CAPÍTULO 5

1079 Words
Seu elogio acelera meu ritmo. É como se ele tivesse me dado um chicote imaginário bem no lugar que ele simplesmente bajulou. Uma b***a bonita… Esse i****a teve tempo de olhar e avaliar! E outro hamster atrevido e teimoso! Tem que pagar por tudo e não eu! Seu filho mente e sou eu que me ferro? Meu Deus, essa situação i****a me irrita tanto que estou prestes a começar a tremer e gritar. E essas dicas… Ele certamente tem um conceito altíssimo de si mesmo! Eu odeio pessoas assim! Aqueles pavões irromperam em mim pensando serem o mamão divino e que sangue azul corre em suas veias para sublinhar sua posição. Mas… Meus pensamentos raivosos não resolvem nada. Agora está tudo nas mãos daquele… Hamster! Bastante perigoso. Se você conhece um figurão como Eduardo Boris, então ele não é um p*u qualquer de um pinheiro. É uma cúpula muito importante. Com uma coroa na cabeça e tudo! Eu me viro para ele. Ele está saindo com o outro cara, mexendo o café, e... não sei… Talvez ele tenha sentido como se eu o estivesse esfaqueando com os olhos, porque ele virou a cabeça para mim. Seu rosto passa de sério e neutro a divertido. Ele já pisca para mim e me dá um sorriso brincalhão. Atualmente, eu adoraria sacar um estilingue e piscar seu olho de volta com uma cereja madura! Mesmo entre as suas duas lanternas! Para apagar aquela careta do rosto dele. Eu viro bruscamente. Dou um passo e colido de frente com Tina. A garçonete que deveria ter chegado às dez aparece agora, e está quase na hora de comer! Ela chega sem fôlego, quente, com as bochechas vermelhas como tomates e o cabelo, que não está mais no seu melhor, preso em um coque improvisado. Dá para perceber que ele veio correndo. Mas isso não me conforta. Na verdade… Pode-se afirmar com segurança que o encontrei devido à Tina! Porque era ela quem tinha que servir as mesas, não eu… Eu deveria estar sentada no meu escritório, tenho muito do meu próprio trabalho! Mas não, eles se acostumaram com o fato de eu ser o curinga de tudo! O curinga que atende os pedidos então coloca a papelada em ordem e também faz um pedido de novos pratos porque em breve não sobrará nada por causa de suas mãos de manteiga! Certamente o Mãos de Tesoura quebraria menos pratos do que eles! — Bruna Helen — A voz de Tina acende a minha fúria. Faíscas voam sobre lenha seca, e suas próximas palavras são o sinalizador final— Com licença... Adormeci... É que... o telefone é horrível para mim. Deixei-o cair na água há um mês e ele tem feito coisas estranhas desde então. Ontem coloquei dez alarmes. Posso mostrá-los a você se quiser... E nenhum tocou... Acordei às onze, quando os vizinhos começaram a furar a parede com um martelo... O telefone nem toca quando me ligam. Estou subindo pelas paredes... Ele está me vendendo um dos bons truques com toda a coragem do mundo. O telefone dele afogou-se e é por isso que ela está sem palavras! Acontece que o celular tem trauma psicológico! E para completar, els pisca inocentemente e acrescenta: — Desculpe, isso não vai acontecer de novo. Eu juro. Estou esperando um telefone novo, encomendei ontem. Meu problema será resolvido. Será resolvido... Eu já conheço essa história. Hoje é o telefone, amanhã vai ser tarde por causa de um gato que está bebendo, ou qualquer outra coisa assim! — Espero que sim — digo baixinho— Porque se algo assim acontecer novamente, você voará para a rua. E eu cuidarei disso pessoalmente! — Bruna Helen, aconteceu alguma coisa r**m por causa da minha demora? — ela pergunta, fazendo os olhos de um cordeiro abatido. Se pudesse, gritaria a plenos pulmões: — Você acertou em cheio, Tina! Mas eu apenas faço uma careta e digo com os dentes cerrados: — Vá se trocar e trabalhe! Já! A sala está cheia de clientes! — Ok — ela diz e foge. Fico com as mãos em jarros, olhando para ela. Fecho os olhos e inalo lentamente. Eu libero o ar, sentindo todo o meu corpo tremer. Que dia de merda... E pensar que esta manhã eu tinha tantas esperanças nele. Meus olhos não se escondem mais atrás das pálpebras e fujo da sala para finalmente cuidar da minha vida. Vejo a porta que leva ao corredor. m*l toco no botão com os dedos quando sinto vontade de me virar... Mas eu não faço isso. Não quero encontrar essa piscadela novamente. Entro no meu pequeno escritório como uma expiração. Há uma hora, minha amiga Tina estava furiosa, jogando pastas no ar. Agora dá-me vontade de copiá-lo. Para virar tudo de cabeça para baixo! Preciso descarregar essa agressividade! Sinto-o vibrar e até brilhar ao meu alcance, como um fio nu! Mas não há razão para desperdiçar energia dessa forma. É melhor canalizá-lo para o trabalho. Porque as birras e os gritos... Eles são muito eficazes, sim, mas o trabalho está logo atrás de mim. E não apenas o trabalho... Mas eu nem quero pensar nisso! Bora trabalhar. Começo pelo mais importante: chamo a oficina onde sempre pedimos os pratos. Peço pratos e também copos, porque estes últimos quebram com ainda mais frequência; quase parecem descartáveis. À lista adiciono também vários candelabros e pratos de manteiga. Levei uma hora inteira para fazer tudo isso, o que me surpreende. Não pensei que falasse tanto, mas o tempo desapareceu pela janela. Deixo o telefone do escritório, um tijolo branco com botões, sobre a mesa. Agora tenho um problema a menos, porque estava pensando naqueles pratos desde ontem à noite. Sinto que consigo respirar melhor. Estou com vontade de tomar um café. Para relaxar por cinco minutos. Estou prestes a me levantar, mas uma batida rítmica na porta me coloca de volta na cadeira. — Vá em frente —Eu digo, com relutância. Não sei por que, mas pensei que seria Tina ou Horrana... Mas não. Eu tinha esquecido que roedores entraram furtivamente no restaurante! E aqui está um deles: ele roeu as paredes e rastejou até mim. Com tanto trabalho, eu até tinha me esquecido dele. Mas nada, ele próprio é responsável por me lembrar da sua existência. Não me deixa uma pausa! — Bem, esquilo, estou livre agora —diz ele, após fechar a porta— Agora podemos continuar o nosso importante diálogo: discuta a sua penitência.
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