Capítulo 77

2164 Words
Capítulo 35 Ela mandou vários textos enormes reclamando até da existência dele, disse que nunca ia rolar nada e que ia abrir um boletim de ocorrência se visse ele cercando ela de qualquer forma, em casa ou no trabalho. Ele pediu desculpas, disse que achou que estava tudo bem entre eles. Ela respondeu: "Não existe nós, não somos nada. Eu nem te conheço mais e está ótimo sem você na minha vida. Me esquece, eu não quero ver ou falar com você! Vai atrás da sua noiva, só ela pra aceitar ficar com alguém como você." Ela bloqueou ele em tudo, sem pensar no impacto que isso causaria nele. A Lisa já estava dormindo. Ela tomou banho e foi deitar com vontade de colocar fogo no urso que o Rui deu. Ele não falou nada e ela também não. No dia seguinte, sábado à noite, o pessoal do restaurante ia sair pra dançar. A Kaori decidiu ir junto, foi pra casa se trocar porque não tinha levado roupa cedo. Colocou um vestido curto, justinho, preto, e tênis branco. Foi toda trabalhada na maldade achando que ia encontrar o Rui lá. Estavam todos lá, menos ele. A Daia disse que ele tinha ficado em casa, que não estava a fim de sair, perguntou se tinham brigado. A Kaori falou: — Daia, eu vou ser bem sincera com você, ele é muito estranho, eu não entendo. Fica falando que a gente não tem nada, nós dois concordamos com isso. Mas ontem ele fez uma coisa bem legal pra me surpreender, só que depois começou a falar que eu tô ficando com mais alguém, duvidando de mim. Fiquei super chateada. Ela perguntou se ela só estava ficando com ele mesmo. A Kaori respondeu, irônica: — Mas nem com ele eu tô direito. Eu não tenho tempo não, Daia. Não sei de onde ele tá tirando isso. Acho que a gente só foi pra cama mesmo três vezes em semanas, mais de um mês! Eu acho que ele tá inventando pretexto pra parar com isso da gente ficar, sei lá. A Daia disse que estava faltando diálogo, que ambos eram teimosos e que era melhor se manterem só na zona de amigos. Elas ficaram próximas conversando, postaram fotos juntas. Ele viu e perguntou pra Daia se a Kaori tinha falado alguma coisa dele. A Daia mostrou pra Kaori e respondeu: “Ela disse que não vai dançar com ninguém além de você hoje” Ele respondeu que ela estava mentindo. A Kaori mandou uma foto do tênis branco e escreveu na legenda: “Não posso correr o risco de alguém pisar neles 👟” Ele respondeu: “kkkk” Trinta minutos depois, o Rui chegou lá de cara fechada. A Daia falou pra Kaori: — Você foi cutucar a onça com a vara curta. Se não dançar com ele, nunca mais ele olha na sua cara! Elas começaram a dar risada. Ele se aproximou e falou pra Kaori no pé do ouvido: — Eu ia te falar ontem, mas esqueci. Você é melhor na pista dançando quietinha do que fora dela! Ela respondeu, irônica: — Essa música me lembra você. Estava começando a tocar “Basta Você Me Ligar” – Barões da Pisadinha. Ele sorriu, chegou mais perto segurando ela pela cintura: — Ontem eu não quis te ofender. Quero acreditar em você, de verdade! Ela sorriu e falou, abraçando ele: — Não briga mais comigo por causa dos outros não. Desde que fui sua, nunca mais tive o menor interesse em ninguém. Eu tô com você, tá bom? Se beijaram. Ele tirou ela pra dançar. Na segunda música, ela falou séria: — Vamos embora? Pra conversar? Ele concordou. Só falaram pra Daia que iam embora. Saíram de mansinho, de mãos dadas. Ele já tinha ido com dois capacetes por pura “coincidência”. Ele perguntou se podia ser na casa dele. Ela disse que sim. Chegando na casa dele, ela abriu o portão, ele guardou a moto. Já foram se beijando na sala sem nem dizer nada. Foram indo pro quarto, se agarrando. Ela levou a mão dele até dentro da calcinha. Ele logo tirou o vestido dela, falou admirando o corpo semi nu, levando ela pra cama: — Você não vai vir jogar isso na minha cara depois não, né? Falando que eu tô te