Capítulo 8

1133 Words
Laura despertou devagar. A visão ainda embaçada… a cabeça pesada. O cheiro de hospital. O som baixo dos aparelhos. Ela piscou algumas vezes… tentando se situar. E então viu. Téo. Sentado ao lado da cama. A mão dele segurando a dela. Firme. Como se tivesse ficado ali o tempo todo. — …Téo…? a voz saiu fraca. Ele levantou o olhar na mesma hora. Alívio imediato. — Ei… — ele se inclinou um pouco mais — Você me deu um susto enorme. Ela tentou se mexer… mas o corpo não ajudava. — O que aconteceu…? Você desmaiou ele respondeu, direto, mas com cuidado — Sua pressão caiu muito. Ela fechou os olhos por um segundo. Lembrando. — O bebê…? perguntou, quase em desespero. Ele apertou levemente a mão dela. — Tá tudo bem… mas vocês dois estavam em risco. Os olhos dela se encheram de lágrimas na hora. Silêncio.Pesado. — Eu vou embora… ela murmurou, virando o rosto — Assim que eu melhorar. Téo ficou imóvel por um segundo. E então… — Não. A resposta foi firme. Sem espaço. Ela virou o rosto de volta, confusa. — Téo… — Você não vai embora. O tom dele não era agressivo. Era decidido. — Não… ela começou, nervosa — Isso é demais. Eu aceitei um contrato, mas isso… isso já passou do limite— — Laura, me escuta. Ele se inclinou mais, fazendo ela focar nele. — Eu falei “contrato” porque eu não queria te assustar. Ela ficou em silêncio. — Se eu chegasse pra você e dissesse que tava apaixonado… ele continuou, mais baixo — que eu te queria de verdade… você teria fugido no primeiro dia. O coração dela disparou. — Então eu usei isso como desculpa. A voz dele era sincera. Sem jogo. — Me deixa cuidar de você… ele segurou o rosto dela com cuidado — De você e do bebê. As lágrimas dela começaram a cair sem controle. — Você precisa de estabilidade… repouso… alimentação… alguém do seu lado. Ele respirou fundo. — E você não tem isso sozinha. Ela balançou a cabeça, negando, mesmo chorando. — Eu não posso colocar isso em você… não é justo… — Justo? ele interrompeu, firme — Justo é te deixar sozinha depois de tudo isso? Silêncio. — Eu tô escolhendo isso, Laura. Cada palavra dele era firme. Pesada. Verdadeira. — Eu quero você. A mão dele desceu até a barriga dela, com cuidado. — E eu quero cuidar desse bebê. Ela prendeu a respiração. — Não porque eu tenho obrigação… Ele sustentou o olhar dela. — Mas porque eu quero. As lágrimas escorriam sem parar. — Então para de tentar decidir por mim ele finalizou, mais suave agora — E me deixa ficar. O quarto ficou em silêncio. Mas não era mais um silêncio vazio. Era cheio de algo novo. Forte.Assustador.Mas… real. E, pela primeira vez… Laura não soube fugir. — Eu quero você. A mão dele desceu até a barriga dela, com cuidado. — E eu quero cuidar desse bebê. Ela prendeu a respiração. — Não porque eu tenho obrigação… Ele sustentou o olhar dela. — Mas porque eu quero. As lágrimas escorriam sem parar. — Então para de tentar decidir por mim — ele finalizou, mais suave agora ...e me deixa ficar. O quarto ficou em silêncio. Mas não era mais um silêncio vazio. Era cheio de algo novo. Forte.Assustador.Mas… real. E, pela primeira vez…Laura não soube fugir. Perfeito — agora entra a fase mais sensível e protetora da relação deles 💔✨ --- A alta veio no dia seguinte. Com recomendações claras: Repouso. Alimentação. Cuidado constante. — Laura ainda estava fraca quando saiu do hospital. Os passos lentos… o corpo leve demais. Mas, antes mesmo que ela pudesse dizer qualquer coisa— Téo já estava ao lado. Uma mão firme nas costas. A outra segurando a dela. — Devagar… — ele murmurou. Ela não discutiu. Nem tinha forças pra isso. — No carro, o silêncio foi tranquilo. Diferente. Não havia mais tensão. Só… cuidado. Perfeito — agora entra a fase mais sensível e protetora da relação deles 💔✨ --- A alta veio no dia seguinte. Com recomendações claras: Repouso. Alimentação. Cuidado constante. — Laura ainda estava fraca quando saiu do hospital. Os passos lentos… o corpo leve demais. Mas, antes mesmo que ela pudesse dizer qualquer coisa— Téo já estava ao lado. Uma mão firme nas costas. A outra segurando a dela. — Devagar… — ele murmurou. Ela não discutiu. Nem tinha forças pra isso. — No carro, o silêncio foi tranquilo. Diferente. Não havia mais tensão. Só… cuidado. — Quando o carro parou, ela olhou pela janela. A casa dele. De novo. Mas dessa vez… Não como visita. — — Téo… — ela chamou, baixo — Eu posso ir pra minha casa… Ele nem deixou ela terminar. — Não. Simples. Direto. — Ele abriu a porta, ajudou ela a descer… e, sem dar espaço pra discussão, a pegou no colo. — Téo! — ela arregalou os olhos — Eu consigo andar— — Eu sei. — Então por que— — Porque eu quero. A resposta veio calma. Mas firme. — Ela ficou quieta. E, no fundo… Não reclamou. — Dentro da casa, tudo parecia mais… acolhedor. Ou talvez fosse ele. — Ele a levou até o quarto e a colocou na cama com cuidado, ajustando o travesseiro. — Deita. — Eu já tô deitada… — ela murmurou, fraca. Um pequeno sorriso escapou dele. Mas logo voltou ao modo sério. — — A partir de agora, você vai fazer tudo que eu mandar. Ela arqueou a sobrancelha, mesmo cansada. — Sério? — Muito. Ele cruzou os braços. — Comer direito, tomar as vitaminas, descansar… nada de esforço. — — Tá bom, doutor… — ela provocou de leve. Ele se inclinou um pouco mais, olhando direto pra ela. — Eu não tô brincando, Laura. O tom fez ela ficar quieta. Mas não era medo. Era… segurança. Pouco tempo depois, ele voltou com uma bandeja. Comida leve. Suco. As vitaminas. — — Come. Ela fez uma careta leve. — Não tô com muita fome… — Laura. Só isso. Ela suspirou. E começou a comer devagar. Ele ficou ali. Observando. Garantindo. — Você vai me vigiar o tempo todo? — ela perguntou, entre uma colherada e outra. — Vou. Sem hesitar. Ela deu um pequeno sorriso. Baixinho. Mais tarde, já deitada novamente, ela estava quase dormindo quando sentiu o colchão afundar. Téo sentou ao lado. Ajustou o cobertor nela. Com cuidado. A mão dele passou pelo cabelo dela, devagar. Um gesto calmo. Constante. — Descansa… — ele murmurou. E naquele momento… Laura percebeu algo que nunca teve antes: Alguém que ficava. Alguém que cuidava. Sem pedir nada em troca. E, pela primeira vez… Ela se permitiu relaxar. De verdade.
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