Letícia narrando . . .
Maicon: Isso foi só para o seu bem amor, não chora tá? - me deu um
selinho. - Tô indo, tchau.
Pegou a chave do carro dele e saiu do quarto como se nada tivesse
acontecido.
Que ódio c*****o!
Meu braço ainda tá doendo um pouco, mas a minha raiva tá nas minhas
saias, nos meus shorts e os meus cropped.. Todos rasgados!
Fora que ele literalmente arrancou a saia que eu tava vestindo. Meu Deus
do céu.
Fui no banheiro, engoli o choro e lavei o meu rosto. Preciso me manter
calma.
Eu fiquei tão para baixo, que a única coisa que consegui fazer foi
preencher minha sobrancelha.
Acabei colocando uma calça jeans clara e usando o body que eu já estava
vestidinho. Com uma rasteirinha.
Letícia: Vem com a mamãe vem amor. - me abaixei pegando a Helo. - Não
chora amor.
Ela escuta ele gritar e chora, é sempre assim. E ele não liga, não se
importa de jeito nenhum.
Com ela no colo, tive que pegar a minha bolsa e a bolsa com as coisinhas
dela. Descer a bendita escada e procurar a chave.
E a chave "sumiu". Eu não tô acreditando que o Maicon fez isso, ele levou
a chave com ele.
Já tinha feito isso uma vez, usou um monte de desculpas e eu sempre
soube, que foi de propósito.
Nem o meu celular eu achei..
Eu fiquei quase uma hora, pensando e pesando no que fazer. Eu tenho
uma reunião com o 157 hoje e já devia estar lá.
E eu nem sei como, mas o Terror apareceu aqui. Eu olhei pela janela e o
carro dele tava lá.
Foi um alívio enorme!
Terror: Quer ajuda doutora? - ele disse saindo do carro. - Me dá a menina
aqui.
Letícia: Obrigada. - ele pegou a Helo e aí eu voltei pegar o bebê conforto
dela.
Tranquei a casa e fui para o carro dele.
Terror: Ela é mó pequena, bonitinha pra c*****o. - sorri agradecendo. -
Pra que tanta coisa madame?
Letícia: Eu vou ficar essa semana na Mari. - ele me olhou todo sem graça.
- Ou não né.
Ri baixo e coloquei o cinto, enquanto ele deu partida. O Terror é legal,
sabe conversar e animar qualquer um.
A gente foi conversando o caminho inteiro. Um papo bem aleatório.
Terror: Doutora, chegamos ao seu destino. - parou o carro em frente à um
barraco da comunidade. - Posso ficar com tua filha? Cuido direitinho.
Letícia: Pode, tá me salvando em. - abri a porta do carro segurando a
minha bolsa. Tem três mamadeiras prontas, caso ela começe a chorar.
Ele fez um joinha e eu fechei a porta.
Terror: Sim senhora. Fé. - sorri pra ele e me virei passando pelo portão da
casa.
Caminhei pela grama bem cortada até, bati na porta e um cara todo
armado abriu a porta.
Xxx: Vai reto e vira a esquerda. - concordei e entrei na casa.
Vendo de fora, não tem nem como imaginar que é esse luxo todo aqui
dentro.
Acabei entrando na sala da casa. 157 tá todo jogado no sofá, a mesinha
em frente do sofá, está quase branca de tanta cocaína.
157: Larissa, grande Larissa. - levantou vindo na minha direção. - Senta
aqui meu amor.
Letícia: An? É Letícia cara. - revirei os olhos e acompanhei ele até o sofá. -
O que é tão importante, que o senhor não poderia esperar Rogério?
157: Que mané Rogério, nem é meu nome doidona. - encheu um copo de
whisky e me deu.
Letícia: Na sua ficha consta como Rogério. - encarei ele sem entender.
157: Rogério é meu nome de traficante, meu nome real é outro. - disse
enchendo outro copo para ele.
Leticia: Entendi. Mas então? Qual o motivo dessa reunião? - tomei um
pouco do Whisky que estava no meu copo.
157: Tédio pô, te chamei pra ficar aqui falando da minha situação. Desse
jeito eu me destraio e arrumou um plano f**a. - largou o copo em cima
da mesa.
Ele literalmente deitou e me fez dizer tudo, coisas de cinco anos atrás e
até mais que isso. . .