Capítulo — 04

1007 Words
A Maya é a coisa mais linda da minha vida, ainda bem que puxou a mim não tem nada daquele traste. Eu sofrir tanto nas mãos dele, e da família dele era pior ainda não podia sair para lugar nenhum sem ser com ele. Lembrei do dia que apanhei só por ter saindo com um short curto, e ele falou que o porteiro do prédio tava me olhando, a mãe dele ainda me bateu me chamando de vagubunda, falava que eu traia ele. A mais porque você não denunciava, o meu ex sogro era polícia quem ia acreditar em mim, eu simplesmente ia apanhar bem mais. Então eu engolia tudo calada, eles mandaram mat@r a minha mãe que tava internada. Tava fazendo uma faxina na casa, hoje é sábado e Maya não foi para escola pediu para ficar com a dona Glória. Flora: Vamos amiga, o baile aqui é bom. Atena: Eu não gosto Flora, nunca fui para lugares assim. Flora: Então você não pode falar que não gosta, você nunca foi. Atena: Eu tenho filha — neguei com a cabeça. Flora:Sua filha pode ficar com minha mãe, e minha filha — falou e eu neguei. Atena: Não dá para mim não amiga — ela parou de insistir. Eu não ia para um lugar que eu não me sentia bem, não ia deixar a minha filha com qualquer pessoa para ir para o baile, apesar de saber o caráter da família dela, não ia deixar minha filha nas costas de ninguém para curtir. Terminei a minha faxina, a comida já tava pronta o quarto só tava faltando eu comprar mais uma cama porque a casa já era quase toda mobiliado. Tomei meu banho, na maior calma do mundo, meu banheiro cheirando era paz para mim. Sair de casa trancando tudo, passei pela boca e os meninos tudo me olhando eu me sentia vigiada sabe, é muito estranho. Vi um deles pegar o rápido e falar alguma coisa olhando para mim, me fiz de cega e continuei meu caminho. Cheguei lá a Maya tava brincando com duas meninas daqui do morro, ela me viu e veio correndo já me abraçar. Maya: Mãe foi muito divertido aqui — falou toda suada. Atena: Eu tô vendo mesmo, tá toda suja. Fiquei lá conversando com a dona Glória, até a Maya cansar e eu ir embora. ⏰️ Botei ela para ir direto para o banho, comeu tanto bolo na dona Glória que eu duvido muito ela tá com fome. Atena: Que comer meu amor? — falei olhando ela concentrada na televisão. Maya: Nestante mãe. O meu celular começou a tocar, eu tinha esquecido de tirar o chip fui pegar e tinha várias mensagens do traste. 99775**** — Eu vou te matar sua vagabunda Não envolve a minha filha no meio Traga ela e eu te perdou A minha mãe não tá vivendo sem ela, traga ela meu amor a gente vai sentar e conversar Eu sei onde você tá vagabunda, meu pai vai invadir aí para te tirar eu vou fazer tudo com você mil vezes pior do que eu fazia Eu tirei meu chip e comecei a ter crise de ansiedade, ele poderia muito bem subir aqui eu não sabia se contava para o Zangado. Mais ele pode me expulsa do morro e eu e minha filha vai ficar sem lugar para ir, ou eu tentar explicar a situação para ele sem ele achar que sou X9. Eu sou burra eu mereço tá passando por isso, eu só queria um minuto de paz com a minha filha sem um minuto de estresse. E pedir muito? Eu nunca fiz m*l para ninguém, para isso tá acontecendo comigo. Tinha que procurar o Zangado e tentar conversar sobre essa situação. Atena: Filha meu amor, a mãe vai ali rápido — falei com ela — fica quitar aí tá meu amor. A minha casa não era longe da boca, então rápido cheguei lá. Xxx: Fala aí mina. Atena: Quero falar com o Zangado. Xxx: Vai reto, vai ter a primeira sala é a dele. Fui passando morrendo de medo de ter algum drogado por aqui, apesar que tinha morador passando também. Bati e ouvir um entre, eu entrei e tava um cheiro de maconha que eu quase vomitava mais segurei. Zangado: Grande Antena — falou debochando — qual o prazer da visita. Atena: A coisa é séria Zangado — ele apontou para cadeira, puxei e sentei — eu fugir do meu ex. Zangado: Quer me contar sua história — falou soltando a fumaça no meu rosto. Atena: Ele me batia muito eu não tenho mãe aliás não tenho família, ele é filho de polícia a família dele me bati — levantei a camisa mostrando os cortes — eu não podia sair de casa, as agressão só parou quando eu tava grávida até quando eu tive a Maya eu apanhava eu era estrup@da — falei segurando o choro. Zangado: E se ele subir no meu morro c*****o — bateu na mesa — eu espero não ter problema. Atena: Não me mande embora, eu juro que não tô mais com ele — mostrei meu celular — Zangado eu tô pedindo pela minha filha, não me mande embora. Zangado: Tá malucona pô, vou mandar tu embora não — respirou fundo — vou mandar dois vapor ficar na sua porta daqui ele não tirar você não. Atena: Obrigada mesmo — chorei se alívio — se precisar de mim, pode contar comigo. Eu respirei tão aliviada, eu tava tão feliz por ele não ter me colocado para fora, eu não sabia para onde eu iria com a minha filha. Os dois vapor ele mandou ficar na minha porta, já tava lá e eu tava me sentindo até mais tranquila Tava em casa fazendo um bolo, que eu e Maya ama doces. Maya: Tem um homem na porta mãe. Atena: Eu sei filha, ele é nossa amigo. Eu fiz um bolo e levai para os meninos que estão aqui na porta, afinal já tava um tempinho sem comer, eles agradeceu.
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