— Você sabe que essa coisa pode acabar ativando o alarme de incêndio, não sabe, Ollie? — pergunto, observando-o se curvar para o forno aquecido. Oliver me lança um olhar de aviso através da densa fumaça que sai do forno às baforadas, e eu me calo. Um segundo mais tarde, eu observo o que suas mãos enluvadas seguram dentro de uma forma redonda — ali dentro há uma massa n***a e estufada, em que até mesmo para mim é claramente possível ver os rastros de farinha crua. Ele solta o desastroso bolo em cima da bancada da cozinha, onde estou sentada, e puxa as duas luvas para fora resmungando um palavrão turco. — Não é uma coisa, é um bolo. — Um bolo que foi pisado por alguém com muita raiva, e tostado com um maçarico — zombo. Ele fecha a cara e eu ignoro. — Eu avisei que poderíamos comprar um.

