O lord

4125 Words
Eu abri os olhos rapidamente ao não sentir nada me atingindo depois de certo tempo. Estava sentada no colo do Lord, abraçando com força seu pescoço, meu corpo estava colado ao dele como escudo. A mão masculina gentilmente segurava a minha cintura, enquanto meus olhos percorreram seu outro braço vendo que a lâmina arremessada, estava sendo segurada sem nenhum esforço pela outra mão dele. O imperador havia pegado aquilo na mão com tamanha maestria que nem chegou a lhe ferir. Eu havia pagado de boba, obviamente um Lord demônio jamais seria ferido por uma lâmina de arremesso. O polegar masculino acariciava a minha cintura em busca de me acalmar. – Perdão my Lord. - Me levantei rapidamente de seus braços. – Está tudo bem. - Disse com tom repleto de ternura. O homem que havia arremessado tal lâmina já estava de joelhos diante do trono, com os braços para trás, sendo segurado por Louis e o segundo general. – Não quero que minhas esposas e esposo assistam tal cena. Por favor se dirijam até seus palácios. A reunião está cancelada até segunda ordem. - Abanou as mãos sobre o ombro. Nos inclinamos reverenciando e imediatamente cada um pegou seu caminho. Entrei com Mey em meu palácio me atirando na cama. - Aaaaa! - Gritava afundando o rosto no travesseiro. – O que houve my Lady? - Perguntou curiosa. – Fiz uma cena na frente dele. Aposto que vai me expulsar do palácio, eu nem pude o ver direito. - Batia as pernas contra a cama. - Acabei de desperdiçar minha chance de fazer com que ele me ame. – Não diga isso, nosso Lord é um bom homem, aposto que nada disso é importante para ele. - Se sentou passando a mão pelas minhas costas. – É diferente... Ele deve achar que eu o vejo como um homem fraco, que precisa de proteção. - Suspirei apoiando as mãos na cabeça. - Vamos arrumar meus vestidos para a partida, tenho certeza que ele irá me expulsar... – Dúvido que ele pensará dessa forma. Eu trabalho para o Lord desde que ele veio para a Terra do inferno. - A ruiva dizia pensativa. - Se o conheço nesses anos, sei que ele virá no máximo te dar uma bronca. – Ótimo jeito de iniciar um casamento. - Me sentei olhando para ela. – Pelo menos ele virá, não é esse o seu desejo? - Mey disse piscando. – Não é bem desse jeito que eu queria, esperava mais algo que envolvesse beijos e elogios. - Me atirei com os braços abertos na cama outra vez. A porta do quarto foi aberta por um dos guardas. – O Lord está a caminho. - Se inclinou. – Já? - Me sentei surpresa. - O que houve com o traidor? – Foi decapitado pelas mãos do próprio imperador. - Guarda respondeu trocando o mínimo possível de olhares comigo. – Ele deve estar m*l humorado. - Fiz uma careta. Mey gargalhou. - Vamos descobrir. O guarda reverenciou e se retirou em seguida. Passei as mãos nos cabelos e ajeitei a postura, antes que eu pudesse me levantar, vi a cabeleira n***a adentrar o cômodo. Um postura impecável, com os braços para trás, espada em seu quadril e o belo olhar vermelho vivo. – My Lord. - A ruiva se inclinou. – Boa tarde Mey. Agradeço que tenha cuidado dessa esposa tão imprudente. - Olhou com carinho para a dama. Ele havia agradecido a uma dama, nem meu pai chefe de vila pequena agradecia a seus inferiores. Isso já demonstrava o tipo de líder que ele era. – É uma honra, servi-lo my Lord. - Dizia animada. Eu assistia a cena impaciente. – Obrigado, pode se retirar agora. - Disse apoiando a espada na mesa do quarto. A ruiva se inclinou e imediatamente saiu fechando a porta atrás de si. O silêncio prevaleceu. – My Lord, em minha defesa foi um instinto automático. - Disse apressada. Ele sorriu me olhando sobre o ombro, enquanto servia o copo com a bebida que ficava na mesa. Seu sorriso, foi como se meu coração tivesse perdido controle de suas batidas. – My Lady, eu notei... Você pensou tão rápido