Fernando Mendez Acordo sentindo uma leve dor de cabeça, levanto devagar e deixo as luzes apagada, apenas me guiando até a cozinha com a pouca luz do sol que ilumina o ambiente. Ainda são seis da manhã, então tomo um remédio para dor e sento num dos bancos da bancada da cozinha, deitando minha cabeça no mármore frio. Respiro fundo e os olhos negros de Bruno me invadem a mente. Fico ali passando nossa conversa na minha cabeça, me lembrando do formato de sua boca, no brilho de seus olhos, no formato do seu corpo, a forma como ele me olhava, tão intenso. Respiro fundo novamente e me levanto rápido de onde estou, isso não vai me levar a lugar nenhum. Coloco a água do café no fogo, e subo para meu quarto, pegando meu celular onde deixei ontem à noite. Vejo já ter uma mensagem, e minh

