O sol m*l tinha nascido quando a notÃcia correu: Rafael Rato tinha sido rendido. A quebrada inteira parecia respirar diferente. Era como se um peso antigo tivesse sido arrancado do peito de todos. — Tu viu que prenderam o Rato? — gritavam as crianças no campinho. — Foi o Cauã que pegou! — respondia outro, empolgado. Mas no alto do morro, onde a brisa era mais forte e o coração batia mais devagar, Ayla ainda sentia o trauma nos ossos. Ela encarava o espelho. As olheiras profundas, o corte no canto do lábio, os olhos ainda assustados. A liberdade tinha voltado, mas levaria tempo pra se sentir segura de novo. Mesmo com Cauã dormindo ali, ao lado, de guarda. --- Na laje, Diguinho, Pretinho e os outros reuniram-se em silêncio. Era a primeira vez que o morro estava em paz em meses. — A ge

