32. Ayla

1254 Words
O ar mudou de novo. Dessa vez, foi como se um único fio, tenso e vibrante, tivesse sido puxado entre a gente. Tudo: a vista deslumbrante, a casa silenciosa, o mundo lá fora, ficou borrado, irrelevante. Só existia a linha que ia dos meus olhos para os dele, e o espaço, cada vez menor, entre nossos corpos. Victor não respondeu com palavras. A mão na minha cintura apertou, me puxando contra ele de uma vez, e o beijo que veio em seguida foi uma afirmação. Não era mais pergunta, não era mais teste. Era posse. Um sinal de que todas as barreiras tinham caído. Sentir aquele corpo duro colado no meu, o calor emanando dele, a mão grande que subiu das minhas costas para se enterrar nos meus cabelos, puxando de leve a cabeça para trás, expondo meu pescoço... foi como ser atingida por um raio. Ele desgrudou os lábios dos meus e desceu pelo meu queixo, pelo pescoço, beijando, mordiscando leve. Cada toque era uma fagulha percorrendo minha pele. — Victor... — saiu num gemido, meu corpo arqueando contra a vontade, buscando mais. — Tá tremendo, Loirinha, — ele murmurou contra minha pele, a voz um rosnado baixo que fez meu estômago virar. — É medo? — Não — consegui respirar. — Nunca. Ele ergueu a cabeça, os olhos escuros brilhando com uma intensidade que me paralisou. Havia uma pergunta ali, e uma promessa. Eu balancei a cabeça, negando qualquer hesitação que ele pudesse estar lendo. Ele leu a resposta certa. Com um movimento fluido e surpreendentemente suave, ele me levantou no colo. Eu dei um guincho baixo, envolvi as pernas em sua cintura e os braços em seu pescoço, enterrando o rosto no ombro dele. Ele cheirava a vento, a cidade, a algo masculino e seguro que era puramente Victor. Ele me carregou pela sala ampla, sem pressa, seus passos firmes ecoando no piso de madeira. Não fui até o quarto, ele virou num corredor lateral e entrou em um banheiro enorme, iluminado por uma luz quente e indireta. Era todo em mármore escuro e aço escovado. Uma banheira enorme, vazia, um box de vidro amplo. Ele me pousou de pé com cuidado, mas sem perder o contato. As mãos dele foram para a gola do meu vestido, e os olhos encontraram os meus. — Isso aqui não tem volta, — disse, a voz grave carregada de uma seriedade que me fez tremer por dentro. — Eu não quero volta, — sussurrei, e era a verdade mais pura da minha vida. Um canto da boca dele subiu. Então, com movimentos lentos e deliberados, ele desabotoou o primeiro botão do meu vestido. E o segundo. E o terceiro. O tecido cedeu, abrindo um caminho de pele. O ar fresco do banheiro tocou meu peito, e meus m*****s endureceram instantaneamente sob o sutiã de renda. A expressão dele mudou, o olhar se fixando no que estava sendo revelado, a fúria controlada dando lugar a uma concentração avassaladora. Ele puxou o vestido pelos ombros, e a peça deslizou pelo meu corpo, formando um rolo de tecido caro aos meus pés. Fiquei só de sutiã e calcinha, tremendo não de frio, mas da vulnerabilidade e do desejo. Ele me observou, seus olhos percorrendo cada curva, cada detalhe, como se estivesse memorizando. A admiração crua no olhar dele era mais intoxicante que qualquer elogio. — Linda demais — ele respirou, mais para si mesmo do que para mim. Então, suas mãos, ásperas e enormes, tocaram minha cintura. O contraste da pele dele com a minha me fez saltar. Ele deslizou as mãos para as minhas costas, encontrou o fecho do sutiã e o abriu com um único movimento hábil. O aro de renda cedeu. Eu soltei o ar que nem sabia que estava prendendo quando o sutiã se afastou. Meus s***s, livres, pesaram no ar, e os m*****s, rosa e duros, pareciam implorar