cap 09 não acredito que ele levou meu celular

699 Words
Letícia narrando . . . Maicon: Isso foi só para o seu bem amor, não chora tá? - me deu um selinho. - Tô indo, tchau. Pegou a chave do carro dele e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido. Que ódio c*****o! Meu braço ainda tá doendo um pouco, mas a minha raiva tá nas minhas saias, nos meus shorts e os meus cropped.. Todos rasgados! Fora que ele literalmente arrancou a saia que eu tava vestindo. Meu Deus do céu. Fui no banheiro, engoli o choro e lavei o meu rosto. Preciso me manter calma. Eu fiquei tão para baixo, que a única coisa que consegui fazer foi preencher minha sobrancelha. Acabei colocando uma calça jeans clara e usando o body que eu já estava vestidinho. Com uma rasteirinha. Letícia: Vem com a mamãe vem amor. - me abaixei pegando a Helo. - Não chora amor. Ela escuta ele gritar e chora, é sempre assim. E ele não liga, não se importa de jeito nenhum. Com ela no colo, tive que pegar a minha bolsa e a bolsa com as coisinhas dela. Descer a bendita escada e procurar a chave. E a chave "sumiu". Eu não tô acreditando que o Maicon fez isso, ele levou a chave com ele. Já tinha feito isso uma vez, usou um monte de desculpas e eu sempre soube, que foi de propósito. Nem o meu celular eu achei.. Eu fiquei quase uma hora, pensando e pesando no que fazer. Eu tenho uma reunião com o 157 hoje e já devia estar lá. E eu nem sei como, mas o Terror apareceu aqui. Eu olhei pela janela e o carro dele tava lá. Foi um alívio enorme! Terror: Quer ajuda doutora? - ele disse saindo do carro. - Me dá a menina aqui. Letícia: Obrigada. - ele pegou a Helo e aí eu voltei pegar o bebê conforto dela. Tranquei a casa e fui para o carro dele. Terror: Ela é mó pequena, bonitinha pra c*****o. - sorri agradecendo. - Pra que tanta coisa madame? Letícia: Eu vou ficar essa semana na Mari. - ele me olhou todo sem graça. - Ou não né. Ri baixo e coloquei o cinto, enquanto ele deu partida. O Terror é legal, sabe conversar e animar qualquer um. A gente foi conversando o caminho inteiro. Um papo bem aleatório. Terror: Doutora, chegamos ao seu destino. - parou o carro em frente à um barraco da comunidade. - Posso ficar com tua filha? Cuido direitinho. Letícia: Pode, tá me salvando em. - abri a porta do carro segurando a minha bolsa. Tem três mamadeiras prontas, caso ela começe a chorar. Ele fez um joinha e eu fechei a porta. Terror: Sim senhora. Fé. - sorri pra ele e me virei passando pelo portão da casa. Caminhei pela grama bem cortada até, bati na porta e um cara todo armado abriu a porta. Xxx: Vai reto e vira a esquerda. - concordei e entrei na casa. Vendo de fora, não tem nem como imaginar que é esse luxo todo aqui dentro. Acabei entrando na sala da casa. 157 tá todo jogado no sofá, a mesinha em frente do sofá, está quase branca de tanta cocaína. 157: Larissa, grande Larissa. - levantou vindo na minha direção. - Senta aqui meu amor. Letícia: An? É Letícia cara. - revirei os olhos e acompanhei ele até o sofá. - O que é tão importante, que o senhor não poderia esperar Rogério? 157: Que mané Rogério, nem é meu nome doidona. - encheu um copo de whisky e me deu. Letícia: Na sua ficha consta como Rogério. - encarei ele sem entender. 157: Rogério é meu nome de traficante, meu nome real é outro. - disse enchendo outro copo para ele. Leticia: Entendi. Mas então? Qual o motivo dessa reunião? - tomei um pouco do Whisky que estava no meu copo. 157: Tédio pô, te chamei pra ficar aqui falando da minha situação. Desse jeito eu me destraio e arrumou um plano f**a. - largou o copo em cima da mesa. Ele literalmente deitou e me fez dizer tudo, coisas de cinco anos atrás e até mais que isso. . .
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