usando? Ela respondeu rindo, tirando a roupa dele: — A gente tá no mesmo barco, relaxa. Ele tirou o sutiã dela, foi beijando, descendo pra calcinha. Ela falou: — Quero que você faça uma coisa diferente hoje, pra eu ver se gosto. Pode ser? Ele ficou louco com ela, perguntou o que era. Ela respondeu se sentando na cama, indo beijar ele: — Quero ficar de quatro, mas você tem que ir bem devagar, tá bom? Ele sorriu desacreditado e respondeu: — Tá bom, eu faço tudo o que você quiser, se você me pedir com esse jeitinho. Ela respondeu, irônica: — Você é muito fácil, sabia? Safado! Ele disse que não tinha muito o que fazer, se era gostoso estar com ela e ela estava querendo. Cheia de graça, ela falou, ficando de costas pra ele: — Ahhh, eu tô te querendo mesmo e não é pouco. Vem?! Ele se aproximou por trás, puxou ela pra beijar e falou, m4sturbando ela com a mão: — Vou te mostrar como é bom ficar com sac4nagem na cama. Tô sendo bonzinho demais com você. Ela falou rindo, provocando: — Hummm… m4l posso esperar! É assim que eu tenho que ficar?! Ele respondeu debochando: — Tá com pressa, né? Relaxa, eu só tô começando. Ele brincou com as preliminares, fez pirraça, deixando ela l0uca, pedindo mais. Quando realmente começaram a tr4nsar, ela falou que já tinha aprendido a lição. Os dois aproveitaram a casa vazia por horas. Ele já sabia que o Maicon ia dormir na casa da namorada. A Kaori estava pedindo posições diferentes e ele dando total a******a pra ela falar se estava bom ou não. Ela se esbaldou e disse que queria dormir. Ele só falou pra ela avisar a Lisa pra ela não ficar preocupada. Ela mandou uma mensagem falando, nem viu a resposta com medo de tomar xingo e dormiu com ele a noite toda, com direito a sex0 na madrugada, mas dessa vez silencioso e regado a muito carinho. Ela acordou bem cedo, chamou ele pra levar ela embora. Era 6:00, ela ia trabalhar cedo no mercado. Eles saíram sem ninguém ver. Ele se ofereceu pra levar ela. Ele voltou pra casa dele enquanto ela se arrumava. Quando ele chegou de moto, ela falou: — Me dá um beijinho de bom dia? Ele tirou o capacete, deu, e perguntou o que foi aquilo. Ela respondeu subindo na moto: — É pra me dar ânimo pra trabalhar. A gente vai conversar depois ou não? Ele disse que não sabia, perguntou o que ela achava. Ela respondeu: — Tô com muito sono pra pensar direito. Depois a gente vê! Ele levou ela trabalhar. Se despediram com beijo. Ele falou sem jeito: — Você quer que eu venha te buscar? Ela disse que ia para o restaurante. Ele respondeu: — Eu te levo, fica com o capacete. Dá pra você ficar? Ela disse que sim e entrou trabalhar. Ele mandou uma mensagem de manhã falando que tinha gostado muito da noite, do fim de semana todo, tirando a briga. Ela disse que também curtiu, que estava cada vez mais gostoso, se referindo ao sex0 deles. Quando ela saiu do mercado, ele já estava lá esperando. Ela foi para o restaurante e só ia sair à noite. Ele beijou ela e falou na hora de se despedir: — Não quero mais ficar brigando, Kaori. Eu tô tentando de verdade te entender, sei que você tá passando por muita coisa difícil. Não sou de ficar cobrando nada e, se não fosse pelo seu estado, eu já teria largado mão! Ela respondeu: — Desculpa, eu vou conversar melhor com você ainda. Só me dá um tempo! Ele disse que tempo não era um problema. Ela ficou com algumas coisas na cabeça, tentando entender por que ele estava com aquela implicância se os dois estavam se curtindo. À noite, ela foi embora com a Lisa. A Lisa perguntou o que estava rolando entre os dois, se ia ficar sério, porque estavam muito próximos, dormindo na casa um do outro. A Kaori respondeu: — Não sei, mãe. O Rui é legal, mas a gente não quer nada sério agora. Eu acho que é melhor a gente se afastar! A Lisa disse que não queria implicar com eles, só que tinha um pouco de medo por causa da