que até eu fiquei surpreso com a situação. Não se preocupe, não estou zangado. - Me entregou um dos copos, enquanto segurava o outro. – Não está? - Peguei o copo de forma cuidadosa o olhando nos intensos olhos avermelhados. – Nem um pouco. Vamos conversar um pouco... Tenho a sensação de te conhecer de algum lugar. - Disse pensativo levando o copo em direção aos lábios. Estávamos a dois metros de distância ou menos, eu podia admirar cada mínimo traço de seu rosto, os longos cabelos, o físico impecável e respeitável. – Bem... Podemos dizer que já nos vimos antes de eu vir ser sua esposa. - Apertava os dedos contra o vestido, segurando o copo com força na outra mão. – Conte me, eu não me recordo com exatidão. - O Lord arrastou a cadeira para diante da esposa sentada na cama. – Você me salvou no campo de batalha de um anjo raivoso... Em troca pediu... - Antes que eu finalizasse a frase ele a completou. – Uma rosa. - Ergueu as sobrancelhas surpreso. - Como eu pude me esquecer da bela moça que me deu aquela rosa. O moreno apoiou o copo sobre a mesa, afastou o colete tirando do bolso interno a rosa seca e devidamente preservada. – Ela nunca se afastou de mim. - Tocou a flor seca nos lábios e me mostrou em seguida. Eu não pude evitar a minha surpresa, me inclinei deslizando os dedos de forma cuidadosa. – Você realmente cuidou dela... Por que guardou por tanto tempo? - Olhei curiosa para o intenso olhar avermelhado. – Sinceramente não saberia lhe dizer... Só senti que deveria. - Moveu os ombros dando um gentil sorriso. - Eu estava certo em guardar, já que agora é a flor de uma das minhas esposas. - Guardou outra vez no bolso interno próximo ao coração e apoiou a mão sobre. O gesto me deixou terrivelmente tocada, falar com ele tão próxima, ver como algo tão banal significou o bastante para tocar seu coração, fazia meu coração disparar, junto do amor que preenchia cada parte do meu peito. Ele era o Lord dos continentes, parecia tão incansável e arrogante, mas próximo dele eu via agora... O ser mais incrível que eu poderia conhecer. – Eu estou tão feliz my Lord, por saber que se recorda. - Disse animada com um largo sorriso. – Que belo sorriso... Eu estou feliz por ter lhe reencontrado, dama da rosa. - Disse brincalhão. - Não precisa me chamar de Lord quando estivermos a sós. Me chame de Sebastian. Meu sorriso era ainda maior. Mas ele lentamente foi se desfazendo. De todos os meus planos para esse momento havia algo no qual eu não havia pensado... Espoleta como sempre fui, eu acabei dando minha virgindade para um dos homens na vila, por pura curiosidade de como seria o prazer carnal. Se ele recusasse esposas não virgens? Por um segundo o pânico me preencheu, por mais que isso não existisse nos requisitos dele para esposa. – Algo lhe incomoda? - Puxou a cadeira para mais próximo a mim. – Na verdade, há tantas coisas que quero falar e lhe perguntar... Mas algo em especial realmente me atormenta. - Suspirei, eu deveria ser sincera e perguntar na lata. – Diga. - Me olhou com certa preocupação. – Sebastian, quando mandou a lista de requisitos não dizia nada sobre a flor de sua esposa, então deduzi eu que não era necessário que ela fosse virgem... - Olhava para minhas coxas. – Oh! - Apoiou a mão no queixo cruzando as pernas. - De fato não dizia. – Então... - Apertei os dedos no vestido. – Eu não me importo com passado, deflorar ou não. Pouco me interessa. Na verdade eu gosto de esposas que sejam experientes. - Sorriu divertido apoiando as mãos nos meus joelhos. – Por que? - Perguntei curiosa. – Porque assim elas vão ter parâmetros para saber que eu sou o melhor. - Sorriu tirando alguns fios de cabelo do meu rosto. Desviei o olhar para o lado ao sentir o leve roçar dos dedos dele na minha pele. – Se não estiver pronta para a consumação podemos esperar. Eu tenho todo tempo do mundo. - Afastou as mãos de mim. – Eu quero... Só... Me responda mais algumas coisinhas? - O olhei com ternura. – Quantas você quiser. - Assentiu cruzando as pernas outra vez. – Por que demorou tanto para vir? - Olhei nos olhos dele. – Sinceramente? Eu havia me esquecido da sua chegada. Falta de cuidado da minha parte devo dizer. O campo de batalha tem absorvido todos meus pensamentos. - Disse movendo os ombros. – Algum problema em campo? - Perguntei curiosa. – Muitos, não quero falar disso agora. - O Lord se levantou enchendo o copo outra vez. – Perdão... - Fiz uma careta. – As outras perguntas... - Me olhou repleto de curiosidade. – Você... Deixa para lá. - Recuei, era cedo demais para isso. – Permita-me fazer então. - Sorriu de lado em minha direção. – Claro. - Mordi o lábio inferior com força. – Como soube do traidor? Como soube que ele iria me atacar. - Olhou de forma curiosa para mim – Comportamento dele estava estranho, se movia de forma descuidada diante do Lord, parecia suar. - Passei a mão pela nuca. - Parecia estar nervoso, acabei agindo por impulso em busca de me sacrificar por você. – Hm. - Disse pensativo. - Você explicou me chamando de Lord, mas no intervalo de tempo que estou falando com my Lady, deve ter me chamado de você mais vezes do que qualquer ser humano se atreveria. Ergui as sobrancelhas imediatamente ao notar os erros e dei tapinhas na minha boca. – Não se preocupe, na realidade eu acho extremamente divertido que ignore meu título. - Sorriu. - Me disseram que você é extremamente corajosa. Já quebrou mais regras no palácio do que minhas outras esposas em toda a vida. Senti minhas bochechas queimarem junto com formigamento no couro cabeludo. – Não se sinta constrangida. Você pode fazer absolutamente tudo que quiser, só com alguns limites... Não invada o espaço das outras, de resto fique a vontade. - Sorriu pegando a espada sobre a mesa. – Sim, my Lord. - Me ajoelhei sobre a cama olhando para ele. – Você me agrada como esposa, é bela e espontânea, corajosa e bonita... Você me questionou sobre suas dúvidas invés de guardar como as outras fazem. Devo dizer que sinto que será uma das minhas favoritas, adoro ser surpreendido. - Piscou em minha direção. Sorri, colocando os fios atrás da orelha. – Voltarei em breve para nossa consumação. Primeiro preciso lidar com as consequências do traidor. - Se aproximou de forma serena, beijou o topo da minha cabeça e saiu em seguida. Me atirei na cama com os braços abertos, me sentia nas nuvens. – Lady, Lady Irene veio para lhe ver. - Mey abriu a porta se inclinando. – Oh, já vou. - Me levantei batendo as mãos no vestido. - E... - Olhei em direção a dama. - Quero calças, dezenas delas. – Ca-calças? - Perguntou chocada. – Lord disse que eu deveria me sentir a vontade. Então com calças me sinto a vontade. - Sorri caminhando em direção a sala de chá. – Querida! - A loira correu em minha direção. - Sebastian te puniu? – Oh não. Ele foi extremamente gentil e conversou comigo. Voltará mais tarde. - Falei animada seguindo com ela em direção a mesa de chá. – Pegou ele de bom humor. - Sorriu olhando para mim. - Então, enfim ele virá consumar o casamento... Quer dicas? – Sim, estou ansiosa... Sou relativamente inexperiente nisso. - Me sentei diante da mesa. – Mas antes... Ele te disse porque não veio antes? - Olhou curiosa para mim. Suspirei, apoiando as mãos no vestido. - Ele simplesmente esqueceu que eu viria. – Esquecer uma das esposas não é do feitio dele... O campo de batalha deve estar o estressando. - Irene suspirou. – Ele te visitava com frequência? - Perguntei curiosa. – Sim, você sabe... O apetite dele nesse quesito dificilmente é saciado só com uma de nós. - A loira moveu os ombros. - Então ele sempre acabava no meu palácio. – Você é a favorita dele nesse aspecto? - Apoiei