Os primeiros meses com o pequeno Eros foram uma mistura de caos e encanto. Maria parecia viver num turbilhão entre mamadeiras, fraldas, noites m*l dormidas e um amor que crescia a cada segundo. A casa que antes parecia grande e silenciosa agora estava cheia do choro, das risadas e do som suave das cantigas que Letícia inventava para acalmar o bebê. Letícia se revelara uma segunda mãe para o pequeno. Ajudava em tudo: dava banho, fazia o café, limpava a casa e ainda encontrava tempo para fazer Maria rir. Quando Eros dormia, as duas se jogavam no sofá da sala, exaustas, e conversavam por horas — sobre o futuro, sobre o passado e, claro, sobre o amor. — Você ainda pensa nele, né? — perguntou Letícia certa manhã, ajeitando o cabelo preso de qualquer jeito. Maria demorou a responder, obse

