Capítulo 73

1684 Words
Capítulo 31 Os meninos começaram a zoar ele, falando que era folgado e que não merecia. Ele saiu, se secou, sentou ao lado dela pra comer, agradeceu e falou para o Bernardo agradecer, porque a Kaori era muito legal. Ele respondeu: — Obrigada, Kaka. Quando a gente vai na sua casa fazer bolo e pipoca? A Daia perguntou que conversa era aquela. O Bernardo contou tudo nos mínimos detalhes. A Daia ficou rindo, olhando para os dois, e disse que eles estavam de segredinho, escondendo as coisas dela. A Kaori disse que não era nada demais. A Daia respondeu: — Vocês tão… sabe… dormindo juntos? A Kaori ficou corada e disse que não. O Rui deu risada e disse que não mesmo. A Daia começou a falar que eles podiam usar a cama dela quando ela fosse dormir fora, que lá teriam mais privacidade. Ele respondeu, provocando, que não estava mais fazendo aquele tipo de convite pra Kaori. Ela falou sem graça: — Fica quieto, Rui. Daia, foram só duas vezes e depois da última seu irmão nunca mais nem me deu um beijo. Ficou traumatizado! Ele respondeu rindo: — Vamos hoje?! Na sua ou na minha?! Você tá me devendo uma conversa, não vai pensando que eu esqueci. Ela respondeu: — Na minha. Mas para de falar essas coisas aqui! Ele agradeceu à Daia por dar sorte. A Daia começou a falar que ele tinha que mudar um pouco o jeito dele, porque uma boneca como a Kaori não ia tolerar as grosserias. Ele disse que ela era tão grossa quanto ele, até mais. Os dois estavam se entendendo finalmente. Depois, foram sentar na rede juntos, bem próximos, enquanto jogavam com o Bernardo o jogo que a Kaori deu de presente. Todos puderam ver que estavam super próximos. Em momento algum a prima dele se aproximou para conversar com a Kaori, algumas vezes até chamou ele para ir fazer as coisas e não chamou a Kaori. Enquanto estavam na rede, ele perguntou se ela queria mesmo ficar com ele ou se ele estava sendo chato ficando tão perto. Ela deu um selinho e respondeu: — Quero, né. Ele perguntou se ela estava falando sério sobre ter convidado ele para ir dormir com ela. Ela sorriu e respondeu: — Sim, por quê? O que foi? Você tá com um papo estranho. Ele disse que não era nada demais, só que estava gostando de tudo. Ela disse que não ia tr4nsar. Ele respondeu rindo: — Poxa, sério? Eu tinha aceitado só por isso! Vamos marcar pra semana que vem? Eles começaram a rir. Ela disse que ia fazer greve. Ele falou que tudo bem, porque ficar perto dela pra brigar era muito mais excitante mesmo. Quando foram dançar forró juntos, fizeram comentários brincando sobre eles: — Vão pro quarto. — Ela vai sair daqui grávida hoje. Os dois dançando era muito gostoso de se ver. Quem mais tirava sarro eram os irmãos do Rui. Quando estavam todos indo embora, a Kaori foi até a Lisa e perguntou se o Rui podia ir ficar lá. A Lisa respondeu, se fazendo de amiga: — Claro que pode, filha. Vocês estão se prevenindo, né? A Kaori respondeu incomodada: — Mãeeee, para! A Lisa falou meio sem jeito: — Vocês já tiveram relação, né? A Kaori falou morrendo de vergonha: — Ai, mãe… já duas vezes só isso. Não fala dessas coisas. Ela disse que não tinha nada demais, que era coisa normal e que, sabendo da falta de anticoncepcional, se preocupava mesmo com o futuro da filha. Aproveitando o embalo, a Kaori perguntou se ela tinha ficado com o tio do Rui. Muito envergonhada, a Lisa disse que rolou só um beijinho, mas confessou que teria rolado mais coisas se tivesse tido oportunidade, que vontade não faltou. Elas foram embora primeiro. O Rui ia mais tarde para a casa da Kaori. Ela tomou banho, colocou pijama e ficou esperando. A Lisa foi dormir cedo. Quando deu 20h30, a Kaori mandou uma mensagem para o Rui: — Esqueceu de mim? Tô quase dormindo. 😕 Ele respondeu: — Já tô indo, princesa. Se você dormir eu pulo o muro, relaxa. 😏 Ela disse que ele tinha dez minutos. Ele demorou vinte e foi. Quando ela abriu o portão, ele deu um selinho e disse que estava se despedindo dos familiares e arrumando a roupa do trabalho para o dia seguinte. Ela perguntou se era só aquilo mesmo. Ele não entendeu. Ela comentou que a prima dele não gostou dela. Ele disse que foi impressão, que não tinha nada a ver, perguntou se ela estava com ciúmes. Ela disse que não, porque não tinham nada sério. Ele respondeu cínico: — Se eu fosse ter ciúmes, nem tava aqui com você hoje. Ela perguntou por quê, fazendo pouco caso. Eles estavam entrando no quarto. Ele sentou na cama e respondeu: — Às vezes eu fico pensando se você se faz de boba ou se gosta de ficar tirando onda com a minha cara. Ela perguntou por quê, surpresa. Ele respondeu sério: — Aquele dia você