43. Ayla

1277 Words
O ar da sala era fresco, mas eu não senti frio. Me senti nua de uma maneira nova, sob seu olhar que não devorava, mas absorvia. Ele se inclinou e colocou os lábios na curva entre minha coxa e meu quadril. Foi apenas um toque, seco, quente. Um selo. Então, seus lábios começaram a se mover, beijando um caminho lento e torturante pela minha barriga. Cada beijo era uma marca de posse tranquila. Suas mãos seguravam meus quadris, firmes, me ancorando ao sofá enquanto ele me beijava como se estivesse saboreando a leveza que eu dissera ter. Meu corpo, que estava relaxado, começou a despertar em ondas sucessivas. Um formigamento subiu da base da minha espinha. Soltei um suspiro quebrado quando sua língua desenhou um círculo úmido em torno do meu umbigo. — Victor... — o nome saiu como um pedido, mas eu não sabia de quê. Ele parou, ergueu o rosto. Seus olhos estavam escuros, mas serenos. — Tá tudo bem — ele disse, como se lesse uma hesitação que nem eu sabia que tinha. — Só tô aproveitando. E então ele desceu. Empurrou a blusa completamente para cima, expondo meus s***s. Eles estavam relaxados, macios, os m*****s já começando a endurecer sob seu olhar. Ele não atacou. Aproximou o rosto e simplesmente esfregou a face, a barba por fazer, contra a pele macia. O contraste da aspereza com a suavidade me fez arquejar. Ele fez isso nos dois s***s, com uma ternura brutal que era quase mais difícil de suportar do que a paixão selvagem. — Você... está me fazendo de novo — consegui articular, minhas mãos enterrando nos cabelos dele, não para guiá-lo, mas para sentir que aquilo era real. — Não tô fazendo nada, — ele murmurou, sua boca agora perto do mamilo direito. — Tô deixando acontecer. E aconteceu. Sua boca envolveu o mamilo, e desta vez não houve sugar implacável, mas uma sucção lenta, profunda, que puxava algo de dentro do meu útero. Um gemido longo escapou de mim, e meu quadril se ergueu do sofá sem meu comando, buscando pressão, buscando ele. Ele soltou o seio com um estalido suave e desceu mais ainda. Seus beijos agora eram na parte inferior da minha barriga, e suas mãos abriram minhas pernas com uma suavidade que não admitia resistência. A blusa estava toda amontoada sob meus s***s, e eu estava completamente exposta para ele, deitada no sofá como uma oferenda em um altar de veludo escuro. Ele ficou ajoelhado entre minhas pernas, olhando. Apenas olhando. O ar entre nós ficou carregado, elétrico. Eu me senti completamente vista, não apenas no corpo, mas naquele estado de entrega leve e confiante. — Tão linda — ele respirou, e a admiração na voz dele era genuína, crua. — Toda minha. E então ele abaixou a cabeça. O primeiro toque foi sua respiração, quente, na pele sensível da minha virilha. Eu estremeci violentamente. Depois, a língua. Uma lambida longa, plana, desde a base da minha entrada até o c******s. Foi tão repentino, tão direto e ao mesmo tempo tão reverente, que um grito abafado saiu da minha garganta. Minhas mãos se agarraram aos braços do sofá. Ele não construiu lentamente dessa vez. Ele encontrou o c******s e começou a trabalhar com uma precisão cirúrgica. Lamidas rápidas, laterais, circulares, sucções leves. Era um foco absoluto. Suas mãos seguravam minhas coxas, me abrindo mais, e eu não tinha como fugir, não queria fugir. O prazer era uma corda sendo esticada rapidamente, sem piedade. — Assim... assim, Victor... — eu gemei, minha cabeça jogada para trás, meus olhos fechados, vendo estrelas coloridas na escuridão. Ele inseriu dois dedos dentro de mim, curvando naquele ângulo perfeito que ele já havia descoberto, enquanto sua língua não parava. A dupla sensação, interna e externa, foi avassaladora. Meu corpo já estava tão relaxado, tão