Capítulo 170

830 Words
Capítulo 128 Foram sem conversar. Ela estava brava. Quando chegaram à casa nova de Juliano, ela desceu da moto séria. Rui se aproximou, deu um selinho e falou que ela estava com cara de quem comeu e não gostou. Ela o ignorou, foi se aproximando do portão, parou, virou-se para ele e falou chateada: — Rui, é sério. Se você não quiser ficar, eu não vou ficar brava, não por isso. Só não estraga tudo, tá bom?! Meu pai não gostava do William, do Daniel muito menos. Todos sempre ficam me julgando pelo meu histórico. Ele a interrompeu e falou: — Calma, amor. Não tenho medo do seu pai. Se ele não gostar de mim é porque tem um péssimo gosto. Acredito que sou melhor do que qualquer ex seu, porque eu realmente gosto de você e acho que é recíproco. Não é?! Se abraçaram. Ela disse que sim. Juliano estava saindo para recebê-los e já começou a fazer brincadeiras, falando que não queria ver aquilo, os dois próximos e abraçados. Ele falou, apertando a mão de Rui, que estava ansioso para recebê-los ali e disse que só tinha ouvido coisas boas a respeito dele. Foram entrando e conversando. Joyce estava com Victor no colo. Cumprimentaram-se. Kaori pegou o irmão. Joyce falou toda animada: — Vocês estão com fome? Arrumei a mesa pra gente, fiz alguns petiscos. Você quer uma cerveja, Rui? Kaori, pode colocar seu irmão no chão, ele não vai te deixar comer. Rui agradeceu e disse que não queria cerveja. Foram se sentar na cozinha. Kaori falou, fazendo cócegas e beijando Victor: — Você vai comer com a Tata?! Vai, né?! Eu não vou soltar esse gordinho mais dotoso da minha vida. Sapeca, você devia estar dormindo! Ele ria muito, se derretendo todo para ela. Superatenciosa, Joyce fez Juliano ficar sem comer só para acompanhar os dois, mesmo sendo tarde da noite. Começaram falando de trabalho. Joyce disse que estava louca para trabalhar e que tinha um grande problema. Juliano respondeu: — Meu amor, não precisa falar assim. Se você precisa pagar pra alguém cuidar do Victor, então logo você vai trabalhar só pra isso. É melhor ficar em casa e cuidar você mesma, com o amor de mãe que só você pode dar. Ela respondeu irônica: — Vem você ficar em casa e eu banco tudo. Eu ganho muito bem pra pagar alguém e ainda sobra pra fazer o que precisa. Eu gosto de trabalhar. Por que é tão difícil entender isso? Estudei anos, me esforcei muito. Não quero largar tudo pra seguir carreira de mãe. Kaori comentou que Rui estava quase terminando a faculdade. Juliano fez algumas perguntas. Rui começou a contar tudo, desde o começo, quando escolheu o que iria cursar. Falou que parou de estudar por causa dos gastos e do tempo enquanto estava casado. Kaori fez um comentário sobre Lidi não trabalhar na época. Ele respondeu: — É, sem o apoio dela ficou difícil. Eu trabalhava rodando turno, não conseguia dormir bem por causa do Bernardo. Fui ficando muito cansado e tive que priorizar o que era mais importante na época. Mas não me arrependo. Participei de tudo, acompanhando cada coisinha do Bê. Era bom demais. Lembro dele pequeno assim como o Victor. Tudo era motivo de festa. Quando eu chegava do trabalho, ele corria me abraçar, ficava no portão esperando todos os dias. Se eu não ia pra casa no horário, ele começava a chamar por mim. Valeu a pena! Joyce falou que os dois deviam ser muito apegados, que era difícil um menino preferir o pai à mãe. Rui falou: — Ahhh, o Bê é muito amoroso com todo mundo. Ele não me dá trabalho, é obediente, educado. Eu nem acredito às vezes, sabe?! Ele é muito especial. Não é porque é meu filho, não. Kaori respondeu: — Isso é verdade. Ele é um amorzinho. Eu sou mais apegada ao meu pai. Sempre fui. Juliano começou a falar de Miyuki, que era um pouco mais desligado, ficava no canto dele e super bem longe de todos. Começaram a comentar que Lisa era ciumenta. Kaori fez um comentário distraído: — É, mas eu quero ver agora se ela vai ficar com ciúmes do bebê. Eu não me considero ciumenta, sei lá. Não me importo com as coisas como vocês. Joyce falou: — Como assim ciúmes do Victor? Seu pai também é ciumento, viu? Fica de olho vendo onde você tá e falando que em casa você quase não vem. Rui olhou para Kaori. Ela olhou para ele sem saber o que falar. Juliano falou alguma coisa do mesmo assunto. Kaori falou, rindo: — Minha mãe está grávida! Juliano repetiu: — Grávida?! Joyce falou, surpresa: — Nossa, por essa eu não esperava. Que bom pra ela, né? Ela tá feliz? Kaori respondeu: — Sim, está radiante. Só um pouco insegura por causa da idade. Deve ser coisa normal de grávida, né? O Hugo não tem filhos, então... Vai ser bom pra eles!
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