A Mansão Arbane estava em plena reparação. Criados corriam de um lado a outro, substituindo janelas estilhaçadas e reparando portas danificadas. O som dos martelos, o arrastar de móveis, o tilintar do vidro novo sendo instalado preenchiam os corredores com um ritmo inquieto que tentava devolver ordem ao lugar. Os passos de Noir soavam suaves pelo piso, quase inaudíveis, mas cada servo interrompia o trabalho para inclinar-se diante dele. Ele não respondia, ignorando-os ao passar de queixo erguido arrogantemente, até que chegasse a seu quarto. Sua mente trabalhava com as informações que conseguiu, planejando seus próximos passos com cuidado. Fechando a porta, Noir alongou o pescoço aliviando a tensão, quando percebeu a presença de Forak mexendo em um notebook. Os dedos do rapaz digitavam r

