Caminhavamos em direção ao meu palácio.
– Eu entendo sua tática de batalha, atacar e esmagar os inimigos. Mas agora acredito que ela esteja te atrapalhando no campo de batalha. - Gesticulava explicando para ele.
O olhar avermelhado me olhava com atenção, enquanto fazíamos nosso caminho.
– Os demônios não morrem, mas temem a dor... Isso os torna mais receosos no campo de batalha. - Explicava o olhando com atenção.
– Você está absolutamente certa. O que me recomenda? - Dizia com um sorriso lateral.
– My Lord, podemos usar disso para tornar os homens mais resistente e empenhados. Contra ataque pode ser um bom começo. Podemos estimular eles a lutar mais bravamente exatamente pelo medo da dor. Quanto melhores e mais empenhados eles forem menos dor vão sentir. - Apoiava uma das mãos no queixo. - Você já é dono dos sete continentes, vamos focar na defesa e trabalhar no contra ataque até segunda ordem. Conhecer nosso exército, nossas fraquezas para então nos tornar mais fortes.
Caminhava cruzando os braços de forma pensativa.
Sebastian parava perplexo com as sobrancelhas erguidas. Estava surpreso com o conhecimento e estratégia da própria esposa.
Parei um pouco a frente ao ver que o imperador havia ficado para trás. - Algum problema meu senhor?
– De forma alguma. - Sorriu com os braços para trás caminhando.
– Vai recuar com o exército e estabelecer uma defesa? - O olhei curiosa.
– Sim, seu plano é excelente. Conto com você para ajudar no treinamento deles. - Sorriu, assentindo em minha direção.
– Mas e o mestre Xiao? Não ficará chateado? - Deitei a cabeça para o lado olhando para ele.
– Não se vocês trabalharem juntos. Xiao é de minha extrema confiança. - O Lord assentiu parando diante do palácio dela.
– Fico feliz de ser útil ao meu marido e Lord. - Sorri colocando as mãos para trás.
– Você está pronta? - Perguntou passando o indicador dobrado pelo meu nariz.
– Para nossa consumação? Sem dúvidas. Esperei muito por ela. - Segurei a mão dele a beijando com carinho.
Cada segundo que passava ao lado dela, era mais interessante. Estava vidrado naquela mulher não poderia negar.
Ambos caminharam palácio a dentro de mãos dadas
– Preciso perguntar, onde aprendeu a lutar daquela forma? - Olhou com curiosidade para a esposa.
– Aprendi sozinha, passava horas no campo treinando passos de dança com luta... Ninguém colocava fé em mim, até tentarem invadir nossas terras e eu ter sido capaz de defender. - Sorri animada. - Depois disso começaram a acredita em mim.
– Não está preocupada de deixar a vila já que era da defesa? - Segurava a mão feminina a beijando com carinho ao pararem diante da porta do quarto.
– Um pouco, sei que são fortes, mas não posso evitar me preocupar. - Suspirei olhando para ele.
– O exército está em suas mãos, se quiser mandar soldados em direção a sua vila para proteção, a escolha é sua. - Sorriu piscando para esposa
– Eu havia pensado em algo mais estratégico... Deixar seu exército principal se banhar nas águas... Com a cura, temeriam menos a dor, assim você ficaria a salvo. - Apoiei a mão no queixo.
– Gosto da ideia. - Disse pensativo.
– Gostei muito. Eu posso te chamar de forma carinhosa? - Beijei a mão dele com carinho.
– Claro. - Apoiou a testa contra a minha. - Quer mais tempo para acalmar seu coração?
– Não. Eu só temo que não volte mais se consumar nosso casamento. - Fechei os olhos, segurando a mão dele.
– Eu voltarei, voltarei todos os dias se desejar. - Disse com uma expressão seria.
– Todos os dias? - Ergui as sobrancelhas.
– Todos os dias. - Afirmou.
Dei um belo sorriso e entrei no quarto puxando as mãos dele para que me acompanhasse.
Fechei a porta ao ver ele entrar.
– Eu realmente gosto como as coisas se resolvem facilmente entre nós dois. - Disse retirando a capa.
– Eu sou uma mulher simples. - Sorri apoiando a espada na mesa próxima a cama.
– Pelo contrário. Você é a mais complexa... Por isso não perde tempo com bobagens. - Sorriu, retirando a camisa.
