Capítulo 151

1053 Words
Capítulo 109 De manhã, o celular dele despertou. Sempre despertava duas, três vezes. Estava mais perto dela. Ela desligou e viu mensagens da Renata. Deu pra ler que ela estava perguntando por que ele não estava respondendo. Aquilo incomodou, já que os dois tinham acabado de sair de um relacionamento longo. Ela já imaginou que iam voltar e que ele estava com ela só pra passar tempo. Logo ele levantou, deu beijo, abraço de bom dia. Ela m*l respondeu, mas era normal, porque ela era preguiçosa de manhã e ele não. Ele mandou mensagem ao chegar no trabalho, falando que não queria muito dela, que não ia cobrar nada. Disse que podiam ir com calma, no tempo dela, daquele jeito mesmo que estava ótimo. Ela respondeu que ia ser direta, que não dava pra continuar e que estava conhecendo alguém. Ele perguntou se tinha alguém, talvez a Lisa falando que ela não devia ficar com ele novamente. Ela negou, comentou que estava confusa sobre se permitir ter algo novo ou insistir no passado. Ele disse que não podia obrigar ela a escolher ele, mas que, se caso ela quisesse, seria diferente, que ele ia provar para a Lisa ou qualquer outra pessoa que duvidasse. Já tinham falado pra ele que a Lisa não estava incentivando a Kaori a dar uma nova chance a ele. A Daia e a Tati nem sabiam ainda que os dois estavam ficando escondido. A Ivone não tinha notado que ele estava dormindo fora, porque ele largava o quarto trancado. Ele não disse nada demais. Nem deu tempo de conversar muito, porque ele estava no trabalho. A Bibi passou lá deixar a Maria. Ela estava falando dos pais dela. Uma tia contou pra irmãzinha dela que ela tinha uma bebê e a menina ficou toda curiosa. Ela dizia ser boa pra guardar segredo, assim a tia dela viu a oportunidade de tentar ajudar. Há meses elas não se viam. A Bibi notou o silêncio da Kaori, perguntou se ela já tinha arrumado treta com o Rui. Ela contou o que aconteceu, chateada, porque no fundo estava gostando daquilo, criando expectativas. A Bibi disse que já tinha dado o conselho dela. Ela ficou sozinha com a Maria o dia todo. No final do dia, a Bibi foi buscar. As duas ficaram no portão, esperando o Uber. O Rui estava chegando do trabalho, parou lá, encostou a moto, falou oi, tirando o capacete. Ela respondeu séria: — Oi, errou de casa? Ele respondeu, debochando: — Não, aqui eu só venho depois que tô cheiroso e pronto pra dormir. Vim ver a Maria, faz tempo que a gente não se vê! A Bibi começou a rir, falou oi. A Kaori se aproximou com a Maria no colo e falou pra ela: — Esse é o amigo mais malvado da madrinha. Nós não gostamos dele fazendo barulho com essa moto, não é, Maria? Ele desligou a moto. A Maria ficou rindo para a madrinha. Ele falou que ela estava grande, linda, que só não ia pegar no colo porque estava sujo. A Bibi falou: — Imagina, pode pegar. Não passa vontade! A Kaori falou que não. Ele respondeu, rindo: — Não porque eu tô sujo ou porque você não quer? Ela disse que não pelos dois motivos. Ele respondeu: — Sabia! E hoje, posso vir pra gente conversar? Ela disse que não. Ele respondeu, rindo: — Tem certeza? Eu não dou a mínima pra quem você tá conhecendo e, fora sua amiga aí, ninguém precisa saber. Ela disse que não dava, falou sério. Ele ligou a moto, disse que era pra proteção dela, que às 20:00 voltava. A Bibi ficou rindo e a Kaori brava, falando pra ela parar. Ele foi embora. A Bibi falou que não ia adiantar ela mentir, que se não quisesse, era pra falar que simplesmente não queria. A Kaori respondeu: — Mas eu não resisto, é tão chato conhecer gente nova, ficar fazendo cena, tendo que moldar uma personalidade agradável. Fora que dá medo de sair e o boy ser um porre! Elas começaram a rir, falando besteira. A Bibi disse que era normal conversar com ex, que ela mesma estava falando com o William e que a Renata tinha cara de louca. Ela foi embora com a Maria. A Kaori já ficou esperando o Rui, pensando em perguntar como estava ele e a Renata. Quando ele estava indo, mandou mensagem. Ela respondeu: “O portão tá aberto, mas não sei ainda se vou te receber” Quando o Rui chegou, foi entrando. A porta estava fechada. Ela estava na janela da cozinha, olhando. Ele encostou na janela, perguntou se ela já tinha decidido, pediu um beijo. Ela respondeu: — Não, sem beijo. Hoje eu tô igual você ontem! Ela abriu a porta. Ele abraçou, cheirou o pescoço, deu beijinhos na boca, no rosto dela. Perguntou o que ela tinha. Ela respondeu, chateada: — Não sei. Acho que é só a TPM! Ele disse que ia cuidar dela, assistir aquela série boba que ela gostava. Ela respondeu, rindo: — Que série? Bobo é você que gosta de ver filme de guerra! Ele disse que viu nos status ela assistindo. Perguntou se ela queria comer alguma coisa específica, ofereceu chocolate, doce, refrigerante. Ela interrompeu e falou: — Não, obrigada. Eu acho que vou ficar só com a série boba mesmo. Ele a beijou até perder o fôlego, deixou ela toda arrepiada, colocando as mãos por baixo de sua roupa. Foram pra sala. Ela deitou no colo dele, colocou a série que ela gostava. Ele começou a falar do trabalho, que estava chato, porque ele ia ter outro cargo até o próximo ano. Ela respondeu: — Mas você acabou de voltar a trabalhar, já tá r**m? Ele falou que sim, que ficava longe dos amigos, com mais responsabilidade, tendo que vigiar os outros. Ele começou a explicar tudo o que ia fazer, falou que o salário era um pouco melhor e o trabalho mais leve, porém mais parado. Ele ia ficar nesse cargo até terminar a faculdade. Ela respondeu, surpresa: — Terminar? Você acabou de voltar, falta quanto? Ele respondeu, irônico: — Só mais esse ano. Parei por causa do Bê, ficou pesado. Já te falei isso. Você achava que eu não podia fazer faculdade, né? Ficou surpresa ao saber!
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD