Capítulo 172

1131 Words
Capítulo 130 Ela ficou quieta, não voltou para pegar nada. Foram para a casa dele de moto. Ela foi entrando na frente, colocou a mochila em cima da cama, ficou de pé e foi ligando a televisão. Ele entrou e perguntou se ela queria alguma coisa. Ela pediu água e foi se trocando, vestindo o pijama. Ele voltou e perguntou se ela estava querendo aceitar a proposta do Juliano. Ela respondeu: — Não sei, o que você acha? Eu ganho bem mais no restaurante, preciso ver o que minha mãe acha, se ela parar de me ajudar vou precisar mudar de casa, morando com meu pai eu não teria gasto nenhum, mas ia perder um pouco da minha liberdade. E morar longe de você! Ele disse que tinha os prós e contras, que era para ela pensar bem e priorizar os estudos. Ela respondeu indo deitar: — E você vai priorizar seus estudos também? Nem tivemos tempo de conversar ainda, mas não vou te apoiar nisso! Falta pouco pra você terminar, no final é mais difícil mesmo. Ele estava se trocando e começou a mexer na cômoda, fuçando gavetas. Disse que precisava de um tempo até para se arrumar na vida mesmo. Ela respondeu surpresa: — Como assim? Ele disse que por causa do Bernardo e da moto, que faltava pouco para quitar. Ela perguntou o que ia mudar de tão importante. Ele respondeu: — Eu tô pensando em mudar daqui futuramente, a minha empresa tem uma filial na cidade da Lidi, posso tentar uma transferência. Sem a moto pra pagar vou poder guardar dinheiro pra comprar um apartamento ou um lote, construir. Vou terminar a faculdade e ficar mais tranquilo. Ela ficou quieta ouvindo. Ele continuou falando, mexendo na cômoda: — Tenho que pensar na minha mãe também, o Maicon tá querendo ir morar com a Tati. Ela continuou quieta, ficou muito chateada. Se virou de costas, ficou de frente para a parede como se já fosse dormir. Ele pegou um carnê e alguns papéis, sentou na cama e ficou fazendo cálculos e anotações em um caderno. Perguntou se ela estava com sono. Ela falou: — Aham. Ele logo guardou tudo, apagou a luz e deitou. Foi chegando mais perto dela, deu um beijo no pescoço e perguntou se ela estava naqueles dias. Ela respondeu sem se mexer: — Não, o que você tava fazendo? Ele respondeu, abraçando ela de conchinha: — Tava vendo quanto fica pra quitar a moto. Se eu pagar as parcelas juntas fica mais em conta. Tenho dinheiro guardado, mas não é suficiente. Estudando nesse último ano nem consegui fazer hora extra, antes dava pra ganhar mais. Agora eu não tenho tempo, nem dinheiro pra nada. Eu fico preocupado com as coisas, não gosto de ficar assim. Eu até me viro, deixo de gastar com bobeira, mas tem o Be e agora você. Eu nem tô gostando de ficar dormindo lá sem te ajudar, logo sua mãe vai tá falando disso. Ela respondeu: — Eu?! Parece que nem tô inclusa na maioria dos seus planos, tá querendo ir embora e nem me disse nada, na verdade você tem todo um projeto de vida individual. Eu não gosto de ficar cobrando nada, mas esperava muito mais de nós, do nosso relacionamento, sei lá... Tô com muita coisa na cabeça! Deixa pra lá. Ele disse que também estava, mas que não estava podendo fazer muita coisa por eles, já que eles nem conseguiam conversar direito. Ela disse que perguntou várias vezes se tinha algo acontecendo. Ele respondeu: — É, por celular! Dá pra você se virar pra gente conversar melhor? Eu ia te falar tudo isso, tô tentando te colocar nos meus planos, não penso mais em nada sem pensar em você também. Ela continuou de costas, quieta. Ele falou: — Amor vai... Quer deitar em cima de mim? Daquele jeito que você gosta?! Tá chateada comigo? Ela estava quase chorando. Disse que não era o que parecia, que estava mesmo muito triste com tudo, porque estava parecendo que ele estava se distanciando, cada vez mais, pouco a pouco, talvez arrependido de ter começado a se relacionar tão rápido depois de tanto tempo que ficaram separados. Ele fez ela se virar, olhar pra ele e falou: — Não é nada disso. Você estava ocupada, tô querendo conversar há dias, essa semana tá complicada. Preciso que você tenha um pouco de paciência, tá bom?! Você não sabe a saudade que tô de você, princesa. Eu não vou nunca me arrepender de ter escolhido você, nem nos seus piores dias. Eles se beijaram. Ela falou que estava morrendo de saudades. Começaram a trocar beijos e carícias. Ela estava provocando bastante com brincadeiras, mordendo, se esfregando. Ele estava mais e******o que ela. Falou cochichando que não tinha camisinha e que tinha avisado. Ela respondeu debochando, voltando a deitar: — Então vamos dormir né?! Ele foi tirando o pijama dela, falando que ela não merecia o que ia acontecer, porque não quis pegar o que precisava de pura maldade. Ela respondeu ofegante, toda arrepiada com o toque das mãos dele que estavam subindo suas pernas: — Então não faz! Ele começou a fazer coisas que a fizeram se contorcer de prazer, até que pediu pra ela se conter com o barulho, porque estava gemendo muito. Após chegar ao orgasmo facilmente sendo chupada, ela pediu um beijo e perguntou o que podia fazer por ele para retribuir. Ele respondeu entre um beijo e outro que não precisava fazer nada. Ela levantou, pegou o celular, foi até a mochila pegar camisinha, voltou pra cama e falou: — Você achou mesmo que eu ia perder uma oportunidade dessas de estar com você? Quando não te vejo eu até sonho com a gente na cama. Ela foi colocando a camisinha. Voltaram a se beijar. Ela foi por cima. Ele perguntou se era tão bom no sonho quanto era pessoalmente. Ela respondeu baixinho no ouvido dele: — Com certeza não, nada se compara a fazer amor com você, mas eu gosto de acordar toda molhada, louca pra te sentir, e o que me conforta é saber que você é meu namorado e que eu posso tornar esses sonhos realidade. Ele respondeu que era difícil lidar com ela daquele jeito, pediu pra ela pegar leve. Ela disse rindo que ia tentar, se mexendo lentamente, o sentindo dentro de si, como um só. Os dois ficaram namorando por horas, madrugada adentro. Ele comentou antes de dormir que achava o sexo deles incrível, porque tinha com ela uma química fora do normal, mas que gostava muito de como era deitar abraçado para dormir com ela. Que, se tivesse que listar as melhores coisas dos dois, a primeira seria deitar abraçado como estavam ou daquele jeito estranho que ela tinha inventado.
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