157 narrando . . .
Diz a doutora que se atrasou por motivos pessoais, num caio nesse papo
não pô.
Já já descubro o que rolou, rapidinho .
Fala pra tu em, n**a fode bem pra c*****o. Não aguento pô, tá maluco.
157: Cadê tua filha? - passei a mão nas costas dela devagar.
Se tem um bagulho que sou é carinho com mulher, pô mermão. A mina
vem, dá pra tu e tu trata de qualquer jeito?
Trato bem, na medida do possível. Até sair do barraco pô.
Letícia: Ela tá com o Terror, ele pediu para ficar com ela. - se arrepiou
toda e se encolheu.
157: O moleque não bate bem em, não dá lado pô. - Louco pra c*****o o
menor, por isso tá do meu lado,
Letícia: Para de chamar o coitado de moleque poxa. Acho que ele tem
maturidade suficiente pra cuidar dela.
157: É moleque mesmo, 16 anos na cara p***a. Maturidade até tem, mas
não pra isso. Rum.
Letícia: O que? - sentou me olhando assustada. - Deus que me perdoe, 157
aquele menino é uma perdição. Nunca que eu ia imaginar que ele é um
adolescente.
Comecei a rir da cara dela mermo, mó otária.
157: O menor faz sucesso com as mulher mermo. Mas ó, é só o golpe
porra, não presta. p***a louca.
Letícia: Como é que ele veio parar aqui e trabalhando com você? - cruzou
os braços.
157: Tem potencial pô, é p***a louca já falei. Faz o que tiver que fazer e
nem liga, moleque não liga pra p***a nenhuma não. É isso que procuro
nos meus soldados. Lealdade, força, foco e talento.
Letícia: Talento? - ela riu. - Tá falando sério mesmo?
157: Claro pô, tu acha que é qualquer um que trabalha comigo? n**o tem
que saber atirar, mira impecável. Saber fugir, bolar plano na hora e ter
disposição pra matar.
Ela balançou a cabeça concordando.
157: Pra tá aqui do meu lado, n**o esquece que tem família, esquece mãe,
pai, filhos, mulher. Tudo, ou fecha comigo ou nem aparece aqui.
Letícia: Acho que você exigi muito deles. - disse toda sem graça.
Ela pegou a visão. Era isso mermo que eu queria.
Vai chegar uma hora, que ela vai ter que largar tudo e fechar comigo. Ou
vou ter que matar a doutora, tá sabendo demais.
157: Não pô, eu ajudo eles. Poupo meus soldados de se f***r, se inimigo
sabe da onde vem, já era. Vão lá, matam a família inteira do cara e o b.o
cai em cima de mim.
Doutora tá assustada, não posso fazer nada não. Pegou o caso por grana e
pela carreira, devia saber dos riscos.
Não sou qualquer um, ela sabe.
Tá arriscando e agora vai ter que ir até o final, ela sabe que não vai ser
fácil.
157: É bom tu não ter família, tu é o soldado que não consegui esconder. -
passei a mão no cabelo dela.
Coitada me deu uma olhada, tá se cagando de medo.
Letícia: 157.. - dei logo risada da cara dela. - Não tem nada de engraçado
aqui c*****o.
157: Tem pô, claro que tem. Relaxa que tem gente na tua cola, na tua
segurança sempre. - dei um tapa na perna dela. - Relaxa.
Letícia: Não brinca com isso, eu tenho uma filha que precisa de mim. -
concordei e ela mordeu o lábio se afastando.
157: Coé doutora, já te falei pra tu ficar calma p***a. Ninguém vai fazer
nada pra tu e nem pra tua filha
Letícia: Falar é fácil, eu já perdi muitos colegas por casos como o seu. Não
tô afim de ser a próxima.
Porra, vai começar o drama de mulher.
157: Beleza pô, tu não me atendeu por que? Fiquei quase uma hora te
ligando p***a.
Letícia: Meu celular acabou a bateria e meu carregador quebrou. - disse e
eu nem acreditei.
157: Mermo assim, devia ter pegado o carro e vindo pra cá. - bufei
esperando a outra desculpa.
Quero só ver o papo.
Letícia: Tá no concerto, meu marido acabou batendo ele. - disse toda
nervosa.
157: Rum, pega aí o celular e coloca carregar. Usa o meu carregador. -
mandei na lata.
Ficou até sem ter o que falar.
Letícia: Acho que ficou na bolsa da Helo, eu tava em uma correria. Devo
ter colocado lá.
Dei risada negando, mó mentira isso aí .
157: Doutora, vem cá. - ela veio e sentou no meu colo. Segurei firme o
rosto dela.
Letícia: Que foi em? - desviou o olhar.
Fiz olhar no meu olho pô.
157: Doutora lugar pra tu mentir é no tribunal, perante o Juiz. Aqui tu
tem que ser cem por cento sincera comigo, ou vai ficar r**m pro teu lado.
Tá entendendo p***a?
Soltei ela, logo mais eu descubro qual foi o caô. . .