aberto para o prazer, que o orgasmo veio quase que imediatamente, um surto rápido e intenso que me fez gritar seu nome, meus músculos se contraindo em torno dos dedos dele em espasmos curtos e agudos. Ele não parou. Apenas diminuiu a pressão, me deixando descer daquele pico, mas mantendo a língua em movimentos suaves, quase consoladores, enquanto eu ofegava, tentando recuperar o fôlego. Antes que eu pudesse sequer pensar em "acabou", senti ele se movendo. Ele se levantou do chão, suas mãos nas minhas coxas, puxando meu corpo para a borda do sofá. Meu corpo, mole e obediente, deslizou para lá. Ele desabotoou a calça rapidamente, puxando para baixo junto com a cueca. Sua ereção saltou, imponente e escura. Ele não pediu permissão. Colocou as mãos sob meus glúteos, levantou levemente da borda do sofá e, com um movimento firme e contínuo, entrou em mim. Eu soltei um som rouco, gutural. Ele estava dentro, completamente, num único movimento. Meu corpo, ainda sensível e contraído do orgasmo anterior, se adaptou a ele com um estremecimento que era quase uma dor doce. Ele parou, enterrado em mim até o fim, seus olhos fechados, seu rosto uma máscara de concentração pura. — c*****o, Ayla, — rosnou, sua voz esticada até o limite. — Tu tá perfeita. Então ele começou a se mover. E foi diferente de tudo. Não era rápido, nem devagar demais. Era profundo. Cada investida alcançava um lugar dentro de mim que parecia existir só para ele. Minhas pernas se envolveram em sua cintura, meus calcanhares pressionando as costas dele. Minhas mãos agarravam seus ombros, sentindo os músculos trabalhando sob a pele. Ele me olhava nos olhos. Não desviava. E eu não conseguia desviar. Era como se, através desse ato, ele estivesse me dizendo tudo o que as palavras não conseguiam. Que eu era segura. Que eu era desejada. Que eu podia ser leve e selvagem ao mesmo tempo. O ritmo aumentou. Os embates ficaram mais fortes, fazendo o sofá ranger suavemente contra o piso. O som úmido da nossa união preencheu o ar, misturando com nossos gemidos roucos. Eu estava subindo de novo, mais rápido do que pensei possível. A pressão dele dentro de mim, o atrito preciso, o peso do corpo dele sobre o meu, a vista da sua expressão perdendo o controle... — Vou... Victor, eu vou... — avisei, em pânico doce. — Vai, — ele ordenou, sua voz um rosnado quebrado. — Vai comigo. Ele mudou o ângulo, atingindo um ponto ainda mais profundo, e foi o gatilho. O orgasmo me arrancou de mim mesma. Foi um tremor silencioso e profundo, que começou no meu centro e explodiu para fora, fazendo meus dedos formigarem, minha visão escurecer. Eu gritei, mas o som foi engolido pelo meu peito. No mesmo instante, eu senti ele endurecer ainda mais dentro de mim, sua respiração travou, e um gemido longo e rouco se rasgou de sua garganta enquanto ele se enterrava fundo e jorrava, quente, pulsante, dentro de mim. A onda de calor dele parecia se misturar com a minha, prolongando meu clímax em ondas intermináveis de espasmos menores. Ele caiu sobre mim, seu peso esmagador e maravilhoso, seu rosto enterrado no meu pescoço. Nós ficamos assim, entrelaçados, ofegantes, o suor misturando na nossa pele. O sofá parecia um barco à deriva em um mar calmo. Passado um tempo, ele se moveu, saindo de mim com um cuidado que me fez suspirar. Ele se ajeitou no sofá, apertado ao meu lado, e me puxou contra seu corpo, minha costas contra seu peito. Suas pernas se enlaçaram nas minhas, seus braços me envolveram. A blusa dele, toda amarrotada e suada, ainda estava em mim. Nenhum de nós falou. A cidade lá fora continuava seu brilho silencioso. O pacote de salgadinho estava ainda aberto na mesa, ao lado das latas vazias.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD