipe já estava nos aguardando. Foi bem difícil coloca-la na maca. Não por ser pesada, até porque a mulher parece uma pena nos meus braços, mas por alguma coisa que me fazia ficar agarrado a ela. _ Se quiser pode ir para a reunião irmão, vou ficar aqui até ela acordar. Disse Asaf enquanto observava Samira entrar na emergência. _ Vou ficar, você vai. Passei por Asaf e segui os médicos até ser barrado. Ainda acertarei as contas com aquele homem que se diz marido de Samira, descuidar da mulher que tem é o maior pecado que um homem pode cometer, e se ela morrer vou tortura-lo por dias, até que implore pela morte!
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