– Sebastian... Eu... - Minhas bochechas avermelhavam e queimavam conforme as peças de roupa dele eram retiradas.
– O que foi? - Se virou de frente para mim usando só as calças.
A pele branca como mármore, junto com os fios negros caídos sobre os belos ombros largos, era a visão tão bela quanto o nascer do sol refletido nas águas cristalinas do lago onde ela nasceu. Por um minutos todas as palavras fugiram de sua mente.
– O que ia dizendo? - Parou bem diante dos meus olhos.
– Você é tão bonito que me esqueci... - Me virei de costas apoiando as mãos no rosto.
A deliciosa gargalhada preencheu meu ouvidos.
– Que gentil da sua parte me elogiar. - Apoiou as mãos em meus ombros, afundou o nariz contra meus cabelos aspirando. - Você acabou de sair do campo de treinamento e mesmo assim ainda cheira como uma rosa.
Sorri, fechando meus olhos, as bochechas vermelhas queimavam como fogo, junto com formigamento que surgia no meu couro cabeludo.
– Você é tão linda, inteligente e simples... Você é a flor mais exótica do meu harém. - Deslizou cuidadosamente as mãos por meus braços. - Tenho a sensação de que você será a minha favorita.
Meu sorriso estava cada vez maior, minha vergonha lentamente se dispersava com as palavras dele. Como se elas tivessem mais poder do que as palavras de qualquer outro ser vivo na terra.
– Tamanha beleza não deveria ficar guardada só para você... - Desceu a alça da camisa que eu usava, enquanto com a outra mão descia, soltava os laços do espartilho.
Deitei a cabeça para trás em encontro com o ombro dele.
Pude sentir o espartilho ser solto e atirado para o lado, os dedos delgados seguravam na barra da fina blusa me livrando dela.
Estávamos nós dois sem as partes superiores das roupas agora, eu podia sentir o olhar sedento dele sobre os meus s***s.
– Eu posso? - Sussurrou contra minha orelha.
– Sim... Eu sou sua. - Fechei os olhos, segurei ambas as mãos masculinas e as coloquei sobre os meus s***s.
Pude sentir as mãos fecharem sobre eles me arrancando um suspiro de prazer.
Os beijos se iniciaram em meu ombro, subindo para o pescoço, em direção ao meu pescoço, pude sentir os caninos afiados do demônio arranharem a minha pele.
Apertei as mãos sobre as dele, fechando meus olhos, segurava meu lábio inferior entre os dentes.
Em seguida sentia o forte chupão, seguido de mais beijos até próximo a minha orelha. Minha respiração descompensada junto do prazer extremo faziam com que minha cabeça abandonasse a timidez.
Levei a mão para trás em busca da calça dele, imediatamente minha mão se chocou com a forma cilíndrica revestida de tecido.
Sebastian sorriu contra minha orelha sussurrando. - Você é a primeira esposa que me tocou assim na noite de consumação. - Deslizou a ponta da língua pelo lóbulo da minha orelha a sugando em seguida.
– Eu não sou as outras. - Me virei de uma vez apoiando meus s***s nus contra o peitoral masculino. Passei os braços pelo pescoço dele, ficando nas pontas dos pés. - Não me compare, eu não gosto.
Ele ergueu as sobrancelhas surpreso, com imenso sorriso nos lábios.
Sorri, beijei os lábios demoníacos com carinho, sendo retribuída por ele. Nossas línguas se deliciavam em um entrelaçar e bailar animado.
O Lord abraçava minha cintura, nossas cabeças se opunham aprofundando o beijo.
Eu fui forçada a quebrar o beijo em busca de fôlego, já que demônios não precisam respirar.
Os beijos dele desciam pelo meu tórax, junto do delicioso acariciar de suas mãos por minhas curvas.
– Sebastian... - Chamava ao sentir a quentura de sua língua em contato com meu delicado seio direito.
As mãos de unhas negras, apertavam com vontade meu traseiro apertando meu quadril contra o dele.
Em um único impulso, Sebastian me pegou nos braços, me levando em direção a cama.
Me deitou com cuidado sobre o móvel, parou se livrando do cinto e em seguida da calça e das vestes íntimas.
Eu observava tudo com atenção, mordendo meu lábio inferior com tanta força que sentia o sabor de ferro do sangue.
Sebastian nu era sem dúvidas a visão mais bela do universo todo para mim.
