Os vampiros

1559 Words
Taylor Collins Passar esses dias com a Lisa estava me fazendo reviver. Voltei a ter aquele sentimento de alegria e vontade de ser uma pessoa melhor, e com isso entendi o porquê as coisas não tinham se acertado antes, e eu não poderia estar mais feliz, mas ainda havia uma parte que me prendia. Eu podia tentar ser quem eu quisesse para ela, mas não posso mudar meu verdadeiro eu. Sou um lobo e tenho responsabilidades com isso e não posso fugir. Quanto mais eu me envolvo com ela, mais perigo ela pode estar correndo. Um dia eu teria que contar o que eu sou, o que minha família é. E eu não posso querer obriga-lá a nos aceitar, e esse é o meu medo. Ela não nos aceitar. Ela não me aceitar. Meus pensamentos são interrompidos por uma notificação no meu telefone. Lisa Taylor, está ocupado agora? Preciso falar com você o quanto antes. Assim que puder, me encontre aqui no hotel, por favor. Meu coração começa a bater rapidamente. Algo grave deve ter acontecido, e eu não vou saber se ficar aqui criando teorias. Pego a chave do carro e saio correndo em direção a ele. Pode ser qualquer coisa, por um momento penso que ela pode querer falar sobre nós. Nos conhecemos faz apenas alguns dias, mas eu tenho um Imprinting por ela, é como se ela estivesse ao meu lado a vida toda. Logo essa ideia de ser algo bom passa. Ela pode querer avisar que está indo embora, ela sempre deixou claro que não fica fixa em um lugar. Chego no hotel mais rápido do que foi das últimas vezes que estive aqui. Lisa já encontrou minha entrada liberada na recepção, assim foi menos tempo perdido. Subi as escadarias o mais rápido que eu consegui. A porta do seu quarto estava uma parte aberta, dando visão para dentro do quarto. Meu coração se alivia quando a vejo sentada na cama.  - O que houve?  - Eu preciso te perguntar algumas coisas, Taylor. Desculpe te chamar às pressas aqui. - fecho a porta e me sento na beirada da cama.  - Sabe que não precisa pedir desculpa. O que aconteceu? - ela me olha e suspira.  - Você tem alguma coisa para me contar? - meu sangue gela. Ela havia descoberto tudo? Alguém tinha contado? - Pelo jeito tem. - ela complementa e eu percebo que fiquei muito tempo em silêncio.  - Eu não tenho nada pra te dizer, mas por que está me perguntando isso? - ela desviou seu olhar e pega uma carta e me entrega.  - Quando eu cheguei, essa carta estava em cima do criado-mudo, por um momento pensei até que era sua, mas não. - abro a carta e começo lendo e isso confirma minhas desconfianças de mais cedo. Realmente tinha alguém nos observando antes, mas quem? - Você realmente está escondendo algo de mim? - suspiro e olho para ela.  - Eu não posso negar o que está aqui, mas eu prometo que te falarei na hora certa. - ela dá uma risada irônica.  - Você está mentindo sobre algo pra mim esse tempo todo. - ela não estava dizendo isso pra mim, e sim pra ela mesma. - Vai embora, por favor.  - Não, eu posso te explicar, mas não agora. - ela se levanta e vai em direção a porta do quarto e a abre. - Lisa, assim como você esconde as coisas sobre a sua família, eu também preciso esconder algumas sobre a minha.  - Eu sei que é egoísta da minha parte te cobrar algo assim, mas eu não posso confiar em você. Então, por favor. - ela faz sinal para que eu vá embora.  - Eu preciso te dizer uma coisa antes de ir. - seu olhar foca em mim e eu suspiro. - Eu realmente gosto muito de você, e eu nunca faria nada que fosse te prejudicar. As coisas não são tão simples como parece, eu só preciso de tempo até saber se você está em perigo ou não. Tem muita coisa envolvida e não é só os meus sentimentos.  - Até você descobrir o que precisa e confiar em mim, devemos nos afastar. - abro a boca para falar, mas ela me corta. - Não fique tornando tudo mais difícil do que já é. Não me procure, não me manda mensagem, só deixa eu ter meu tempo. E quando eu estiver preparada para conversar, eu vou até você. - eu consegui ouvir seu coração batendo, estava tão acelerado quanto o meu.  Vendo que ela não continuaria falando, sai do seu quarto. Desci as escadas do hotel tão rápido quanto tinha subido antes. Passava um turbilhão de coisas pela minha cabeça e muitas perguntas sem respostas, mas a única coisa que eu me importava era a Lisa. Preciso achar um jeito de contar as coisas para ela, sem assustá-la. Eu estava tão atordoado que não percebi que já tinha chegado em casa, meu pai estava parado na minha frente me olhando assustado.  - Taylor, eu to falando com você. - ele toca no meu braço e eu concordo. - O que aconteceu?  - A Lisa recebeu uma carta, na carta dizia que estamos escondendo coisas dela e essa pessoa disse que quer encontrá-la logo.  - E quem poderia estar fazendo essas coisas? Tem ideia?  - Hoje mais cedo, enquanto eu estava ensinando ela a dirigir, por alguns momentos, parecia que estava sendo observado, mas não tinha cheiro nem nada... Ela pediu um tempo, pediu para nos afastarmos. E com isso, vai ficar mais difícil protegê-la.  - Os meninos vão te ajudar, já passamos por isso uma vez e vamos passar de novo, juntos! Tome um banho e esfrie a cabeça, vou chamar os meninos para uma reunião. - concordo e vou para o meu quarto.   Eu preciso descobrir quem mandou a carta, não parece ser de nenhum dos vampiros conhecidos. Parece ser um vampiro antigo, mas por que ele estava nos observando? E o que ele ganharia rompendo minha relação com ela?   *Quebra de tempo* Todos da tribo estavam na casa de Kent e Hannah, falando sobre ter novos relatos de vampiros pela cidade. Isso acabou se ligando ao que aconteceu com Lisa. Seria um clã? Apenas alguns? Eles podem estar apenas de passagem e quiseram se "divertir" com a minha situação ou estavam aqui para fazer um novo caos.  - Acho que todos já sabem dos novos relatos de vampiros. Nós não sabemos quem são e para o que estão aqui, então precisamos agir com cautela até decidirmos se vamos atacar ou não. E sempre se lembrem, se tiver que decidir entre você ou algum deles, sempre se escolha. Somos uma tribo, precisamos nos defender e defender a nossa cidade. - Kent termina de falar e todos concordam. - Alguém tem alguma coisa para falar?  - A Lisa recebeu uma carta alertando que nós estamos escondendo o que somos dela. Tenho certeza que foram esses novos vampiros. - Kent concorda.  - Então eles devem estar observando ela. Vamos fazer patrulhas mais reforçadas perto do hotel dela.  Os horários das patrulhas começaram a ser distribuídos. Dylan e Jared ficaram com o primeiro horário, eu e Isla com o segundo e assim por diante. Cinco dias depois... cinco! Já se passaram e eu ainda não havia visto e nem falado com a Lisa. As únicas notícias que eu tinha, eram dos meninos que estavam patrulhando a área do hotel. E até isso Kent me privou, alegando que eu não saberia agir pela razão estando perto dela. Essa era a minha ronda com Isla. Em todos esses dias não tinha nenhum sinal dos vampiros e isso me preocupava. Eles realmente fizeram a carta apenas para se divertir ou eles estavam escondidos planejando algo pior?  - Tay, não se mexe. - Isla coloca a mão na minha frente.  Começo a prestar atenção ao redor e começo a sentir o cheiro de vampiros. Nos olhamos e concordamos silenciosamente que era a hora de começarmos a seguir eles, era a primeira aparição deles há dias. Nós nos transformamos em lobos e começamos a seguir o cheiro, quanto mais corremos mais perto estávamos chegando, mas ele não se afastava. E eu só consegui processar essas informações tarde demais. Se o cheiro estava cada vez mais perto, significava que eles estavam parados e isso significa que é uma armadilha. Estávamos cercados por vários vampiros.  - Veja se não é o famoso Taylor, só estava esperando o momento certo para falarmos com você. - um deles fala se aproximando e sorrindo. - Posso imaginar o que está passando na sua cabeça, mas não precisa se assustar, a sua querida Lisa está bem. - o nome da Lisa saindo da sua boca se tornou algo tão grotesco. Minha mente começou a divagar para Lisa, isso pode ser apenas uma ironia da parte dele. A raiva começa a crescer dentro de mim e eu simplesmente saio de mim. Só voltei para a consciência quando cai no chão gemendo de dor, um dos vampiros quebrou minhas costelas. Minha mente estava tão atordoada pela dor que não percebi o resto da alcateia já tinha chegado. A dor se impulsionou quando os meninos me agarraram e me levantaram do chão. Eu ouvia suas vozes esbravejando e suas respirações ofegantes, mas não me concentrei em nada.
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