Quando decidimos voltar para sala, Hoseok e Taehyung não estavam mais lá, mas isso nem era o pior. A gente sabia muito bem para onde o casal tinha ido, porque dava pra escutar os gemidos deles de longe. Jungkook e eu nos entreolhamos constrangidos e decidimos recolher as garrafas de cerveja, antes que ficássemos bêbados demais para escondê-las e aí, sim, todo mundo ia ficar fodido e não do jeito bom, como os pombinhos trancados no quarto.
— Isso é um pouco estranho. — ri, quando nos sentamos no tapete, após terminar de recolher tudo, e abrimos as últimas garrafas para nós dois.
Mesmo que Jungkook tivesse tido a genial ideia de colocar música no celular para abafar os gemidos dos nossos amigos, ainda não tinha sido totalmente eficaz.
— Um pouco? — ele me encarou com uma expressão de pavor,q ue soava um tanto cômica. — p***a, eu não sei como vou olhar pra cara deles amanhã. Você está ouvindo essa p***a? — infelizmente eu podia ouvir cada gemido e entender cada safadeza que eles diziam durante o ato. — Eu desenvolvi um novo trauma hoje. — fez piada.
Mas seu jeito de falar tinha sido tão fofo, que eu me joguei em cima dele e cobri seus ouvidos com as mãos. Pra mim Jungkook era o mais puro de todos no grupo e, mesmo que de brincadeira, eu queria impedi-lo de se corromper com aquela barulheira, mas nós estávamos bêbados demais e isso resultou em desastre. Meu corpo desajeitado, pesou sobre o seu e fez Jungkook se espalhar no chão, comigo por cima dele.
— Jungkook, você ainda é muito puro, não escuta isso! — não dei importância ao nosso leve tombo, eu ainda queria zombar de nossa situação.
Ele agarrou minha cintura e ajeitou-se sobre o piso, me mantendo em cima dele. Me apoiei no tapete e o encarei. Estávamos tão perto e Jungkook não ria mais. Na realidade, ele estava muito sério e isso me fez sentir estranho, como se estivesse rolando um clima entre nós dois, mas devia ser imaginação minha. Jungkook e eu sempre fomos como irmãos, eu acho. Ele era super protetor comigo, mesmo sendo um pouco mais novo, já que eu sempre nos metia em encrencas desde crianças.
Percebi que meu riso também tinha parado e o sorriso diminuía aos poucos, me mantendo tão sério quanto ele. Só que no meu caso, eu estava nervoso, por ter aqueles pensamentos. Tentei me levantar, mas isso só fez com que meus quadris pressionassem o seu. Jungkook mordeu seu lábio. Eu não estava imaginando isso…
Ele me apertou mais forte e suspirou, mas não era um suspiro comum, era como se ele estivesse e******o. E eu quis saber se era isso mesmo, se ele queria acompanhar nossos amigos naquela orquestra de gemidos. Sem resistir a minha curiosidade ou ao desejo que queria negar que sentia, me movi provocando ele. Meus quadris sarraram suavemente contra ele e se não fosse o som da música que nos envolvia, daria pra ouvir como nossos jeans farfalhavam no meio daquela fricção.
— Hmm… — gemi baixinho, prendendo meu lábio inferior com meus dentes e o encarei nem nos olhos.
Talvez aquilo fosse ir longe demais. Eu não estava pensando no depois e eu ainda tinha o álcool como desculpa para o meu comportamento frívolo. Tudo o que eu queria, no momento, era ver o que ele ia fazer e acabei sendo surpreendido.
Jungkook inverteu nossas posições, com muita facilidade. Seu corpo dominou o meu completamente e eu gostava daquilo, gostava da sombra que ele fazia sobre mim e do pensamento de que eu não podia escapar dele. O encarei, quase em desafio, e entreabri meus lábios, deixando minha respiração sair descompassadamente. Meu melhor amigo viu o ato como um convite, então, ele roçou sua boca na minha, ainda sem ousar quebrar nosso contato visual.
Soltou outro gemido dengoso, ao sentir seu baixo-ventre esmagar o meu. De repente — depois de tanto enrolar, me prendendo em sua provocação demorada — ele chupou meu lábio e eu busquei sua nuca, para acariciá-la, enquanto degustava seu beijo profundo.
Ele me beijava de um jeito lento, mas o jeito como sua língua deslizava pela minha, era intenso e isso estava excitando muito o meu corpo. Minhas pernas prenderam sua cintura, exigindo que seu corpo estivesse ainda mais perto e preso ao meu. Obediente àquele pedido silencioso, Jungkook aumentou o ritmo dos seus movimentos. Ele agarrou minha coxa e a apertou com tanta força, que senti seus dedos se afundarem em mim. Aquilo era tão gostoso, que tive que gemer entre os lábios ainda grudados aos meus. Rocei minha língua na sua, para manter seu sabor em meu paladar, quando elas não estivessem mais unidas. Eu estava pronto para encerrar nosso beijo quente e apreciar as outras sensações que ele me trazia. Encostei minha cabeça no chão e o encarei, sem parar de gemer.
— Kookie — choraminguei. — Seu p*u ta tão duro.
Um calor intenso dominava meu estômago e minhas pernas tremiam em volta da sua cintura. Jungkook me abraçou e me fez sentar junto com ele. Suas mãos deslizaram para as minhas nádegas e, como se estar em suas mãos não fosse gostoso o suficiente, ele ainda encheu meu pescoço de beijos molhados.
— É que você me deixa tão e******o. — sussurrou contra a minha pele.
— Acho que você não é inocente como imaginei. — agarrei suas costas e rebolei sobre sua ereção.
Ele não me contestou, ele apenas moveu suas mãos para dentro da minha camisa e gemeu, como se estivesse tocando em uma peça de veludo. Levei minha boca ao seu pescoço grosso e o mordisquei de leve, enquanto acariciava seu peito. Seu corpo era tão másculo que, quanto mais eu o tocava, mais eu queria parar de resistir ao meu desejo de arrancar suas roupas e me entregar a ele ali mesmo.
— Kookie, promete ficar quietinho? — o surpreendi.
Ele me encarou confuso, mas me entendeu assim que eu alcancei seu cós e tentei desabotoar sua calça. Seus olhos se tornaram ansioso, mesmo diante das minhas tentativas fracassadas. Ataquei seus lábios, sentindo falta de beijá-lo e ele me seguiu, tirando a atenção das minhas mãos.
Quando eu finalmente consegui soltar seu botão, parei nosso beijo e o encarei. Meu melhor amigo respirava pesado e o volume em suas calças era chamativo. Antes de descer seu zíper, o acariciei por cima do tecido grosso. Parecia loucura que uma cena como aquela estivesse acontecendo justo entre nós dois, mas nós continuamos, até que minha vista se tornou confusa e meus braços ficaram dormentes. Eu senti meu corpo pender e ser aparado por seus braços fortes.