Capítulo 2

928 Words
Alguns dias depois… Acordo e antes de abrir meus olhos penso que essas férias já deu o que tinha que dar, ficar em casa, sem nada pra fazer é um saco! Sem falar que ainda tenho que ajudar a minha avó a cuidar da minha irmã. Tudo bem que ela é super calminha e eu adoro ensinar e passar um tempo com ela, mas já estou entediada! Levanto, faço minha higiene matinal e encontro com minha avó na cozinha fazendo o almoço. ‘Como uma pessoa consegue mexer com comida a essa hora?’ Com certeza é costume da época em que ela precisava acordar antes do sol nascer para cumprir todas as suas obrigações quando morava no interior. —Bom dia, vó! —Bom dia, minha filha! Já te pedi para não me chamar de vó sua teimosa. —Mas é isso que a senhora é. —Mas não gosto que me chamem assim, me faz parecer velha demais. Sabe que prefiro que me chame de mãezinha. —E o que eu posso fazer para te deixar mais feliz, vozinha? Digo enquanto me aproximo com o nariz do seu pescoço sensível, a fazendo se contorcer enquanto cai na risada. —Pára com isso, menina, sabe que eu sinto cócegas. Mas eu não paro, pelo contrário, insisto até ela ficar fraca e tentar se afastar de mim correndo para o outro lado da cozinha. Como ainda quero provocá-la mais um pouco, vou atrás dela e tento fazer a mesma coisa, mas ela vem pra cima de mim e começa a me estapear dizendo: —Sai de perto de mim sua nigrinha, vou dá a coça que sua mãe não te deu e você vai começar a me respeitar como deve. Seus tapas doem e eu tento me defender como dá. —Aí vó… isso dói. Aí , aí , aí … Pára eu só estava brincando. A senhora não sabe brincar, hein… —Vê se eu tô brincando com você, menina. Só pelo jeito que ela me olha e eu sei que ela está adorando nossa interação, mas ela não admite. Ao me afastar olho para o lado e vejo minha irmã no seu carrinho, presa às correntes de segurança nos olhando. Ela é uma bebê linda, seu nome é Hellen, sua pele tem a cor de jambo, seus cabelos negros são brilhantes e ondulados, seus olhos são chamativos e brilhantes e ela tem muitas dobrinhas pelo o corpo que adoro apertar. Ela é um grude comigo, acho que ela pensa que eu sou a mãe dela porque não posso passar alguns dias fora de casa que fica com febre. ‘Vê se pode uma coisa dessa?’ Isso praticamente me obriga a levá-la a quase todos os lugares que eu vou quando quero ou preciso passar alguns dias fora de casa. Me aproximo abaixando, ficando na altura dela: —Oi minha bizunguinha linda, você dormiu bem? —Ela sorri e emite aqueles sons que me deixam toda boba e nos faz saber que em breve ela tentará as suas primeiras palavrinhas —O que a gente vai aprontar hoje para deixar a vovó de cabelo em pé? Minha vó me olha fulminando e pergunta: —Quer apanhar mais? Foi pouco os tapas que te dei ainda agora? É só dizer que eu bato mais. —Não senhora, vó… quer dizer mãezinha, mãezinha. Ela já se preparava para vir pra cima de mim, mas fui mais rápida, me levantando e sai empurrando o carrinho para a sala onde ia vê desenho animado com minha irmãzinha amada ouvindo ela perguntar: —Não vai tomar café da manhã, Sol ? —Não tô com fome, vó. Só senti o pano de prato batendo nas minhas costas. —Tem que mudar esse hábito de não tomar café da manhã, essa é a refeição mais importante do dia. E sai daqui, nigrinha, antes que eu pegue o cinto e você descubra o que é uma coça de verdade por me chamar assim. Corri mais um pouco rindo da reação dela e constatando que eu gosto muito da nossa rotina. O restante do dia foi tranquilo como sempre, arrumei a casa, almoçamos e coloquei Hellen para cochilar depois do almoço daquele jeitinho só nosso na cama da mamãe. Ela gosta de ficar com as costas encostadas em mim e uma das pernas em cima do meu quadril. Ela coloca sua fraldinha no rosto e não pode esquecer das chupetas inseparáveis, uma pra boca e outra para ficar na mão. ‘É um deus nos acuda quando as chupetas somem.’. Ao acordar depois do sono da tarde brinquei com ela no chão da sala, e quando menos espantamos nossa mãe abriu a porta da sala, chegando do trabalho. —Oi gente ! Como foi o dia de vocês? —A mesma coisa de sempre —Respondi. Hellen logo quis correr para saborear o leite da dona Graça porque aquela garotinha gosta muito de mamar. Esse é o momento delas e eu me levantei do chão porque não sou obrigada a vê isso né. Corri para o quarto que divido com minha vozinha querida e me enfiei na sua cama ficando grudada nela para ver as novelas que ela tanto gosta. Logo ela começou a fazer um cafuné gostoso na minha cabeça e eu adorei é claro! O restante da noite seguiu como de costume, nós jantamos, arrumamos a cozinha, vimos as novelas que elas adoram e depois de um belo banho quentinho, segui para a minha cama, embarcando em mais um sono profundo como eu gosto.
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