O jantar havia terminado. As louças estavam empilhadas, os talheres de prata cuidadosamente guardados e os últimos vestígios da noite elegante desapareciam da cozinha da mansão. Anya suspirou, limpando as mãos em um pano de prato. As tortinhas de frutas tinham sido um sucesso — até os garçons haviam comentado que convidados perguntaram quem as tinha feito. — Você tem talento, menina — elogiou Vera, entregando-lhe mais pratos para secar. — Gente como você devia estar em uma confeitaria só sua. Anya sorriu com timidez, mas não respondeu. Ainda era cedo para sonhar. Depois de ajudarem a arrumar tudo, os empregados começaram a se despedir aos poucos. Anya tirou o avental, ajeitou os cabelos e estava prestes a sair pela porta dos fundos quando ouviu a voz marcante de Irina no corredor: — A

