Raul
— Que demora nicolas.— falo assim que ele entrou no carro depois que paramos em uma confeitaria com o nome A melhor da cidade, com uma carinha feliz e não sei porque mais acabei sorrindo daquilo, pois esse nome me fez lembrar de quando Abigail fazia algum bolo e ela sempre falava que era o melhor da cidade, deixo esses pensamentos de lado e foco em Nicolas que responde começando a comer um pedaço de bolo e eu dou partida no carro para casa, pós hoje o nosso dia foi um pouco cheio.
— Desculpas pai, eu acabei me distraindo um pouco com a vendedora ela é bem simpática, quero voltar aqui mais vezes, o bolo dela é uma delícia.
— Tá bom, mais da próxima vez não demora tanto eu vou te deixar em casa e vou me encontrar com o Bernardo.
— O seu advogado?
— Sim
— Vão falar sobre o que? É sobre o assunto dos meus pais?— ele pergunta esperançoso
— Sim, mais não fica com muita expectativa não, pois não sei o que ele vai mim dizer
— Tá bom pode deixar. — Cerca de alguns minutos depois chegamos em frente a casa dos meus pais, eu estaciono o carro e Nicolas desce.
— Qualquer coisa você pode ligar pra mim , voltarei assim que terminar
— Tá bom. — ele entra dentro de casa e eu dirijo para o escritório de Bernado, chegando lá desco e como ele já estava me esperando eu entro direto, apenas falo meu nome para a recepção, dou uma partidinha na porta e escuto ele me dando autorização para entrar, faço o que ele pediu e sento em uma cadeira que tem em frente a sua mesa.
— Olá Raul a quanto tempo?— Trocamos um aperto de mãos
— Verdade, mais fica tranquilo que agora você vai me vê muito.— falo e começamos a rir.— Mais então, o que você tem para mim?
— Algumas notícias boas e outras não muito boas.
— certo, vá direto ao ponto, comece com a boa
— Certo , eu procurei o paradeiro da Abigail e descobrir que ela está morando aqui na cidade.
— Uau, isso é sério mesmo? — pergunto feliz
— Sim, mais infelizmente ainda não consegui o endereço certinho, mais alguns dos meus homens estão procurando por Isso, mais eu tenho algo mais importante que você precisa saber.
— O que é?
— Eu acabei descobrindo
na ficha médica que ela deu a luz a um filho a dez anos atrás.
— O que? Como assim perdeu um filho?— pergunto indignado
— Isso mesmo que você ouviu.— fala Bernardo e eu fico sem conseguir pensar direito, como assim ela teve um filho? Será se ele é meu filho? porque ela não me contou? .— e sobre a criança você descobriu alguma coisa?
— Infelizmente não, mais eu tenho algo para falar sobre o caso do Nicolas
— Pode falar que eu estou te ouvindo.
— Eu falei com uma feira e ela disse que não se recorda muito do que aconteceu na noite em que o Nicolas veio para o orfanato.
— O que rolou entre essas coisas que vocês conversaram?
— Então ela disse que na noite em que ele foi deixado lá, ele tinha acabado de nascer, e quem entregou a criança foi um homem vestido de enfermeiro, ela falou que ele disse que tinha encontrado o bebê em uma lata de lixo.
— Como isso é possível, como o ser humano pode fazer isso com uma criancinha recém nascido?— falo indignado
— Infelizmente tem pessoas com essa coragem
— Pois é, eu quero que você descubra tudo sobre o filho que a Abigail teve, porque talvez esse filho possa ser meu, e mesmo que ela não queira mais negócio comigo eu tenho o direito de permanecer na vida do meu filho, mesmo que dez anos depois.
— Certo, qualquer novidade eu te aviso
— Pronto, obrigado por tudo.— Me despedi dele e voltei para o meu carro e antes de começar dirigir para casa eu fui para a praia que ficava localizada alí perto, será que esse filho da Abigail é meu? Mais se é porque ela não me avisou? Foi ela que terminou e não eu! Mais que droga.— eram tantos pensamentos que eu não sabia o que pensar, mais de uma coisa eu tinha certeza eu vou descobrir de tudo e Abigail vai ter que me explicar essa história muito bem certinho.
Abigail
— Olá Angel que sorriso grande é esse?
— Eu tirei nota dez em matemática tia.— ele fala todo alegre
— Mais que felicidade meu amor, eu sei que você é um menino inteligente, e por isso vou te dá uma recompensa, o que você quer comer?
— Pode ser uma coxinha de chocolate?— ele fala com a carinha de sapeca
— Pode sim, vai lá pegar
— obrigado.— ele corre até a vitrine e Cecília que estava me olhando pergunta.
— Está tudo bem com você amiga?
— Sta sim porque?
— Estou te achando um pouco mais relaxada, mais feliz
— E eu estou mesmo kkk o motivo eu não sei, mais estou melhor.— digo começando a fechar a loja.
— Eu estou vendo
— Teve um garoto aqui hoje e amiga ele é a cara do i****a do Raul, com certeza é o filho dele, o nome dele é Nicolas , acredita que ele disse que eu sou bonita?
— então é por isso que você está assim toda feliz né
— Talvez.
— Tá bom então.
Saímos da loja e ela me deu carona para a minha casa e chegando lá do lado de fora eu já comecei a ouvir meus pais discutindo.
— o que será que aconteceu para eles estarem assim?
— Eu não sei, eles sempre brigam por coisas bobas
— Tudo bem, tchau amiga
— tchau.— me despedi de Angel e entrei dentro de casa e assim que meus pais notaram a minha presença eles pararam de discutir e eu achei isso muito mais estranho principalmente a minha mãe que estava fazendo de tudo para me evitar.