O imperador subiu sobre a cama, afastou minhas pernas ficando entre elas, passava uma das mãos nos fios negros para trás.
Segurou no cós da minha calça, lentamente descendo junto da peça íntima. Conforme o tecido revelava minha pele, ele beijava o local.
Logo eu estava nua como ele, as mãos masculinas exploravam cada centímetros do meu corpo, as coxas, barriga, s***s, o traseiro, era como se ele tivesse mais de um par de mãos.
Até enfim os dedos delgados explorarem a carne sensível entre as minhas pernas, percorriam entre meus lábios inferiores, descobrindo cada trecho da minha pele.
Não pude conter o gemido sonoro dessa vez. Aquilo causou imensa satisfação nele, que começou a massagear meu delicado ponto, o circulando com os dedos.
Agarrei o pulso dele, pressionando os dedos contra o braço masculino.
Cada vez mais rapidamente os dedos dele se moviam. O prazer me preenchia da cabeça aos pés, fazendo com que eu arqueasse o corpo em direção a sua mão. Enquanto os dedos de forma frenética exploravam aquele ponto me fazendo explodir de t***o, o orgasmo preencheu todo meu interno, que agora queimava com fogo. Meu corpo vibrava a cada centímetro.
Sorriu beijando meu rosto com carinho.
Enfiou os dedos dentro de mim os movendo devagar.
Apertei as unhas na mão dele, me contorcendo contra ela, enquanto agarrava fortemente os lençóis com a outra mão.
Senti a boca morna abocanhar um dos meus s***s o sugando no ponto mais sensível.
Não podia evitar gemer sonoramente ao delicioso toque. Os dedos atingiam meu ponto de prazer com maestria, fazendo todos meus membros cederem.
– Seb... Eu quero você... Por favor... - Dizia em tom de súplica arqueando o corpo.
– Estou só garantindo que esteja preparada. - Beijou meu rosto com carinho.
– Eu estou... - Disse manhosa puxando o rosto dele em direção ao meu.
Nos beijamos intensamente outra vez, enquanto ele se posicionava entre as minhas pernas.
Se encaixou, empurrando tudo de si para dentro de mim, me arrancando um alto gemido. Apoiou as mãos uma de cada lado da minha cabeça.
Sussurrou de forma sedutora. – Você é a minha rosa. Sensível, delicada e bela, mas mesmo assim enche meu coração de paixão e cor.
Empurrava forte o quadril contra o meu me fazendo gemer sonoramente.
– Só minha rosa para sempre. - Sussurrou, empurrando ainda mais fundo e forte.
Os corpos colidiam, me fazendo agarrar as costas dele de forma desesperada.
Deslizava as unhas pela carne mármore, gemendo por seu nome.
Quanto mais eu suplicava por ele, mais forte e rápido ele ia. Podia sentir meus s***s balançarem com a força arrebatadora de suas investidas.
– Sebastian... - Arqueava o corpo contra o dele, gemendo alto, apertava as unhas com toda minhas força, contra ele.
Em uma explosão eletrizante de sensações o meu corpo se desfez diante dele. Minha respiração estava intensa e pesada.
O demônio apoiou a testa contra a minha. - Você é a mais gostosa do meu harém...
Sorri, apoiando as mãos no rosto dele. - Façamos de novo então.
– Você... Ah minha rosa, o que faço com você? Eu posso ficar a noite toda te tornando minha, não me provoque. - Sussurrou contra os meus lábios.
– Me faça sua a noite toda então, o dia todo e a próxima noite toda... Se contente só comigo por essa noite. - Passei as mãos pelos fios negros.
– Farei como for a sua vontade. - Beijou meus lábios intensamente, em um beijo profundo e amoroso, num dançar delicioso de nossas línguas, até que eu estivesse sem fôlego.
Seu quadril começou a mover outra vez, penetrando me profundamente e de forma intensa. O corpo masculino chocava contra o meu de forma brusca, me arrancando gemidos, mordia o ombro dele em busca de abafar o gritos pela excitação, junto do revirar dos meus olhos.
A intensidade da movimentação feroz se tornava mais veloz e profunda.
Pela sensibilidade meu outro orgasmo chegou ainda mais rápido. Sebastian segurava minha coxas com força, deixando marcas de seus dedos em minha carne.
Não houve mais diálogo, minhas palavras foram acatadas como lei.
Ele me virou de bruços, gentilmente percorreu do meu pescoço ao meu traseiro com beijos, mordidas e chupões, marcando por todo meu corpo seu caminho.
Apertava meus dedos nos lençóis ao sentir a boca tão ardilosa me explorar de tal forma.
Gemi afundando o rosto contra a cama ao sentir meu interior ser preenchido outra vez, pude sentir a língua morna percorrer o lóbulo da minha orelha.
Imediatamente a movimentação retorno, parecia ainda mais desesperado por mim, ainda mais forte.
Não saberia contar quantos orgasmos havia tido, havia perdido a conta logo depois do quarto ou quinto, mas por mais cansado que meu corpo se sentisse, ainda implorava por ele de forma enlouquecida.
(◕દ◕)
Mey trazia consigo um par de vestes, caminhava em direção ao quarto.
O guarda se colocava a frente da porta do quarto impedindo sua passagem.
– Preciso despertar a Lady. - A ruiva disse esperando que ele saísse do caminho.
– Não posso sair. O Lord ainda esta ai dentro. - Disse com sorriso sugestivo.
– Ele passou a noite toda? - Olhava perplexa em direção ao guarda.
– Sim. Os ruídos não cessaram nem por um único minuto. - O guarda moveu os ombros.
Mey sorriu apoiando a mão livre no queixo. - Ele gostou dela então...
– Gostar seria generosidade. Passou o dia todo com ela praticamente, do campo de treinamento até o amanhecer. - Disse sugestivo. - Se fosse você iria atrás de ervas para cura, aposto que o Lord vai querer voltar hoje a noite.
Sebastian vestia suas roupas outra vez, me olhando com um belo sorriso sedutor. - Diga para mim seu maior desejo, para que eu possa te presentear como presente de casamento.
Eu estava deitada de lado, completamente nua, exausta, sentia o líquido branco que ele havia deixado ali, escorrer por entre as minhas pernas.
– O Lord é meu único desejo. - Sorri o olhando nos olhos.
– Acredito que há algo que deva desejar ou sentir falta. - Se aproximou da cama, me cobrindo com o lençol, beijou meus cabelos.
– Nada que ouro possa comprar. - Sorri apoiando a mão sobre a dele. - Só meus pais... O lago... Coisas assim.
Sorriu beijando a minha testa. - Preciso ir.
– Tenha um excelente dia, my Lord. - Deitei a cabeça contra o travesseiro. - Pense em mim.
Gargalhou beijando meu rosto. - Minha rosa...
– Meu Lord. - Sorri o olhando nos olhos.
– Descanse, virei ver como está mais tarde. - Piscou se erguendo, tomou a espada nos braços e saiu do quarto.
Logo na porta se deparou com Mey o o guarda fofocando.
– Bom dia. - Disse prendendo a espada no quadril.
– Bom dia, my lord. - Os dois reverenciaram.
– Mey, não deixe sua Lady ir para o campo de treinamento hoje. Ela deve descansar. - Passou a mão nos cabelos para trás.
– Eu adoraria my Lord... Mas a Lady não escuta ninguém. - Suspirou olhando para ele.
Sebastian gargalhou cruzando os braços. - Se ela quiser ir, deixe que vá. Minha esposa não é do tipo que se pode domar, precisei sentir na pele para entender... - Sorriu apoiando a mão no queixo. - Diga a ela que virei hoje a noite outra vez e que seria bom ela descansar.
A ruiva sorriu e assentiu de forma positiva.
O Lord saiu seu caminho sendo seguido pelo guarda.
– Junte os homens mais inteligentes dos continentes, eu quero criar um lago no palácio de número seis. - Caminhava na frente com as mãos para trás.
– Acredito que não seja possível... - Disse com a voz trêmula.
– Eu não perguntei se era possível. Minha rosa vai ter o próprio lago. Não me importo como, ou quanto vai custar. Quero esse lago pronto. - Olhava com o olhar avermelhado vibrante para o pobre guarda.
Todos temiam o imperador, pela sua força, inteligente e falta de piedade. Por mais que ele aparentasse se um homem generoso e muito gentil, ele ainda era um demônio... Um extremamente sanguinário e c***l. Dizer não ao Lord era mesma coisa do que ler seu tratado de morte ser assinado.
