A chuva desabava com força agora, como se o céu resolvesse compartilhar o peso que caía sobre eles. O vento gelado fazia as gotas cortarem o ar, molhando tudo em segundos. Guilherme, com Eros nos braços, m*l pensou. Segurou a mão de Maria, firme, decidindo por ela talvez por medo, talvez por amor e a puxou consigo. — Guilherme! — ela tentou se soltar, a voz embargada pela confusão e pela dor. — O que você está fazendo? Mas ele não respondeu. Apenas continuou caminhando sob a tempestade, os passos decididos, o olhar fixo no carro parado a poucos metros dali. O som da chuva batendo no capô, o barulho da respiração ofegante dos dois e o choro leve de Eros se misturavam em uma sinfonia de desespero e emoção. Ele abriu a porta do carro, colocou o menino na cadeirinha improvisada que c