as mãos sobre a mesa vendo a dama nos servir. – Não diria a favorita, acho que nesse aspecto ele quer ser saciado, são instintos de demônio que eu não saberia te explicar. Eu sou a com maior resistência física para suportar ele. - Riu segurando a xícara. – É tão assim? - Ergui as sobrancelhas. – Minha querida... - Irene gargalhou. - Escute bem, o Lord não tem tantas esposas e esposo por luxo, somos uma necessidade. – Como assim? - Olhei surpresa. – Somos uma necessidade, acho que o Lord comentou por alto com a Paula uma vez, que ele precisa t*****r, para conseguir manter o corpo humano fora do submundo. - Apoiou o indicador na bochecha. - Algo assim, por isso ele tem tantas esposas, precisa de muito para manter um corpo tão... Gostoso como o dele. - Riu mais uma vez. – Ele dorme com todas na mesma noite? - Ergui as sobrancelhas. – Depende muito, se uma for capaz de saciar, uma basta, Anna quando chegou ocupava a noite toda do imperador. Hoje em dia por mais que ela seja a favorita dele e a primeira, ela não consegue mais saciar ele. - Cruzou os braços. - Então ele vai até Beast ou até mim. – E o Aslan e a Paula? - Perguntei curioso. – Paula é mais quando o imperador esta atrás de carinho e sexo mais... Delicado. Aslan pelo contrário, quando o imperador quer ir forte, sem se preocupar, quando ele está irritado ou teve um dia exaustivo. - A loira sorriu. - Cada um de nós é visitado em um dia da semana na agenda dele, mas ele acaba pulando para fazer visitas extras... Só Anna tem direito a dois dias com ele... Já que ela é considerada a imperatriz... Mesmo que... Não seja nomeada oficialmente. Ele nunca escolheu uma imperatriz formalmente. – Se ele visita as esposas de acordo com humor e dia da semana... E o restante? - Olhei curiosa. – Bem, Anna é quando ele precisa tratar de assuntos diplomáticos, ela tem um corpo que o imperador gosta muito, acredito eu, que ele deve f***r com ela falando sobre a paz dos continentes. - Riu. - Já Beast é a louca dos bichos, o Lord é completamente apaixonado por animais, provavelmente fodem falando sobre bichinhos e coisas assim. Comigo... Bem, eu era cantora, ele me tomou quando foi a um dos meus shows, eu gosto de cantar para ele... Ele gosta de me ouvir cantar, de não se preocupar com assuntos diplomáticos ou animais. Sebastian sabe que ele é o meu mundo... Que eu o amo tanto.... Então ele me visita para me ouvir cantar, gemer sonoramente por seu nome e para receber meu puro amor. Nós duas coramos com aquelas palavras. – Parece que todos tem suas funções... O que sobra para mim? - Perguntei curiosa. Antes que ela pudesse responder a dama de cabelos negros entrou se inclinando. - Perdão a intromissão, mas o Lord requer imediatamente que Lady Irene siga para o continente do Sul em busca de missão diplomática. – Mais uma terra para estabelecer a paz. - A loira se levantou. – Vai descobrir sua função, quando ele começar a te fazer perguntas, enquanto aqueles olhos vermelhos te desvendarem. - Piscou em minha direção saindo com sua dama. - Nos vemos em breve amiga. Acenei me despedindo em seguida enchi os pulmões de ar. Definitivamente era coisa demais para se pensar, gostaria de esvaziar a cabeça um pouco. – Senhorita, as calças foram providenciadas. - Mey disse olhando para mim. – Ótimo, isso é o que eu queria. - Me levantei imediatamente. - Que horas são? – Quatro da tarde. - Disse me seguindo. – Os soldados do Lord ficam até que horas em treinamento? - Sorri animada. – Até as oito. - Disse entrando comigo no quarto. – Isso. É perfeito. - Comecei a me desfazer do vestido com ajuda dela. - Vou treinar espada com os soldados. – My Lady, no palácio principal só tem o exército privado do Lord, todos homens. Vai entrar e se misturar com eles? - Me olhou chocada ao me ver vestir as calças. – Qual o problema? Meu