Era ainda pior nesse exato momento, já que o Lord dos continentes tinha duas fontes para ampliar sua força, tendo energia das esposas durante a relação s****l e devorando almas. Negar algo a ele, logo depois de ele recarregar suas forças a noite toda, era pedir para o coração ser arrancado do peito em um único movimento que não levaria menos de três segundos.
– Sim meu senhor. - Juntou as mãos diante do corpo, se inclinou e correu como vento em busca de dar um jeito no pedido inacreditável.
(◍•ᴗ•◍)♡
Despertei, olhando para os lados, o quarto ainda exalava o cheiro dele. Dei um largo sorriso afundando o rosto contra um dos travesseiros.
Era oficial, eu era dele de corpo e alma.
Mey repentinamente abriu a porta. - Você despertou! Como se sente?
– Parece que fui pisoteada por um exército. - Disse brincalhona me sentando devagar.
– Imperador exagerou com a Lady. - A ruiva apoiou a bandeja na mesa de cabeceira. - Fora as dores... Como se sente?
– Incrível... Ele é perfeito... Não existe uma única falha nele, fisicamente ou internamente. - Abracei um dos travesseiros. - Ele disse que sou a rosa dele... A rosa.
– Ele te deu um apelido? - A dama olhou incrédula.
– É r**m? - Ergui as sobrancelhas receosa.
– Não... Só que eu trabalho a muito aqui e jamais vi ele dar um apelido a alguma das esposas. Mesmo as mais favoritas. - Parecia perplexa.
– Então sou a primeira. A única rosa do harém. - Dei um gigantesco sorriso me deitando com os braços abertos. - Preciso ir ao campo de treinamento, mas estou com a cabeça nas nuvens para isso.
– Eu acho que não deve ir... O Lord deixou bem claro que voltará hoje a noite. - A dama sorriu. - Você precisa descansar.
– Ele voltará? - Olhei animada para ele.
– Quando estava saindo, ele disse que voltaria. - A ruiva moveu os ombros.
– Vou descansar bastante então. Mas eu gostaria de preparar algo para ele. - Me levantei com dificuldade.
– O que tem em mente? - Mey perguntou curiosa.
– Cozinhar um pouco... Isso vou cozinhar algo para ele. - Juntei as mãos diante do corpo.
Parecia tão animada que Mey preferiu não dizer que na verdade o imperador não precisava comer, ele se alimentava de almas e sexo, não de comida humana, por mais que ele comesse por educação ou para fazer uma social nós banquetes.
(*˘︶˘*).。*♡
Depois de um dia todo cozinhando arduamente, meu projeto havia sido concluído. Pequeno docinhos em formato de coração e flores.
– O que você acha? - Mostrei o prato para a ruiva.
– Uau. São lindo, eu adoraria provar. - Mey se aproximou para pegar um.
Dei um fraco tapa não mão dela. - Esses são para o imperador... - Apoiei o prato na mesa o tampando com cuidado.
Ao lado peguei outro prato com doces em formato de estrela. - Esses são para você.
– My Lady, muito obrigada. - Sorriu animada.
– Esses são para os soldados. - Tampei a cesta com cuidado. - Vou levar e então retorno.
– Você fez para todos do exército privado do imperador? - Perguntou curiosa.
– Sim, mas infelizmente só deu um para cada um. - Segurei a cesta sorrindo. - Eu adoro cozinhar e dizem que quando se está de bom humor e que os doces ficam com sabor melhor.
Mey já havia enfiado os doces na boca, assentia de boca cheia.
Ri olhando para ela. - Que bom que gostou.
Sai em seguida em direção ao campo de treinamento, todos trabalhavam arduamente.
– My Lady. - Todos se inclinavam em um unissom.
– Boa tarde rapazes... - Apoiei a cesta na mesa onde colocavam as espadas. - Perdão por não vir hoje, tenho que cuidar do Lord em primeiro lugar.
– Claro que sabemos disso. - Xiao se apoiou a mesa ao meu lado. - Estamos reforçando os golpes de ontem, não se preocupe conosco.
– Por um momento achei que entrariam em colapso sem minha magnífica presença. - Disse brincalhona abrindo a cesta.
– Tudo bem... Seu péssimo senso de humor fez falta. - Sorriu para mim.
– Eu imaginei. - Ria batendo o ombro contra o dele.
De dentro da cesta comecei a retirar os doces, um para cada soldado do exército privado do Lord. Para Xiao em especial eu havia feito três.
– Pronto. - Apoiei as mãos na cintura vendo todas as expressões, os olhos brilhantes ao comer meu doce. - Então?
– Muito bom. - Um dizia.
– Existe alguma coisa que a Lady não saiba fazer? - Perguntou o outro curioso.
Ri apoiando a mão no queixo. - Dezenas... Não contem a ninguém, eu só sei cozinhar doces, não sei tricotar, muito menos cuida de limpeza, jóias e escolher vestidos.
– Não que você precise disso agora. - Xiao retrucou.
– Você tem um ponto. - Sorri.
– My Lady, esperam por você em seu palácio. - A dama dizia se inclinando.
– Tudo bem. - Peguei a cesta nos braços. - Bom treinamento.
Todos me reverenciaram, enquanto eu saía.
Sebastian passava pelo campo de treinamento para ver se a nova esposa estava ali.
Os soldados estavam sentados no chão ou apoiados na parede, comendo o docinho em formato de estrela.
– O que está havendo? - Ele caminhava entre os homens em direção a Xiao.
Todos se levaram imediatamente inclinando para a frente.
– Lady de número seis nos trouxe doces... - Um dos soldados foi o primeiro a despejar as palavras.
– Doces? Para todos? Por que eu não ganhei? - Olhou para os dois doces que restavam na mão de Xiao, já que ele havia comido um deles. Imediatamente pegou um.
– Lady é muito generosa. - Outro soldado dizia.
– Vejo que sim. - Mordeu o doce imediatamente sobre o olhar perplexo do general.
Olhou para o pequeno doce, deslizando a língua pelos lábios.
– O que achou? - Xiao perguntou curioso.
– Eu não sinto gostos humanos a não ser que sejam muito... Fortes. - Olhava incrédulo para o doce. - Mas isso... Tem gostoso doce... Como colocar uma nuvem na boca, macio, gentil...
– Bem vindo ao sabor de doces feitos com carinho. - O moreno sorriu para o Lord. - Esse é o sabor de um doce feito com carinho e dedicação.
– Carinho? - Ergueu uma das sobrancelhas.
– No mundo humano falamos que quando alguém bota carinho e dedicação no que faz o gosto se torna melhor. Significa que os sentimentos da pessoa atingiram você. - O general explicava mordendo o docinho.
– Mas eles não foram feitos para mim... - Mordeu outra vez.
Sebastian sentia uma pontinha afiada em seu coração, por que ele não havia ganhado o doce como todos? Ela sabia onde o encontrar... Que sentimento r**m era esse que ele sentia. Ele era o centro da atenção de todos principalmente das esposas, como poderia ele não ganhar algo que ela fez com as próprias mãos com carinho e dedicação.
(๑˙❥˙๑)
– Ele não virá. - Me apoiava na varanda do palácio olhando o jardim.
– Só está atrasado. - Mey dizia apoiando as mãos em meus ombros.
– Será que fiz algo de errado? - Olhei suspirando para ela.
– Claro que não. Venha, você adora dançar, vamos dançar até que ele chegue. - Segurou minhas mãos me puxando para próximo do músico.
Segui com ela para próximo do flautista do meu palácio.
Deu um gentil sorriso ao ver ele animar sua melodia e bater um dos pés animado.
Eu havia o chamado para tocar para mim e o Lord, enquanto ele provava os doces que havia feito.
Segurei nas barras do vestido que usava, já que não havia ido para o campo de batalha. Comecei a dançar e girar junto da dama entre risadas.
Segurava nas mãos dela rodando, entre gargalhadas.
O guarda apareceu para anunciar a chegada do Lord, mas antes que fizesse Sebastian se tinha se posto a entrar, acenou com uma das mãos dispensando o homem que imediatamente saiu. Caminhou sorrindo ao ver que as duas dançantes moças ainda não haviam notado sua presença.
Mey foi a primeira a perceber se inclinando em respeito. Girei rindo e imediatamente meus olhos alcançaram o.
– My Lord, realmente veio. - Dei um imenso sorriso correndo em direção a ele.
– Eu disse que viria, minha rosa. - Sorriu abrindo os braços.
Me atirei nos braços dele o abraçando com força, fechava os olhos aspirando o delicioso cheiro masculino.
As mãos gentis apoiavam as minhas costas, cheirando meu cabelo.
