Capitulo 6

1939 Words
Hoje era sábado, a noite estava chegando, apesar de ser um dia de descanso e sem aula, passei o dia no quarto, estudei um pouco, li, comi, até que foi um dia produtivo, mas meus olhos noventa por cento do tempo eram em William, a preocupação com a saúde do menino iam me consumindo, ele não se alimento direito o dia inteiro, comeu algumas bolachas e passou o dia com chás apenas estudando e estudando, quando tentei tira-lo dos livros para ver um filme comigo, brigou dizendo ter uma prova difícil e precisava se esforçar. Havia cansado de tentar, deitado em minha cama observava suas feições, ah se ele fosse meu, eu já teria tirado o mesmo dos estudos e enchido sua bund* de tapas até ficar vermelho para me obedecer. Suspiro com os pensamentos e balanço a cabeça, ele não era meu, eu não podia e não devia ter esse tipo de sonhos. Fiquei pensando no que poderia fazer para que mudasse de ideia e relaxasse um pouco. A preocupação me matava e só aumentava, hora ou outra ele olhava para o caderno com feição de cansado e confuso com o que lia, será que não percebia que desse jeito seu estudo não serviria para nada? Nada... Nadar…  Sorri com os pensamentos e quão bobo eu era por não ter pensado nisso antes? Com um sorriso maior me levantei da minha cama e me joguei na sua fazendo o mesmo se assustar e com um gritinho me olhar irritadinho. Lindo!  — Edward Christopher Brown! - Ele briga falando meu nome inteiro e me arrepio, talvez eu tenha o irritado profundamente, ri com os pensamentos e não me importei, ele não me colocava medo. Will colocou as mãos no peito respirando fundo pelo susto, tirei o lápis de sua mão, fechei seu caderno e seus livros deixando de lado e cada ação minha sua irritação aumentava. Porque sempre que estava perto dele eu não me preocupava com nada e só sabia sorrir sentindo uma paz inexplicável? Mordo meu lábio tirando os pensamentos da mente. — Se levante, tome um banho, se vista que vamos sair. - Disse calmo mantendo o sorriso e confiança em meu rosto. — Você está doido não é? Ed, está escurecendo, não podemos voltar tarde, estamos na acomodação da universidade, fora que eu preciso estudar! - Disse após sair de desacreditado para preocupado e voltando a irritadinho.  — Não se preocupe, não vou coloca-lo em problemas com o horário e eu já falei Will, se não fizer o que lhe pedi, vou te pegar nos braços e coloca-lo para fora do quarto da forma que está e na força. — Bom, obrigado, mas eu passo. Não gosto de sair para esses lugares que vocês universitários bonitões vão. - Mordi o lábio ao que o ouvi e levantei o cenho, o que ele estava insinuando? — Você sabe que eu jamais levaria você para um lugar onde podem rapidamente tirarem sua atenção de mim não é? Fora que eu não te acho nenhum pouco o tipo de homem que vai para esses lugares. Você é o tipo babe que eu levaria para um quarto vermelho e matari* de fod*r.  Balanço a cabeça com os pensamentos tirando rapidamente as ideias de minha mente, ele arregala os olhos corando em seguida, vendo que eu não voltaria atrás ele suspira e acena se levantando me fazendo sorrir.  — Não se esqueça do que lhe falei hoje Will, não adianta você se matar de estudar assim, não vai conseguir um resultado tão bom, sua mente vai explodir logo, precisa se alimentar, sua saúde deveria ser sua prioridade. - Ele me olha suspirando antes de entrar no banheiro e acena em entendimento. Minha ideia foi muito de última hora então tive que correr para ajeitar tudo o que precisaria para que a noite de Will fosse boa e proveitosa. Depois do garoto pronto o levei para meu carro com tudo o que preparei no porta-malas, deixei que ele escolhesse uma música, cantamos um pouco, o caminho era meio longo, mas a diversão do menino com nossas conversas e músicas eram tão grandes que ele ao menos se importou com o tempo no carro. Por vezes entre nossas conversas fazia alguma piada e a risada envergonhada de William me fazia sorrir junto e me encantar ainda mais. Quando estava quase chegando no nosso destino parei o carro no acostamento e ele me olhou desconfiado. — Sei que nos conhecemos em pouco tempo, mas você confia em mim? - Questiono fazendo ele se encolher um pouco no banco do carro. — O que está aprontando Edward? - Me perguntou ainda mais desconfiado agora, suspirei sorrindo fraco e segurei levemente sua mão fazendo o mesmo desviar o olhar de meus olhos para nossas mãos. — Sei que nossa aproximação foi muito rápida, eu juro que não quero te fazer m*l e nem te assustar, só quero preparar algumas coisas antes de você sair do carro, confia em mim para usar uma venda até tudo estar pronto?  — Você sabe que está me assustando não é? - Ele questiona com a voz baixa me fazendo suspirar, Will não tinha medo de mim, mas eu temia pelo seu passado fazer algo qual ele pudesse começar a temer mesmo que eu não tivesse essa intenção. — Não vou te fazer m*l Will, eu só quero que você relaxe, se alimente e descanse, que se divirta um pouco, passou o dia todo trancado no quarto. - Ele acenou ainda desconfiado e me fazendo sorrir, peguei a venda no porta-luvas e o entreguei, ele colocou, fiz algumas bobagens para ter a certeza de que ele não estava espiando e sorri ao confirmar que ele não me via, voltei a segurar sua mão e logo a dirigir, quando parei em frente a entrada coloquei o carro sobre o gramado e o desliguei. — Nós chegamos, mas não tira a venda ok? Vou sair, arrumar as coisas que trouxe lá fora e eu prometo vir te buscar, você está seguro, ok? Digo calmo, ele morde o lábio ainda receoso, mas acena novamente, solto sua mão e ele coloca sobre o colo balançando as pernas, parecia ansiosa e eu perdia o medo de assusta-lo cada vez mais. Tirei a cesta de piquenique do porta-malas, levei para o gramado mais próximo ao lago, estendi a toalha deixei algumas frutas e comida separadas no tecido, não eram coisas tão saudáveis assim, coisas de máquina, algumas que consegui pegar na cantina com meu bom sorriso de covinhas com as cozinheiras, mas iria servir para alimentar o menino. Voltei pro carro me dando por satisfeito, abri a porta do passageiro fazendo o garoto em um salto pelo susto dar outro gritinho. — Me desculpe pequeno, sou eu, vim busca-lo, não tire a venda, vou te ajudar a chegar lá, ok? - Will suspirou, mas acenou, ele ainda estava receoso, mas se esforçava para confiar em mim e eu agradecia por isso. Segurei sua mão, o ajudei a descer do carro alto e fui o guiando até chegar na frente da toalha estendida no chão. Fiquei atrás do garoto sabendo que quando tirasse sua venda ele veria o lago na nossa frente, as árvores ao redor da água, o gramado verde e florido no chão. Ansioso para ver sua reação, tirei a venda e fiquei ao seu lado vendo o mesmo abrir os olhos com cuidado e aos poucos sua boca ir se abrindo em espanto e a felicidade foi aparecendo lentamente conforme ia entendendo o que via. — Ed! Isso... Aqui... Onde... - Ele tenta começar a falar me fazendo rir, seguro novamente sua mão qual ele aperta dessa vez de bom grado e o puxo para se sentar ao meu lado, sobre o tecido estendido. Tirei meu sapato e ele fez o mesmo me fazendo sorrir, eu pedi para que ele confiasse em mim cegamente e ele mesmo receoso me deu a chance, cumpri e aproveitei a chance recebida, agora ele via que eu jamais o faria m*l, minha felicidade e prazer era somente esse, ver a pessoa ao meu lado sorrindo, se sentindo feliz, calma e em paz. —  Estamos em um lago um pouco afastados do centro de Londres, quando menor viajava com meus pais para a cidade e eles me traziam aqui, com o tempo esse lugar foi ficando esquecido pelas coisas novas que apareciam pelo centro, mas eu amo aqui, amo a calma que esse lugar me dá, após te ver estudando o dia todo, porque não traze-lo aqui para poder relaxar e descansar um pouco longe daquele ambiente? Digo calmo o olhando e ele ia sorrindo mais conforme ia me ouvindo. Eu sabia que ele estava receoso em confiar em mim, tinha pouco tempo que nos conhecíamos e confiar nas pessoas de uma hora para outra era difícil, mas ele sempre me surpreendia, ele era forte e tinha um ótimo coração. — Aqui é tão lindo! Esse lugar é maravilhoso! - Seus olhos brilhavam olhando tudo ao seu redor, sua animação era contagiante. A luz da lua era a única coisa que nos clareava, brilhava na água do lago. — Obrigado por confiar em mim e me trazer para o seu lugar de paz. Até me senti invadindo seu espaço, mas eu confesso precisar disso, ar puro, paz, silêncio…  - Diz calmo me fazendo sorrir e concordar com suas palavras. — Você vale a pena Will, você é especial para mim, não me importo em coloca-lo em um lugar importante, é útil juntar duas coisas especiais. - Digo calmo o fazendo corar —  Eu havia prometido a mim mesmo jamais trazer ninguém aqui, meus avós se conheceram nesse lago, vinha quando precisava fugir de casa, quando precisava de paz, precisava pensar e apenas relaxar. O lugar fala por si só sabe? Mas quando te vi tão preso nos livros hoje, não me importei em quebrar a promessa, lugares bonitos assim fazem a gente querer compartilhar com pessoas especiais como você. Will me olhou sorrindo novamente, sua feição já estava bem mais tranquila, ele estava bem mais calmo que no quarto, ele se esticou e me abraçou em agradecimento, retribui deixando uma mão em volta de sua cintura e a outra em seus cabelos, ele colocou o rosto na curva de meu pescoço e seu perfume me fez fechar os olhos me sentindo novamente em paz, Davis me trazia essas sensações, paz, calma, felicidade. Nós afastamos um pouco e deixei nossas testas coladas, aos poucos abri os olhos acariciando sua bochecha e ele também me olhava, seus olhos azuis com um sorriso encantador me encarando, era como se eu não pudesse corresponder por mim, não tivesse forças para lutar contra meus desejos.  Antes que eu pudesse acabar com esse nosso breve distanciamento ouvimos um barulho alto e em susto nos afastamos em um pulo. Will começou a rir quando o susto passou em segundos, respirei fundo o olhando e ele voltou a gargalhar feliz. — O que houve? - Pergunto ainda perdido e sem saber de onde vinha o som que nos assustou. — Nos assustamos com uma coruja Ed! Olhe! - Ele diz apontando para o galho de uma arvore em nossa lateral e vejo o animal ali mexendo a cabeça me fazendo suspirar e balancar a cabeça acompanhando sua risada de felicidade. Puxei a cesta para nosso meio e com sua ajuda fui colocando as coisas que trouxe para comermos, aos poucos fomos nos alimentando, voltando a conversar, a faze-lo relaxar e ele a se distrair. Era disso que eu precisava e sabia que ele também precisava. 
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