O vento cortava pelas frestas das janelas, trazendo o farfalhar das árvores e o eco distante de um trovão. Maria dormia, o corpo cansado, a mente ainda pulsando com lembranças do beijo de Luan. Mas o sono veio pesado, e com ele, algo estranho. Ela abriu os olhos ,ou achou que abriu. O quarto não existia mais. Ao seu redor, uma imensidão escura, o chão coberto por uma névoa densa e úmida. Um silêncio profundo dominava tudo, exceto o som lento de passos… os seus próprios passos, ecoando. À frente, uma luz fraca começou a se formar. Maria caminhou até ela, e então viu — um trono. Não era um trono qualquer. Era antigo, feito de ferro e ossos, como se o tempo tivesse o esculpido. As bordas eram afiadas, retorcidas, e sobre ele repousava uma coroa n***a, pesada, cravejada de pequenas