tava comigo, a gente ficou no domingo. Você nem quis curtir direito aqui porque íamos continuar em casa, mas o seu amiguinho te chamou, você foi correndo, nem me mandou mais mensagem, ficou horas com ele… Depois o maluco tava aqui na sua casa conversando com você. Eu fico com raiva só de lembrar das coisas que eu sei e das oportunidades que você continua dando pra essas pessoas. Ainda tentei te ver essa semana, eu queria conversar, e você me ignorou. Ela respondeu: — Ai, que bobeira. O Enzo é muito meu amigo, parceiro mesmo, sabe? Eu te falei que ele mora longe e que ia embora no dia seguinte. E o Daniel queria conversar comigo, eu precisava saber de tudo pela boca dele. Não tivemos a oportunidade ainda de conversar, mas eu vou te contar tudo. Deita logo, eu tô com sono. Ela estava andando pelo quarto enquanto falava com ele. Ele disse que só não queria ser um estepe, um tapa-buraco, porque ele jamais faria aquilo com ela ou qualquer outra. Ela respondeu indo deitar, se ajeitando agarrada nele: — Você me deixa chateada e confusa. Eu trabalho mais de 16 horas por dia quase a semana toda. Antes de você tentar me beijar a primeira vez, eu falei que não era pra ter frescura, que se desse vontade de conversar ou qualquer outra coisa, era só falar. Se a gente não se fala há semanas é porque você não me procurou. Ele respondeu irônico: — Beleza, mas você não dá a mínima pra mim quando tá com outras pessoas. Eu não tô te pedindo exclusividade, não quero nada sério com você. Gosto da sua amizade e não gosto da maneira que você faz algumas coisas, só isso. O que aquele cara tava fazendo na sua casa? Ela respondeu: — Ele queria conversar, me contou tudo. Não me orgulho disso, Rui. A gente estava tendo um caso há meses, ele tinha mulher e eu sabia. Ela me odeia porque eu era cliente dela no salão enquanto ficava com ele. Quando ela soube, largou ele. Nós começamos a namorar, a nos expor, até que ela voltou grávida e ele me largou no dia do meu aniversário. Eu fiquei muito m*l esses dias, por isso também me isolei um pouco. Ele me pareceu sincero, foi a pessoa que me contou mais coisas, sabe? Parece que todo mundo tá mentindo pra mim sempre, mas ele não. Mesmo sendo coisas ruins, ele contou tudo, foi honesto de certa forma. O Rui respondeu: — Você gosta dele? Ela disse que não tinha como saber, mas que não queria aquilo pra vida dela. Ele perguntou o que aconteceu pra ela ficar com o braço marcado daquela forma. Ela respondeu: — Ele foi muito sincero comigo, contou coisas sobre todo mundo, minha família, meus amigos. Éramos muito próximos, acredito eu. Por isso aceitei falar com ele depois que saí do restaurante. Ele apareceu lá, pediu pra conversar. Ele quer ficar comigo, disse que a vida tá uma bagunça e que nada do que vivemos vai ter valido a pena se ele não puder ficar comigo. A ex dele tá ameaçando não deixar ele conviver com o filho deles. Ele perdeu o emprego, está brigado com a família. Fiquei com dó dele, ele não tá bem. O Rui respondeu irônico: — E aí ele te machuca e você continua com dó dele? Ela respondeu incomodada: — Não é isso. Ele só me segurou um pouco forte enquanto conversávamos. Tá vendo por que eu não gosto de contar nada pra ninguém? Você tá me julgando! Ele disse que era difícil entender por que, mesmo depois de saber tudo, ela ainda deixava alguém que fez tanto m*l se aproximar. Ela respondeu: — Não quero ficar falando disso. Só contei pra você essas coisas. Tô confiando em você, Rui. Ele disse que não ia falar nada pra ninguém. Ela respondeu beijando o pescoço dele: — Vamo namorar um pouquinho antes de dormir? Ele estava sério, provavelmente bravo com as escolhas dela. Perguntou o que ela queria fazer. Ela respondeu irônica: — Ué, vai se fazer de difícil agora? Ele deu um beijinho e falou que não. Ela começou a fazer carinho, mexer no cabelo dele. Ficaram se beijando, abraçados, se curtindo bastante tempo. Ela gostava de ficar com ele porque ele era calmo e não tentava forçar situações, também porque passava confiança, e ela estava super carente, precisando de um toque, um carinho. De madrugada, ela acordou, mudou a posição em que estava deitada e falou pra ele mudar também pra não ficar com dor no corpo. Ela deitou na beirada da cama, foi ver a hora e viu que tinham chegado várias mensagens da prima dele. Ela ficou encanada com aquilo, mas não deu pra ler. De manhã, eles acordaram com o celular dele despertando. Ela falou abraçando ele: — Bom dia, é tão gostoso dormir com você. Você faz carinho até dormindo. Ele deu um selinho e respondeu: — Bom dia. Dormiu bem?
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