marido disse que todas as minhas vontades devem ser feitas. - Sorri animada. - Vamos para o campo de treinamento. – Oh por Satã, ele já sabia que você era imprudente só de olhar, não poderia estar mais certo. - Mey corria atrás de mim outra vez em direção ao campo. Lá estava acontecendo o treinamento, os soldados balançavam suas espadas em direção ao bonecos de madeira, junto deles outros lutavam entre si. Minha chegada no campo fez com que todos se apoiassem em um único joelho e um unissom saiu. – Bem vinda, my Lady. - Todos falaram de cabeça baixa. – Não precisam de cerimônia, temos o mesmo ideal no final das contas. - Sorri animada. - Vamos treinar. – Lady, adoraríamos, mas se um único fio de cabelo seu for perdido, seremos sacrificados. - Disse um soldado mais corajoso. – Ele disse que minhas vontades devem ser atendidas, se minha vontade é que um de vocês corte meus cabelos na lâmina, acredito que não haverá consequências. - Puxei uma longa espada prateada. - Quem virá contra uma das rainhas desse Lord? Xiao estava ali treinando os soldados e observando a situação em completo silêncio. – Eu vou. - Um dos soldados se prontificou. Obviamente ele esperava que eu uma bela mulher da realeza e agora esposa do Lord não fosse tão boa nisso. Não sabia o quanto estava errado. Havia duelado várias vezes contra dezenas de homens diferentes, já havia ligado para defender nosso lago ainda mais vezes, então eu estava longe de ser r**m com uma lâmina. Diferente de todos aqueles homens, eu não usava uma armadura para lutar, nem escudo, uma única espada me bastava. Me posicionei diante do soldado, com meus passos sutis e gentis, eu bailava girando e esquivando, enquanto contra atacava, sem intuito de ferir. Não sei quanto tempo passei ali, mas com certeza derrotei muitos homens do exército particular do Lord. – Há algo de errado aqui... Vocês deveriam ser a elite, porque não são? - Apoiei a mão livre da espada na cintura. – Nosso treinamento é baseado em atacar somente, nunca defender ou contra atacar. - Um dos soldados moveu os ombros. – Imperador se recusa a lidar com defesa. Ele acha que por seus soldados serem demônios eles devem resistir. - Xiao suspirava. - Quem sou eu para retrucar o rei dos continentes. – Que estratégia horrorosa. Pode funcionar para um bando de selvagens... Vocês dominaram todos os continentes com essa estratégia? - Ergui as sobrancelhas surpresa. – Sim. - O treinador assentiu. – E porque agora estão tão fracos? - Corri os olhos pelos soldados. – Muitos de nós descobrimos a dor em campo de batalha, por mais que sejamos demônios, ainda assim sentimos dor... Isso causa um enfraquecimento no exército, um medo de sentir a dor outra vez... Isso nos torna mais hesitantes. - Um dos soldados explicou. – Precisamos falar com imperador sobre isso... Sobre tudo isso. - Apoiei a mão no queixo. – Eu estou interessado nisso... Eu achava que a Lady não sabia de absolutamente nada, só queria demonstrar poder, mas fala de forma experiente. Estou tentado a provar um pouco da vossa força. - Xiao desebainhou sua espada. – Espero que faça eu me esforçar, já que seus soldados não fizeram. - Disse com um sorriso m*****o. Antes que eu pudesse dizer outra coisa o homem veio de uma vez em minha direção, me fazendo desviar e contra atacar. O som alto das lâminas batendo, junto com nossa movimentação feroz contra o outro, fez com que todos os soldados ali presentes circulassem a batalha para observar. Louis e Sebastian pararam ao ver a quantidade de homens ali parados. – O que está havendo no campo de treinamento? - O moreno franziu o cenho. – Deve ter aparecido algum pródigo em luta, faz anos que não os vejo em alvoroço assim. - O loiro cruzou os braços. O Lord chamou um dos soldados e gentilmente perguntou. – O que está havendo? O soldado ficou de várias