O sol do fim da manhã iluminava a pequena praça do bairro, pintando o chão com tons dourados. Eros, risonho, escorregava pela rampa de plástico azul enquanto Letícia o esperava lá embaixo, braços abertos, rindo junto. — Vai, meu amor, de novo! — dizia ela, animada, e o pequeno gargalhava, pedindo “mais” com as mãozinhas estendidas. A cena era leve, tranquila até que uma sombra se projetou sobre a areia. Letícia virou-se e o coração parou por um segundo. Guilherme estava ali, de pé, a poucos metros, vestindo uma camisa escura. O vento bagunçava os cabelos dele, mas o olhar… o olhar era fixo, frio, intenso. — O que você está fazendo aqui? — ela perguntou, erguendo Eros no colo, num gesto instintivo de p******o. — Poderia te fazer a mesma pergunta — respondeu ele, dando um passo à fr

