ARTHUR (O GENERAL) As mãos dela tremiam contra o couro da Bíblia, e os olhos, antes frios, agora transbordavam uma verdade que ela tentava engolir. — Eu fiquei aqui... — ela começou, a voz falhando, mas os olhos cravados nos meus. — Eu fiquei no morro pra tentar ver se te salvava. A pedido da Zezé, Arthur. Eu prometi a ela que tentaria arrancar a sua alma desse abismo por um mês. Mas depois daquele dia... depois que você me salvou, que entrou naquele fogo por mim... eu percebi que sou eu que estou me perdendo. Ela soltou um soluço seco, e a força com que eu segurava o seu pulso fraquejou por um segundo, o suficiente para ela se desvencilhar. — Mas eu não quero amar sozinha! — ela gritou, e o som ecoou pelas paredes da cozinha como um estilhaço. — Eu não quero ser a única a arder enquan