por seu toque. Victor parou. Olhou. A respiração dele ficou mais forte. Lentamente, como se tocasse algo precioso e frágil, ele levantou as mãos e cobriu meus s***s com as palmas. Um gemido escapou dos meus lábios. Seus polegares passaram sobre os m*****s, em círculos lentos e torturantes, e uma pontada de puro prazer, tão intensa que quase doía, disparou direto para o meu centro, que já pulsava úmido e quente dentro da minha calcinha. — Victor, por favor... — supliquei, sem nem saber pelo que. Ele ignorou minha súplica, se abaixando em seu lugar. Antes que eu pudesse processar, sua boca quente e úmida envolveu um dos m*****s. Eu gritei, minhas mãos voaram para sua cabeça, os dedos se enterrando nos cabelos curtos e ásperos. Ele chupou, lambeu, mordiscou com os dentes com uma habilidade devastadora, enquanto a outra mão apertava e massageava o outro seio. Era como se ele soubesse exatamente como tocar, onde pressionar, que ritmo usar para me levar à beira do delírio. Ondas de calor varriam meu corpo, e minha perna começou a tremer incontrolavelmente. Ele trocou de seio, dedicando a mesma atenção c***l e maravilhosa ao outro, e eu quase caí, minhas pernas cedendo. Ele percebeu. Com um movimento rápido, ele puxou a calcinha para baixo, me livrando da última peça de roupa, e me levantou de novo no colo. Dessa vez, me apoiou contra a parede fria do banheiro. O choque de temperaturas na minha pele nua foi um contraste eletrizante. Ele se afastou por um segundo, apenas o suficiente para arrancar a própria camisa por cima da cabeça. O corpo dele foi revelado: musculoso, definido, marcado por cicatrizes discretas que contavam histórias que eu ainda não conhecia. Era um corpo de luta, de força bruta contida. Ele desabotoou a calça, empurrou para baixo junto com a cueca, e então estava nu diante de mim. Grande, imponente, completamente ereto. Meu olhar se prendeu a ele, e um misto de desejo e um frio na barriga me tomou. Era muita coisa. Ele era muita coisa. Ele se aproximou novamente, seu corpo encostando no meu, pele contra pele. Eu senti a dureza dele pressionando minha coxa, e meu coração disparou. Victor capturou meus lábios em outro beijo profundo, devorador, enquanto uma de suas mãos desceu pelo meu corpo, passou pela curva do quadril, pela coxa, e encontrou o meu centro. Eu me debati contra sua boca quando seus dedos tocaram meus lábios inferiores, já encharcados. — Tá toda molhada, — rosnou no meu ouvido. — Toda pronta pra mim. Um dedo deslizou por minha f***a, coletando a umidade, e então subiu para encontrar o c******s. Ele pressionou, circulou. Eu gemi alto, minha cabeça batendo contra a parede. Era um toque direto, assertivo, que não brincava, não fazia rodeios. Meu corpo reagiu violentamente, uma tensão deliciosa se acumulando num ritmo frenético. — Isso... assim... — eu ofeguei, perdendo o controle da minha voz, dos meus pensamentos. Ele inseriu um dedo dentro de mim, depois dois, num movimento suave mas firme. A sensação de preenchimento, da fricção perfeita, foi avassaladora. Ele começou a mover os dedos, em um vai-e-vem profundo, enquanto o polegar continuava seu trabalho circular no meu c******s. Era um ataque coordenado, implacável. Meus músculos internos se contraíram em torno dos dedos dele. Meu corpo estava se contorcendo, buscando mais, fugindo da intensidade, tudo ao mesmo tempo. O mundo se reduziu àquela parede, àquele corpo contra o meu, àquela mão hábil que estava desmontando cada pedaço de mim. — Vai, Ayla, — ele ordenou, sua voz áspera e quente no meu pescoço. — Goza pra mim. Deixa eu ver.
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