O interesse

998 Words
- Senhorita... - Fale criatura! - Disse Mary Victorya com sua comum hostilidade. - A senhora Elizabeth Wolffttenbutell, já chegou para o chá. - É claro, diga a ela que já desço, agora saia. - Sim, senhorita. Mary Victorya descia as escadas em seu palacete, localizado na esquina do grande palácio real Britânico, ia ao encontro de sua única amiga confidente, Elizabeth. - Minha querida, Beth. - Mary. - Se abraçam e se sentam com a xícara de chá em mãos. - Eu soube do acontecido, não se fala de outra coisa nas ruas de Londres. - Estou arrasada, não tenho saída alguma. - Disse Mary cabisbaixo. - Eu tenho algo que possa te animar. - o quê? Não consigo pensar em nada que me fizesse dar a volta por cima e recuperar minha dignidade e de minha família. - Meu marido, estava tendo com o Lord Einfeldt. - E...?! - Ele está viúvo. - Disso a Inglaterra inteira já sabe. - Mas que ele procura uma esposa, para herdar sua fortuna e lhe dar filhos sadios, você não sabe, não é mesmo? - Ele nunca olharia para mim, estou arruinada graças a minha adorável família. - Meu marido lhe disse que sua família estava falida mas... Que você ainda é uma bela jovem e que está saudável para lhe dar filhos. - Mary ficou eufórica com a declaração de sua querida amiga. - E o que ele falou? - Falou que vai marcar um jantar em sua mansão e convidá-la somente vocês, para lhe pedir em casamento.- Mary faltou derrubar a xícara de chá. - Mas quando? - Logo, somente aguarde querida. - Disse Beth alegremente. - Essa é minha última esperança, já tive que mandar cinquenta empregados embora, só tenho quinze agora e não tenho como pagá-los. - Sinto muito por tudo que está passando Mary, sei que você é forte e vai conseguir se estabelecer em breve, com esse casamento seus problemas serão solucionados. - Espero que sim, muito obrigada querida, não sei o que faria sem você. Apesar da idade, Lorde Einfeldt era um belo homem, em uma ocasião, enquanto ainda era casado, Mary Victorya lhe lançou olhares de puro d****o, no fim do evento ele lhe disse, " sua sorte é que minha querida esposa, não sente ciúmes", ela por sua vez, se fez de desentendida, era sua especialidade. E ali nasceu a atração tentadora entre ambos, a ideia de casar com ele era absolutamente excelente, por ele ser um homem muito rico e atraente. Três dias depois... - Chegou esse envelope para a senhorita. - Vamos me dê logo! Ela foi até o antigo escritório que pertencia a seu pai, que agora era o dela, trancou bem a porta, abriu o envelope e viu que se tratava de um convite. - Lord Einfeldt o brasão dele, "convido a senhorita a comparecer em minha mansão, para tratar de assuntos íntimos em uma jantar esta noite às 20h, ansioso por vê-la L. Louis Einfeldt." Alegre Mary se vestia, escolheu um de seus poucos vestidos novos importados de Paris, era vermelho sangue, comprido e todo rendado, com um decote discreto. Estava elegante e sensual. Dirigiu-se à mansão Einfeldt, foi muito bem recebida pela governanta. - Seja bem-vinda, senhorita. Acompanhe-me que o meu senhor lhe aguarda ansiosamente. Quando Mary o viu ali à espera-la, sentiu v*****e de beijá-lo, a v*****e que foi devidamente contida, é claro. - Olá, como vai senhorita? - Vou bem my Lord. - ele puxou a cadeira para ela sentar-se. - A senhorita está belíssima. - Obrigada my Lorde, tudo para você. Ficaram em silêncio por quase o jantar inteiro, ele a observava como se fosse dizer algo, mas não falava, Mary não suportava esperar e lhe disse: - Quais assuntos íntimos, o senhor gostaria de tratar comigo, my lord!? - Estou pensando em como começar, que bom que está aqui. - Ora, começamos do começo, estou aqui para você. - Sei da situação financeira de sua família, o fato é que quero me casar com a senhora. - Minha família sem dúvidas é uma vergonha, meu pai perdeu tudo em uma jogatina, minha mãe fugiu com um palhaço de circo e meu irmão preso por arrumar confusão na rua, meu primo é o único bem sucedido na família, é casado com minha melhor amiga e é seu amigo, certo? Eles têm cuidado de mim neste tempo terrível no qual tive que ampliar meus horizontes em todos os aspectos. - Entendo, sim seu primo é um grande amigo, ele me ajudou a proporcionar esse encontro e você o que me diz de você? - Sou diferente de todos eles, é só o que posso dizer-te. - E pode dizer que aceita ser somente minha? - My lord, sabe que vão começar a falar, " lorde Einfeldt casou-se com a filha de uma mulher sem lei, de um pai que faliu na mesa de jogos, o que esperar dela", é o que dirão. - Não me importo com o que o povo fala, te quero, eu decido que requisitos retirar de você, estou lhe dando uma chance de recomeçar e é agora ou nunca, - ele ajoelhou em seus pés, - aceita casar-se comigo Mary Victorya? - Aceito - disse ela com um sorriso, ele colocou o anel de brilhantes em seu dedo, nota-se que era exuberante e muito caro digno de uma rainha, - Até pensei em pedir um tempo para pensar, só para não achar que estou desesperada. - Ele riu dela, se alegrou por ela ser tão especial com ele. - E você está, senhorita? - Estou, completamente desesperada, para beijar-te. Mary se ajoelhou com ele no chão, aproximando cautelosamente de seus lábios carnudos, ele a envolveu nos braços e a beijou ardentemente, foram minutos tomados pelos beijos enlouquecedores. - Mary Victorya, me deixe respirar, querida. Os dias foram passando Mary Victorya estava bem e feliz, Louis Havia pagado todas as suas dívidas, o casamento já tinha data para acontecer.
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