Kaori estar com o emocional bagunçado e pela diferença de idade dos dois ser grande. Ela não gostou e falou: — É, você deve estar certa. Ele é meu único amigo praticamente, mas fui longe demais e agora volto à estaca zero, sem ninguém pra conversar e confiar. A Lisa disse que não estava proibindo nem criticando nada, só que estava preocupada, coisa de mãe. Comentou algumas mudanças no comportamento da Kaori e questionou por que ela parou com alguns remédios sem avisar ela e o Juliano. Ela respondeu: — Me sinto melhor sem eles. Eu tô bem, só tô cansada, mas eu gosto de trabalhar bastante. Para de se preocupar um pouco, mãe, tudo tá voltando ao normal. A Lisa disse que era medo daquele “normal” mesmo que ela tinha. Disse que iam marcar psicólogo e psiquiatra particular até chegar as consultas pelo SUS. A Kaori negou, dizendo que não tinha necessidade. A Lisa disse que ia conversar com o Juliano. Naquela semana, a Kaori e o Rui conversaram todos os dias, mesmo que pouco. Na quinta-feira, ele foi no restaurante levar espetinho do bar pra ela comer, porque ela mandou mensagem perguntando o que ele estava fazendo e ele mandou foto. Ela pediu à toa. Ele disse que queria um beijo em troca e, de sobremesa, levou paçoca e doce de leite. Ela ficou toda boba, comeu na rua rapidinho e disse que ia ver se a Lisa deixava ele dormir lá. Ele disse que era melhor não, que podiam dormir sexta e sábado. Ela respondeu abraçando ele: — Eu quero hoje! Por que você não me quer mais? Enjoou de mim? Ele respondeu rindo: — Não ainda, só não quero levar problemas pra você. Ela disse que ia fazer greve de sex0 a cada “não” que recebesse dele. Ele disse que não ligava, até porque ela parecia mais desesperada do que ele. Ela respondeu surpresa: — Desesperada?! Eu?! Quem atravessou a cidade pra me trazer comidinha foi você, gato! Ele puxou ela pela cintura e falou beijando o rosto dela várias vezes enquanto ela comia os doces: — Ahhh, se você soubesse as saudades que eu tô de você! Mas não dá pra ter tudo sempre, né, mocinha? Você precisa ser mais paciente um pouco. Ela respondeu que, se não fosse na hora que ela queria, ela não queria mais. Ele perguntou se podia pular o muro. Ela riu e disse que sim, que seria muito divertido. Ele disse que ia pra casa dormir porque estava cansado e que, quando ela chegasse lá, era pra ligar se fosse pra ele ir. Ela voltou a trabalhar. Quando estavam fechando o caixa, ela falou pra Lisa: — Mãe, tem algum problema o Rui ir ficar comigo hoje? A Lisa respondeu séria: — Se você estivesse no seu pai, ele ia te dar essa liberdade toda, Kaori? Ela respondeu, irônica: — Não sei, e não moro com ele. Moro com você. A Lisa não disse nem que sim nem que não, só olhou com cara de brava. Quando estavam indo embora, a Kaori ficou um pouco séria. A Ivone falou: — Que bicho te mordeu, menina? Ganhou lanchinho do boy e tá com um bico desse tamanho por quê? A Lisa respondeu rindo: — É por causa dele mesmo. Eu vou mandar ela pra sua casa, minha amiga. Dia de semana, olha a hora, e ela quer que o Rui vá pra lá. A Kaori respondeu abraçando a Ivone: — Fala pra minha mãe que eu trabalho muito a semana toda e que eu não tenho tempo livre pra ficar com o meu amigo, conversar… A Ivone falou rindo: — Mas dá pra conversar pelo w******p, não dá não, Lisa? A Lisa disse que nem queria imaginar o tipo de conversa dos dois. Elas começaram a rir. A Ivone disse que, quando a Daia fosse embora, ia levar a Kaori pra morar com ela. A Lisa respondeu: — Mas não vai mesmo! Eu não posso perder minha filha pra ninguém de novo não. Já me basta o Juliano enchendo o saco. Hoje está tarde, com certeza o Rui já está dormindo. Amanhã te libero mais cedo do restaurante e vocês saem, combinado?! A Kaori respondeu toda feliz: — Combinado, mãezinha linda! 💛
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