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Entre Ruínas e Sonhos - Uma Família Londrina

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Entre Ruínas e Sonhos - Uma Família Londrina Reimaginada

Na Londres em transformação do início do século XX, a família Hargrove enfrenta perdas, paixões e escolhas impossíveis em meio às sombras da guerra. Com uma casa construída à custa de sacrifícios e corações marcados por sonhos interrompidos, mãe e filhos lutam para manter-se unidos quando o mundo ao redor ameaça desmoronar.

Um romance comovente sobre amor, coragem e a herança silenciosa das emoções que nos moldam.

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Capítulo 1: O Início de um Sonho
Prólogo Londres, 1910. Uma cidade pulsante de promessas e segredos. Nas ruas de paralelepípedos onde os vapores das fábricas se misturam aos sussurros da alta sociedade em transição, dois destinos, até então desconhecidos um do outro, começavam a ser tecidos por fios invisíveis de d****o, ambição e esperança. Era o início de um século... e o início de um sonho. O som das máquinas ecoava como tambores de guerra no coração industrial da cidade. O jovem Thomas Hargrove, de olhos escuros e mente inquieta, caminhava com passos determinados entre os edifícios de tijolos vermelhos e fumaça. Ele não era um cavalheiro de berço nobre — era um homem feito de ambição, aço e noites m*l dormidas. Londres, com todo o seu caos, era para ele um mapa vivo de possibilidades. Mas não era entre as engrenagens da cidade que seu destino o aguardava. Em uma visita à refinada cidade universitária de Oxford, durante um evento formal promovido pela empresa que representava, o inesperado aconteceu. O salão da Igreja de Santa Cecília pulsava com luzes, sorrisos contidos e copos de cristal. E foi ali, sob um lustre antigo e promessas de negócios, que seus olhos pousaram sobre ela. Eliza Cartwright. Com os cabelos castanho-escuros presos em um coque elegante e os olhos verdes cheios de mistérios, Eliza parecia flutuar entre as sombras da aristocracia em decadência e a luz suave da esperança moderna. Filha de um reverendo, trazia consigo a delicadeza de uma dama e a força silenciosa de quem já enfrentara perdas. Quando seus olhos encontraram os de Thomas, o tempo pareceu hesitar. Um instante — apenas um — foi suficiente para que algo dentro dele se deslocasse para sempre. “Senhorita Cartwright,” disse ele, a voz mais firme do que se sentia, “acredito que nos cruzamos mais cedo. Sou Thomas Hargrove.” “Sim, ouvi o seu nome.” Ela sorriu, discreta. “É um prazer conhecê-lo, Sr. Hargrove.” “O prazer, senhorita, é todo meu. Confesso que, até agora, este evento parecia... insípido. Mas a sua presença trouxe um encanto inesperado à noite.” E enquanto a conversa fluía com cortesias, o pai de Eliza, o Reverendo Cartwright, se aproximava. “Filha, está tudo bem?” “Sim, papai. Este é o Sr. Thomas Hargrove.” “Ah, prazer em conhecê-lo, rapaz. Venha nos visitar na casa paroquial. Serás bem-vindo.” As Visitas e o Cortejo E ele foi. Uma vez. Depois, outra. E depois mais. Thomas passou a visitar os Cartwrights no interior, onde a vida parecia suspensa entre o passado aristocrático e o presente modesto. A antiga mansão paroquial — embora marcada pelo tempo — exalava dignidade. A mãe de Eliza, Lady Beatrice, o recebia com elegância suave, e as irmãs da jovem completavam o cenário: Agnes, reservada e observadora, e Charlotte, a mais nova, cheia de sonhos e de perguntas sobre a vida na capital. “Sr. Hargrove,” perguntou Agnes, os olhos atentos, “o que o traz de tão longe?” “O d****o de conhecer melhor o lar da senhorita Eliza. E talvez o d****o de ser parte dele.” E sob o velho carvalho no jardim da casa paroquial, com a brisa perfumada da primavera dançando entre as folhas, Thomas se ajoelhou. O anel em sua mão tremia menos que seu coração. “Eliza… desde que te vi, minha alma se inquieta. Você trouxe ao meu mundo uma cor que eu não sabia que faltava. Permitirias que eu fosse teu companheiro na travessia desta vida?” Lágrimas brilharam nos olhos verdes de Eliza. Não de dúvida — mas de certeza. Ela pousou a mão sobre a dele e respondeu, com voz trêmula, porém firme: “Sim, Thomas. Com todo o meu coração.” A Família Hargrove O encontro com a família dele, em Londres, foi um novo capítulo. A residência Hargrove, em Hampstead, exalava prestígio. Lady Margaret Hargrove, a mãe, recebeu Eliza com elegância majestosa. “Finalmente, a jovem que roubou o coração do meu filho. Bem-vinda, senhorita Cartwright.” “É uma honra estar aqui, Lady Hargrove. Thomas sempre fala de sua família com tanto carinho.” O pai de Thomas, Lorde Dr. Richard Hargrove, observava tudo com olhos astutos. Mas ao final do jantar, após risos e conversas sobre política e poesia, ele olhou para Eliza com ternura. “Meu filho escolheu bem. Você tem a luz que ele sempre buscou.” O Casamento No dia 15 de maio de 1911, os sinos da Capela de São Miguel tocaram como nunca. A manhã em Hampstead era clara, e uma brisa gentil acompanhava o perfume das flores recém-colhidas. Eliza caminhava pelo corredor com a leveza de uma promessa cumprida. O vestido branco, rendado, e a tiara de diamantes reluziam à luz das velas. Mas foi o olhar entre ela e Thomas que iluminou o altar. “Minha senhora Eliza,” disse ele, com a voz embargada de emoção, “cada passo que demos nos trouxe até aqui. E onde quer que a vida nos leve, quero que seja contigo.” Ela sorriu — e o mundo pareceu parar de novo. A recepção, realizada na casa dos Hargrove, foi uma noite de brindes, danças e votos sussurrados ao pé do ouvido. Os dois estavam prontos. Prontos para construir uma nova história. Uma nova casa. Uma nova família. E mesmo sem saberem ainda, estavam prontos para enfrentar as dores e delícias de um amor que resistiria ao tempo, às guerras, e às sombras do passado.

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