Eu não era mais o dono do morro, não era o homem que ditava leis com fuzis na mão; eu era apenas um homem, em carne viva, sucumbindo à única luz que restava no meu mundo de sombras. Desci os meus beijos pelo pescoço dela, sentindo a pulsação frenética daquela veia que saltava na sua pele de mel. Cada toque da minha língua era um selo, uma promessa de que a dor estava com os segundos contados. Fui descendo pelo colo, contornando a curva de cada seio com uma lentidão torturante, ouvindo os arquejos dela preencherem o silêncio do quarto. — Arthur... — o gemido dela saiu como uma prece, e as mãos dela se perderam no meu cabelo, puxando-me para mais perto, como se ela tivesse medo de que eu fosse um fantasma que pudesse sumir a qualquer momento. Eu não parei. Minha boca trilhou o caminho pel