– Eu senti sua falta. - Beijei os lábios dele com carinho.
– Eu também. - Sorriu apoiando a testa contra a minha.
– Venha, eu fiz algo para você. - Segurei na mão dele o puxando até a mesa bem arrumada.
– O que fez? - Olhou curioso.
Coloquei o prato diante dele, tirando a tampa. - São doces.
– Oh! - Olhou surpreso, pegando um deles entre os lábios. Eram diferentes dos que os soldados haviam recebido, a cor era mais avermelhada e tinham formatos de coração.
Mordeu deslizando a língua pelos lábios. Suas sobrancelhas se ergueram imediatamente. Aquele era muito melhor do que o que havia comido mais cedo, era como se a nuvem se desfizesse no mais doce dos açúcares. Um doce que fazia seu coração disparar. Apoiou a mão no peito enfiando o outro doce todo na boca.
– Parece que você gostou. - Ri o olhando com atenção.
– Isso é incrível... - Deslizou a língua nos lábios.
– Que bom que gostou. - Dei um imenso sorriso.
Sebastian olhou outra vez para os doces e não pode evitar perguntar. - Sabe... Ouvir dizer que os doces humanos como esse tem o sabor de acordo com os sentimentos que a pessoa que preparou estava sentindo. Alguns colocam carinho e dedicação... Mas esses... O que colocou neles?
Apoiei o indicador no queixo.
– Eu coloquei amor... Todo meu amor por você. - Sorri o olhando nos olhos. - Carinho, saudade e um pouco de ansiedade por sua vinda.
Ergueu as sobrancelhas surpreso outra vez. - Por isso o gosto é diferente de tudo que já provei...
– Provavelmente. - Ri olhando para ele. - Você gostou?
– Gostei muito. - Enfiou outro doce todo na boca.
Sorri me sentando no colo dele, que havia se sentado diante da mesa. - Eu estou tão feliz.
– Eu também. - Passou o braço por meu quadril. - Cada dia ao seu lado é uma nova surpresa.
Apoiei a cabeça no ombro dele. - Eu amo tanto você.
A dorzinha que ele sentia no peito se dispersou ao ouvir aquelas palavras.
– Minha rosa... Tenho uma notícia para lhe dar. - Beijava minha testa com carinho.
– Que notícia? - Apoiei a mão sobre a dele fechando meus olhos.
– Partirei em viagem amanhã a noite para o norte... - Fechou os olhos deixando a boca apoiada em meus cabelos.
– O que? - Ergui a cabeça imediatamente. - São dois dias de viagem... Dois dias de ida, mais dois dias de volta... Quatro dias longe? - Olhava desesperada para ele.
– Quatro dias de viagem... Não sei quanto tempo vai levar para controlar a revolução. - Disse acariciando meu rosto com carinho.
– Isso é muito tempo. Me leve com você. - Olhei nos olhos.
– Não. Exército precisa de você e o festival da lua se aproxima, você deve estar aqui quando acontecer. - Disse retribuindo meu olhar nos olhos.
– Qual sentido do festival da lua se você não estiver aqui? - Me levantei indo em direção a varanda.
– É para o bem do nosso reino. Tentarei voltar a tempo. - Parou atrás de mim apoiando as mãos em meus ombros.
Beijou o topo da minha cabeça me abraçando por trás, beijou meu rosto.
Apoiei as mãos sobre as dele. - Posso fazer mais doces para você levar? Assim meu amor vai estar com você mesmo distante do meu coração.
Sorriu apoiando a cabeça contra a minha. - Olha como você se torna ainda mais bela a luz do luar. Mesmo a noite a rosa continua a ser a flor mais bela de todas.
Sorri apoiando a cabeça contra a dele. - A rosa só é bela pela luz que bate nela... Sem luz a beleza dela não poderia ser mostrada.
– Você tem toda razão. Uma rosa não deveria ficar no escuro, ela deve ser banhada de luz todos os dias. - Sussurrou contra minha orelha.
– Como sobreviverei tantos dias se minha luz não estiver aqui? - Virei de frente para ele.
– Minha luz te atingirá mesmo que eu não esteja aqui. - Sorriu me olhando nos olhos. - Escreverei cartas para lhe confortar...
– Tudo bem. Da próxima vez me leve com você. - Apoiei as mãos no rosto dele.
– Na próxima vez virá comigo - Assentiu de forma positiva.