- Senhorita...
- Fale criatura! - Disse Mary Victorya com sua comum hostilidade.
- A senhora Elizabeth Wolffttenbutell, já chegou para o chá.
- É claro, diga a ela que já desço, agora saia.
- Sim, senhorita.
Mary Victorya descia as escadas em seu palacete, localizado na esquina do grande palácio real Britânico, ia ao encontro de sua única amiga confidente, Elizabeth.
- Minha querida, Beth.
- Mary. - Se abraçam e se sentam com a xícara de chá em mãos. - Eu soube do acontecido, não se fala de outra coisa nas ruas de Londres.
- Estou arrasada, não tenho saída alguma. - Disse Mary cabisbaixo.
- Eu tenho algo que possa te animar.
- o quê? Não consigo pensar em nada que me fizesse dar a volta por cima e recuperar minha dignidade e de minha família.
- Meu marido, estava tendo com o Lord Einfeldt.
- E...?!
- Ele está viúvo.
- Disso a Inglaterra inteira já sabe.
- Mas que ele procura uma esposa, para herdar sua fortuna e lhe dar filhos sadios, você não sabe, não é mesmo?
- Ele nunca olharia para mim, estou arruinada graças a minha adorável família.
- Meu marido lhe disse que sua família estava falida mas... Que você ainda é uma bela jovem e que está saudável para lhe dar filhos. - Mary ficou eufórica com a declaração de sua querida amiga.
- E o que ele falou?
- Falou que vai marcar um jantar em sua mansão e convidá-la somente vocês, para lhe pedir em casamento.- Mary faltou derrubar a xícara de chá.
- Mas quando?
- Logo, somente aguarde querida. - Disse Beth alegremente.
- Essa é minha última esperança, já tive que mandar cinquenta empregados embora, só tenho quinze agora e não tenho como pagá-los.
- Sinto muito por tudo que está passando Mary, sei que você é forte e vai conseguir se estabelecer em breve, com esse casamento seus problemas serão solucionados.
- Espero que sim, muito obrigada querida, não sei o que faria sem você.
Apesar da idade, Lorde Einfeldt era um belo homem, em uma ocasião, enquanto ainda era casado, Mary Victorya lhe lançou olhares de puro d****o, no fim do evento ele lhe disse, " sua sorte é que minha querida esposa, não sente ciúmes", ela por sua vez, se fez de desentendida, era sua especialidade. E ali nasceu a atração tentadora entre ambos, a ideia de casar com ele era absolutamente excelente, por ele ser um homem muito rico e atraente.
Três dias depois...
- Chegou esse envelope para a senhorita.
- Vamos me dê logo!
Ela foi até o antigo escritório que pertencia a seu pai, que agora era o dela, trancou bem a porta, abriu o envelope e viu que se tratava de um convite.
- Lord Einfeldt o brasão dele, "convido a senhorita a comparecer em minha mansão, para tratar de assuntos íntimos em uma jantar esta noite às 20h, ansioso por vê-la
L. Louis Einfeldt."
Alegre Mary se vestia, escolheu um de seus poucos vestidos novos importados de Paris, era vermelho sangue, comprido e todo rendado, com um decote discreto. Estava elegante e sensual.
Dirigiu-se à mansão Einfeldt, foi muito bem recebida pela governanta.
- Seja bem-vinda, senhorita. Acompanhe-me que o meu senhor lhe aguarda ansiosamente.
Quando Mary o viu ali à espera-la, sentiu v*****e de beijá-lo, a v*****e que foi devidamente contida, é claro.
- Olá, como vai senhorita?
- Vou bem my Lord. - ele puxou a cadeira para ela sentar-se.
- A senhorita está belíssima.
- Obrigada my Lorde, tudo para você.
Ficaram em silêncio por quase o jantar inteiro, ele a observava como se fosse dizer algo, mas não falava, Mary não suportava esperar e lhe disse:
- Quais assuntos íntimos, o senhor gostaria de tratar comigo, my lord!?
- Estou pensando em como começar, que bom que está aqui.
- Ora, começamos do começo, estou aqui para você.
- Sei da situação financeira de sua família, o fato é que quero me casar com a senhora.
- Minha família sem dúvidas é uma vergonha, meu pai perdeu tudo em uma jogatina, minha mãe fugiu com um palhaço de circo e meu irmão preso por arrumar confusão na rua, meu primo é o único bem sucedido na família, é casado com minha melhor amiga e é seu amigo, certo? Eles têm cuidado de mim neste tempo terrível no qual tive que ampliar meus horizontes em todos os aspectos.
- Entendo, sim seu primo é um grande amigo, ele me ajudou a proporcionar esse encontro e você o que me diz de você?
- Sou diferente de todos eles, é só o que posso dizer-te.
- E pode dizer que aceita ser somente minha?
- My lord, sabe que vão começar a falar, " lorde Einfeldt casou-se com a filha de uma mulher sem lei, de um pai que faliu na mesa de jogos, o que esperar dela", é o que dirão.
- Não me importo com o que o povo fala, te quero, eu decido que requisitos retirar de você, estou lhe dando uma chance de recomeçar e é agora ou nunca, - ele ajoelhou em seus pés, - aceita casar-se comigo Mary Victorya?
- Aceito - disse ela com um sorriso, ele colocou o anel de brilhantes em seu dedo, nota-se que era exuberante e muito caro digno de uma rainha, - Até pensei em pedir um tempo para pensar, só para não achar que estou desesperada. - Ele riu dela, se alegrou por ela ser tão especial com ele.
- E você está, senhorita?
- Estou, completamente desesperada, para beijar-te.
Mary se ajoelhou com ele no chão, aproximando cautelosamente de seus lábios carnudos, ele a envolveu nos braços e a beijou ardentemente, foram minutos tomados pelos beijos enlouquecedores.
- Mary Victorya, me deixe respirar, querida.
Os dias foram passando Mary Victorya estava bem e feliz, Louis Havia pagado todas as suas dívidas, o casamento já tinha data para acontecer.