O som da chuva batendo contra os vidros parecia marcar o compasso dos corações que, há meses, dançavam um ao redor do outro. Maria e Luan haviam passado o dia juntos um passeio simples, risadas no parque, um jantar leve em casa depois que Eros dormiu. A rotina parecia ter se tornado um refúgio. Mas algo naquela noite estava diferente. O olhar dele demorava mais sobre ela, e o sorriso de Maria carregava uma doçura misturada a um nervosismo que ela não sentia desde muito tempo. — Quer chá? — perguntou, tentando disfarçar o tremor leve na voz. — Só se for com você — respondeu ele, se aproximando devagar. O ar pareceu prender-se entre os dois. Luan parou a poucos centímetros, e o cheiro do perfume de Maria se misturou ao da chuva. — Você tem ideia do que faz comigo quando sorri assim

