Dois dias se passaram desde a troca de tiros, mas a tensão ainda pairava no ar como fumaça de pólvora. Ayla m*l dormia. Cada som na madrugada fazia seu corpo despertar em alerta. Estava vivendo entre dois mundos — o da garota comum que ela era antes, e o da mulher do homem mais temido do morro. Mas agora não tinha mais volta. Ela estava dentro. Dentro do coração de Cauã, dentro dos planos dele, dentro do perigo. Naquela manhã, ela acordou antes dele. O sol ainda não tinha subido direito, e a brisa fria entrava pela janela sem cortina. Cauã dormia pesado, com o braço jogado sobre a barriga e o rosto calmo, como se só conseguisse descansar de verdade com ela ali. Ayla se vestiu devagar, pegando a camisa dele pra se cobrir, e desceu as escadas da casa. Precisava de ar, de espaço, de um m

