Recomeçar.
Atena
Respiro fundo de novo arrumo minhas coisas com a minha filha do meu lado dormindo, e limpo o rosto das lágrimas.
E me perguntando porque disso tudo tá acontecendo, mais lembrei que tudo tem um propósito.
Chego na minha casinha que é simples mais da para mim e para minha filha morar.
Xxx: Dona a gente tem que verificar tudo — falou e eu olhei para ele concordando.
Atena: Pode entrar, sabia qual era a ordem do dono — falei dando espaço para passar.
Ele entrou mechendo em algumas coisas minha, e aproveitei para pagar logo o aluguel e não precisar ir até o dono.
Enquanto a Maya tava dormindo eu aproveitei para arrumar a casa logo, quando eu tava quase terminado ela acordou.
Maya: Mãe tô com fome — falou coçando os olhos ainda.
Atena: A gente vai ter que ir comprar alguma coisa meu amor, ainda não fiz nada para comer.
⏰️
Cheguei indo lavar as mãos para fazer a jantar, porque eu não gostava de comer essas porcaria na rua não.
Enquanto o feijão tava no fogo eu fui logo abrir a carne para fazer o bife, e colocar o arroz no fogo.
Isso aqui era terapêutico para mim, sempre gostei muito de cozinhar.
Terminei tudo e chamei minha mini adolescente para jantar, já que ela só tinha almoçado um lanche.
Tinha que resolver as coisas da matricula dela na escola, e tinha que arrumar um emprego o quanto antes.
Maya: Eu queria minha escola antiga.
Atena: Isso não é mais possível — falei dando uma garfada na minha comida.
Maya: Porque a gente fugiu mãe?
A Maya já entendia tudo, já tava com os seus 9 anos e sabia oque o pai dela fazia mais nunca sentei para conversar com ela, nunca quis destruir a imagem que ela tinha do pai dela, apesar do lixo que ele era.
Atena: Eu acho que esse assunto não é para você Maya.
Ela não decidiu falar mais nada, apenas se calo e voltou a comer.
Quando eu acabei lavei os pratos e fui para minha cama, que era um colchão no chão, preferi da a cama para Maya.
Peguei no sono pelo cansaço, tava muito cansada mais não fisicamente e sim meu psicológico, eu tava feliz porque não ia passar por nada que ele me fez passar.
Respirei fundo de alívio.
Acordei no dia seguinte, para ir resolver as coisas e a Maya ia comigo também peguei meus documentos e ia aproveitar para colocar currículo já que não podia ficar saindo muito porque não ia deixar minha filha sozinha em casa.
Fui passando pela barreira tinha dois meninos armados, coisa que era normal pela aqui e eu tava completamente abismada, não era acostumada com isso.
Xxx: Moradora nova? — me olhou de cima a baixo.
Atena: Sou sim, sou a Atena — falei dando um meio sorriso.
Xxx: Bem vinda gata — um moreno falou.
Eu sair do morro, e fui passar logo na escola para ver se ainda tava aceitando, falei o porque me mudei por agora, contei a minha situação.
E aí foi que deu, eu tinha que fazer ums documentos novo mais mesmo assim ela começava amanhã mais deixou ela ficar hoje mais ainda tinha que levar os documentos.
Atena: Tchau meu amor, faça amiguinhos novos — beijei a testa dela.
Agradeci muito a direitora, ela era um anjo.
Sair de lá para continuar tentando colocar meu currículo, tava feliz porque a escola era perto do morro também.
Tinha dinheiro então comprei algumas coisas que faltava na casa ainda.
Voltei para o morro e coloquei nos barzinhos que tinha aqui, fui aceita em uma lanchonete e dei graças a Deus.
Começava amanhã, deu tempo tomar um banho e ainda molhar meu cabelo que tava pedindo socorro.
Tava muito agradecida pelo dia de hoje, eu tava cansada mais tava muito grata mesmo consegui me virar.
Deu a hora de buscar a Maya e eu fui descendo o morro e tinha vários homens agora na barreira.
Passei por todos e algums ainda fez piadinha coisa que eu não tinha paciência.
Xxx: Deixar a mina seus filhos da p**a — falou com a voz rouca, imaginei ser o dono porque todos ficou sem graça — Moradora nova?
Atena: Sou sim, obrigada — falei seguindo meu caminho.
Cheguei na escola já que era no morro mesmo, e a Maya veio com uma carinha de choro e nem quis pegar na minha mão.
Atena: Filha fala com a mãe oque aconteceu?
Ela apenas não falou nada, e continou andando na frente sem falar nada comigo.
Maya: Eu não quero ficar com você — falou gritando e correu na frente.
O carro passou quase levando ela, aí meu sangue ferveu.
Atena: Volta aqui Maya — gritei — nunca mais você gritar comigo — falei alto chamando a atenção de todos — nunca mais na sua vida, essa agora é a nossa vida a de antes morreu, nunca mais levantar sua voz para mim, eu sou sua mãe.
Maya: Desculpa mamãe — entrou direito para o quarto dela.
Xxx: Aqui morado não falar alto não p***a — gritou comigo.
Atena: f**a-se ela é minha filha tenho direito de gritar a hora que eu quiser, porque se eu não agir vai perder o respeito e não se meta não — falei mesmo, ande já se viu se meter na criança da minha filha.
Quando ia fechar a porta sentir alguém empurrando ela e entrando.
Xxx: Nunca mais sua filha da p**a, mande sujeito homem se fuder não — apontou o dedo no meu rosto — se não quebro sua cara.
Atena: Quebrar — falei ficando na ponta do pé — toca um dedo em mim.
Xxx: Garota você não me conhece — apertou meu maxilar — não os caras que você conhece não, eu sou o pior.
Atena: E eu já falei que não tenho medo de você.
Ele saiu batendo a porta, já se viu eu ter medo de dono do morro não baixo a cabeça não, agora veja não posso agir a minha filha que dono de morro não deixar.