Capítulo 75

927 Words
Capítulo 33 Logo o Juliano chegou e encontrou as duas lá juntas. Ele falou que estava feliz por ter aquela recepção maravilhosa. A Kaori respondeu: — Oi, pai, como você tá? Tá melhor? Lava a mão e vem comer, fiz uma torta pra você, tá quentinha, mas o Haru passou na sua frente. Ele abraçou ela e falou: — Tô bem, filha. Olha só que beleza… ahhh, o Haru vai ser igual ao Miyuki, fominha. E você, tá tudo bem? Ela respondeu: — Aham. Hoje não fui no restaurante, tô aqui a tarde toda! Ele disse que, se ela quisesse, podia voltar, que futuramente iam pra uma casa maior e lá ela poderia ter o quarto só dela novamente. Ela disse que estava bem lá com a Lisa, que estava gostando de não ter tempo livre pra não pensar em bobeira. Começaram a falar das consultas e dos remédios dela. Ela estava sem ir ao psicólogo há semanas, porque estava esperando pelo SUS. Ela garantiu que não estava precisando, disse que até poderia pagar a consulta particular ela mesma. Ele não quis pressionar. Os dois eram super tolerantes e tentavam levar as coisas de uma forma leve com a Kaori. A Joyce chamou ela pra fazer uma viagem. Ela ia tirar fotos na fazenda de um primo. As duas marcaram, a Kaori já começou a planejar a folga pra conseguir ir. Ela ficou até anoitecer lá. Mandou uma mensagem para o Rui, perguntando se ele já tinha chegado do trabalho. Ele disse que estava saindo, tinha ficado até mais tarde fazendo hora extra. Ela respondeu: — Rola uma carona? Tô na casa do meu pai, a gente pode ir tomar sorvete ou ver um filme… tá meio tarde, né? Ele disse que ia pra casa tomar banho e pegar o capacete. Ela disse que não precisava de banho. Ele respondeu: — Você já me viu saindo do trabalho alguma vez? Eu tô bem sujo, nem posso te abraçar. Ela respondeu: — Não dá nada, vem me buscar?? Ele disse que iria. Ela passou o endereço e tomou banho lá mesmo. Meia hora depois, ela perguntou se ele ia demorar. Ele disse que já estava chegando, que tinha parado pra abastecer. Ela desceu e foi esperar na portaria. O Juliano ficou curioso pra saber quem era aquele amigo. Ela disse que era um vizinho apenas. Enquanto ela esperava ao lado de dentro do prédio, o Thomás desceu e parou pra falar com ela. Eles se abraçaram. Ele perguntou como ela estava, disse que estava bem difícil encontrar ela. Ela respondeu: — Tô focada no trabalho, mas me conta… e as novidades? Tem falado com a Rafa? Eles ficaram conversando e foram saindo pra calçada. Ele também estava de saída. Quando ela ouviu o Rui chegando, falou pro Thomás: — Minha carona chegou, a gente se fala?! Os dois se abraçaram. Ele falou: — Você tá com ele, né? Por isso não quis ficar comigo. Ela respondeu, irônica: — Não, somos só amigos. Você não acha que ia pegar m*l eu ficando com você, já que eu era amiga da sua noiva? Ele disse que não, porque ela não tinha acabado com o relacionamento dos dois. Ela sorriu e respondeu: — Então tudo bem se eu ficar com um amigo seu? Ele respondeu, surpreso: — Já fizeram sua cabeça contra mim, né?! Ela disse que não, deu risada, falou tchau e foi em direção ao Rui. Ele falou: — Oi… ia desistir de me esperar? Ela sorriu e respondeu, pegando o capacete: — Não, mas pela demora eu já estaria em casa. Por que você foi tomar banho? Ele disse que não tinha condições de ir encontrar ela daquele jeito, que até pra Uber tinha que se arrumar. Ela subiu na moto. Ele perguntou se podia levar ela a um lugar ou se tinha que levar direto pra casa. Ela disse que podia. Ele levou ela pra casa do melhor amigo dele, eles iam trocar uma peça da moto. Quando chegaram lá, os dois desceram da moto. Ele deu um selinho e um abraço nela. O amigo dele saiu, cumprimentou ela com beijo no rosto. Eles ficaram no quintal, foi rápido o que os dois fizeram. O Rui entrou pra lavar as mãos. O amigo dele começou a puxar assunto com ela, perguntou se ela gostava de moto, se sabia andar. Ela disse que não para ambas as perguntas. Ele disse que os dois sonharam juntos com o que tinham, que por anos só passavam vontade com uma 150 cilindradas. Ela disse que nem sabia mais como dirigir, mas que tinha tirado carta. Ele disse que seria fácil, porque os comandos ficavam salvos mesmo que inconscientes. O Rui saiu e perguntou se falaram muito m*l dele. O Felipe respondeu que não muito e disse que podiam levar a Kaori pra um dos passeios deles pra ter um pouco de adrenalina. O Rui respondeu que ela trabalhava de fim de semana e que não dava. Conversaram um pouco e foram embora. Ele perguntou se ela queria comer lanche. Ela disse que não, que queria ir embora porque estava se sentindo m*l. Quando chegaram na casa dela, ele desligou a moto, tirou o capacete, mas não desceu. Ela falou: — Obrigada por ir me buscar, queria te ver, mas agora tô m*l… nem vamos ficar juntos. Desculpa por te fazer perder tempo comigo. Ele respondeu, surpreso: — Não, tranquilo. A gente já se viu, eu que te arrastei pra casa do Felipe. Vem aqui, me dá um beijo de boa noite.
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