A noite em Curitiba estava fria, o tipo de frio que convida as pessoas a se aproximarem. Maria e Luan caminhavam lado a lado, as mãos entrelaçadas, sorrindo como dois adolescentes que redescobrem a leveza da vida. O cinema fora um refúgio duas horas em que o mundo lá fora parecia não existir. — Faz tempo que eu não ria tanto — disse Maria, rindo sozinha. — Acho que assustei metade da sala quando engasguei com a pipoca. — Foi a melhor parte do filme — provocou Luan, divertido. — Eu ainda tô tentando entender como você conseguiu derrubar o refrigerante sem levantar do assento. — Habilidade nata — respondeu ela, arqueando a sobrancelha com um falso orgulho. O clima entre os dois estava leve, doce. Eros dormia em casa com Letícia e Matheus, e por uma noite Maria se permitira ser apenas… M