cores de uma vez, vermelho pela aproximidade do Lord, que não só causava sensação estranhas nas mulheres como nos homens também, em seguida amarelo de desespero por lembrar uma das esposas dele que estava lá criando aquele alvoroço e por último branco de medo, pela reação do imperador. – Diga. - Reforçou a pergunta. – A nova Lady... Ela esta duelando contra senhor Xiao. - Disse com a voz trêmula. As sobrancelhas do demônio foram erguidas em surpresa. Ele caminhou entre os soldados abrindo um caminho que Louis também seguiu. Deitado no chão estava o treinador do exército dele, com a lâmina contra o pescoço, a esposa dele apoiava o joelho contra seu peito e a lâmina afiada contra a garganta masculina que engolia a saliva com dificuldade. Sebastian estava perplexo com a cena, não sabia o que dizer, demorou alguns segundos para processar tudo, até todos começarem a aplaudir. Me inclinei para agradecer pela luta e me levantei sorridente. – Então você derrotou o treinador do exército. - O sotaque charmoso chamou pela minha atenção. Lá estava o Lord Demônio com os braços cruzados diante do peito. Me inclinei diante de sua presença. – Se erga, vamos ver o quanto você é boa. - O moreno agarrou a espada que carregava consigo na cintura. – Jamais iria duelar contra o meu senhor. - Disse timidamente. – É uma ordem, my lady, preciso defender a honra dos meus homens. - Retirou a capa a jogando para Louis. A ordem do imperador era unânime. – Sim, my Lord. - Me posicionei. – Excelente. - Ele se posicionou do outro lado. Lord não facilitou para mim, muito pelo contrário, ele veio com tudo. Nossas lâminas colidiam com força, de frente um para o outro, ambos empurravamos para cima do outro. Estávamos nos encarando, as espadas cruzadas entre nós e nossos olhares atentos. Era terrivelmente difícil focar na batalha com tamanha beleza tão próxima aos meus olhos. Sebastian era diferente dos soldados, ele já havia sentido a dor e mesmo assim não hesitava em sentir outra vez se fosse necessário. Ele vinha com tudo contra a minha lâmina pouco se importando se isso iria o ferir. Era assim que provavelmente todos aquele soldados lutavam antigamente, mas diferente do líder que desejava a vitória de qualquer forma, eles temiam a dor agora. Nos afastamos e deixamos outra vez que nossas lâminas colidissem se forma ensurdecedora, mesmo com todos meus giros e táticas de dança junto da esgrima não eram o bastante para desviar dele e contra atacar. Era forte, nenhum de nós dois estava decidido a se render. Mas em um exato ponto, quando o fui com tudo em direção ao Lord, podia ver minha lâmina a poucos centímetros de seu rosto, ele imediatamente bateu a espada com uma força descomunal contra a minha, fazendo com que meu braço se erguesse e a espada escapasse. Ergui a cabeça para ver onde a lâmina iria cair e ao olhar outra vez, senti a brisa fria passar por meu pescoço, ao abaixar o olhar pude ver a lâmina dele apontada para meu pescoço. Eu havia perdido. A espada que caía foi segurada por ele antes que atingisse o chão. Todos aplaudiram surpresos e emocionados, pareciam revigorados depois de nos assistir. Sebastian afastou a lâmina do meu pescoço e me entregou a espada que havia me tomado. – Devo admitir, você é surpreendentemente boa nisso. - Sorriu me olhando nos olhos. – É uma honra escutar isso de você. - Sorri ainda mais largo. – Louis cancele qualquer a fazer que eu teria no dia de hoje. Vou passar o restante do dia com essa minha esposa e os soldados, depois iremos para o palácio dela. - Disse tranquilo Ergui as sobrancelhas surpresa e não pude evitar sorrir ainda mais. – Quais recomendações a minha Lady tem para meus homens? Estou interessado em saber suas táticas e estratégias de batalha. - Piscou em minha direção.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD