Bruna ✨
Na quarta-feira acordo cedo e começo a arrumar minhas coisas, hoje vou da agência direto para a Pride, e vai ser bem corrido. Eu tinha dito ao Henrique que iria pegar a sexta e o sábado também, mas agora com essa viagem do Ph, vou precisar cancelar. Eu aceitei a proposta dele sem saber que seria assim tão longe, mas tudo bem, eu amo o Rio, e cuidar do Matheus não vai ser nenhum trabalho. Só fico m*l de estar cobrando do Ph pra isso..
Arrumo minha bolsa colocando um tênis e calça jeans, uma blusinha preta e algumas outras coisas. O meu uniforme da agência é blusa social, saia lápis e salto alto, já acostumei bastante com essa roupa, porque trabalho lá na agência a quatro anos e meio, desde que vim morar aqui, fiz a minha faculdade toda graças a esse trabalho, e criei um carinho especial com todos de lá, agora que vou sair pra trabalhar no que me formei, fico feliz por todos me apoiarem, inclusive minha chefe que sou assistente a três anos. Estou treinando uma outra menina para ficar no meu lugar, e a minha chefe me libera sempre que preciso ir a alguma entrevista..
Quando arrumo todas as minhas coisas, saio de casa e vou caminhando até a agência. O Ph me disse pra usar o carro dele mas nem se eu quisesse iria precisar usar, moro bem perto do meu trabalho, inclusive escolhi esse apartamento depois que já estava tudo certo na agência, então foi ótimo pra mim. Da boate pra cá que preciso pegar Uber, mas ainda sim é de boa.
O dia demorou passar mas foi tranquilo, troquei de roupa no banheiro dos funcionários e peguei um Uber para a boate. Dentro do carro fui respondendo as mensagens que tinha, hoje como fiquei muito dentro da sala de reunião com minha chefe, não consegui pegar no celular direito.
Que horas posso passar aí? - Fico olhando pra mensagem do Ph e tentando lembrar se marcamos algo. Mas eu deixei claro pra ele que iria voltar a trabalhar à noite. Será que ele pensou que eu ia desmarcar?
Como assim? Estou indo trabalhar! - Respondo ele e vou para a conversa da Ju. Domingo nós fomos ao cinema a noite e ela me fez contar todos os detalhes sórdidos da noite com o Ph. Sorri muito dela falando que foi só o João apresentar ela pra família dele, que já fez ela perder o interesse. Nunca vi uma mulher tão contra relacionamento sério, e não é por já ter sofrido ou algo assim, ela simplesmente ama ser solteira e não quer mudar isso de forma alguma, libriana livre, cheia de contatinhos, que não consegue escolher apenas um só, a sua meta é encontrar o melhor sexo da vida.
Quando desço do Uber o meu celular começa a vibrar, vejo que é o Ph ligando e atendo.
- Achei que você ia cancelar, já que tem outro trabalho agora. - Ele fala tentando parecer indiferente, mas vejo a preocupação em sua voz. Mesmo sabendo que não é por ciúmes, que é pelo assédio, eu ainda sim me estresso com sua insistência nisso.
- Eu já tinha feito um compromisso, não ia fazer ele cancelar a folga de alguém por minha causa. Já não vou no fim de semana, por conta da viagem, mas pelo menos ele vai ter mais tempo de achar alguém pra ficar no meu lugar. - Falo depois de respirar fundo.
- Posso ir pra aí? - Ele pergunta.
- É melhor não Ph, aquele dia deu muita confusão. Eu agradeço sua preocupação, mesmo que esteja me sufocando um pouquinho, porque sei que posso me cuidar, então pode ficar tranquilo tá bom? - Falo tentando não parecer grossa.
- Você é muito parecida comigo. - Ele sorri e eu já estou guardando minhas coisas no armário. - Sei que estou sendo um pé no saco com isso, mas não tô querendo te pressionar nem nada, apenas tô preocupado porque sei que esse cara não é confiável. Mas qualquer coisa me avisa, beleza? - Ele fala e eu sorrio achando fofo seu jeito te falar. A gente se despede e eu desligo indo para o bar. A noite é bem cansativa e cheia, mas nada de r**m acontece, o Henrique se mantém longe e só fala comigo o essencial. No fim do expediente quando estou saindo, ele se oferece para me deixar em casa, mas não aceito, se fosse algumas semanas atrás isso seria a coisa mais normal, porém hoje eu não quero arriscar.
- Me desculpa novamente. - Ele fala se aproximando enquanto espero meu Uber.
- Tudo bem Henrique, já foi! - Falo.
- Te ver com aquele cara me fez pensar que eu deveria ter investido mais na gente. - Ele fala afastando meu cabelo do meu rosto.
- Não deveria não. - Ele começa a falar algo e eu logo corto. - Meu Uber chegou, tchau! Boa noite! - Falo saindo e revirando os olhos. Era tão melhor quando éramos só amigos.
No dia seguinte o Phelipe m*l falou comigo, eu estava muito cansada por ter dormido pouco, e ainda ter que trabalhar à noite de novo, então com a correria do dia e o cansaço, não liguei muito pra isso. Na sexta foi a mesma coisa, eu estava com muito sono, no trabalho foi uma loucura porque a minha chefe está abrindo outro escritório para a agência, então tá tudo muito corrido.
Quando chego em casa dou de cara com minha mala aberta na cama, e quase nada dentro dela. Lembro do Ph e da mensagem que me mandou mais cedo me avisando que passaria aqui.
Melhor que eu vá encontrar vocês na sua casa, assim levo o seu carro.
Respondo pra ele e vou tomar um banho, já é 18:15 não comi nada a tarde, preciso me arrumar e arrumar a mala, marcamos às 19, estou muito ferrada.
Festinha hoje?
Quando saio do banho vejo a mensagem da Ju, esqueci de avisar pra ela que vou viajar com o Ph. Mando um áudio explicando e ela me liga na mesma hora.
- Não acredito que você vai viajar com o delicia! E de novo né? - Coloco o celular no viva voz e vou arrumando minha mala.
- Não é nada demais, ele quer me ajudar com a grana que preciso juntar, e ele precisa de uma babá. - Falo jogando alguns biquínis dentro da mala e duas saídas, vai que preciso.
- Isso e todo sexo que vocês querem fazer né? - Ela fala sorrindo e eu confirmo.
- Não sei se vai dar, por conta do Matheus. m*l nós beijamos fim de semana passado, porque na frente dele somos só amigos, o Ph não quer confundir a cabeça dele. E acho que não vamos ter privacidade pra isso né. - Explico e ela concorda.
- E a louca da Fernanda Dourado? - A Ju me pergunta depois de um tempo de papo quando já estou fechando a mala finalmente arrumada.
- Amiga eu não sei, acho que ela só deu uma de doida aquele dia mesmo. Se fosse surtada mesmo já teria até vindo atrás de mim. Enfim. - Falo vestindo uma calça jeans flare, um cropped vermelho e tênis branco. A gente fica conversando até eu terminar de me arrumar toda e pegar minhas coisas saindo do apartamento.
- Domingo quero saber de cada detalhe. E por favor Bru, não se apaixona! Você é a última amiga solteira que tenho! - Ela faz uma voz dramática e eu sorrio. Nos despedimos e desligo já entrando no elevador com uma mala pequena e uma bolsinha de lado.
Destravo o carro do Phelipe, coloco minha mala no banco de trás e entro, mando uma mensagem pra ele pedindo a localização porque não lembro mais chegar na casa dele. Aviso que estou saindo de casa e vou. Demoro a chegar, pegando um pouco de trânsito. Na quinta quando perguntei se não era bom já comprar minha passagem e ver a questão de hotel, o Ph me disse que iríamos no jatinho dele, e que ele tem um apartamento na barra, praticamente esfregando na minha cara esse luxo.. brincadeiras a parte, nossa realidade é muito diferente, eu estou trabalhando igual uma louca a semana inteira pra dar conta da minha despesa, da ajuda que dou aos meus avós, e ainda dessa dívida maldita do meu tio. E o pior é que quem ver de fora vai achar um absurdo eu estar "cobrando" pra olhar o Matheus. Me sinto péssima com isso, mas só aceitei porque preciso acabar logo com esse inferno que está na vida dos meus avós. A vida do Ph é bem diferente da minha sim, mas não trocaria a minha independência, saber que paguei minha faculdade sozinha, e que vivo muito bem sem ter que tocar no dinheiro sujo que meu pai me deixou. Nem eu nem meus avós quisemos usar, eu ainda mantenho em uma conta apenas pelo medo de saber o quanto eles estão ficando de idade e sem nenhum plano de saúde, se um dia precisar usar esse dinheiro, vai ser pra cuidar deles. Mas quando eu estiver trabalhando na minha área, vou doar cada centavo desse dinheiro sujo que só trouxe tristeza e dor pra minha família. Eu odeio até mesmo pensar nesse assunto.
Chego a casa do Ph meio pensativa, ele me abraça e o Matheus corre pra falar comigo.
- Você demorou titia! - Ele fala e eu sorrio.
- Me desculpa amor, acabei pegando trânsito. - Explico. - Mas olha o que eu trouxe pra gente comer no avião? - Falo pegando um pacote de fini da minha bolsa e ele começa a pular alegre. Durante todo o voo, converso mais com o Matheus do que com o Ph, ele está super estranho, distraído e distante. Fico pensando se aconteceu alguma coisa, mas ele não me dá espaço para perguntar.
Quando chegamos, tem uma pessoa esperando a gente com um carro do Ph. Ele coloca nossas coisas no porta malas e o assento do Matheus. Assim que entramos pergunto se está tudo bem.
- Sim, só alguns problemas. - Ela fala e sorri torto me olhando.
Ao chegar no apartamento, o Matheus já está dormindo no carro, o Ph fica com as nossas malas e eu pego ele no colo. Subimos para o apartamento e ele vai me mostrando onde fica o quarto do Matheus. Depois de colocar ele na cama volto pra sala e ele está fechando a porta.
- Tá com fome? - Pergunta.
- Sim. - Dou de ombros. É horrível pensar que a pessoa está estranha com a gente sabe? Ele não é assim, mesmo que o conheça a apenas duas semanas eu sei que ele é muito mais caloroso, conversador é curioso. Nós meio que estamos sem assunto, e isso é muito chato. Não sei o que eu possa ter feito pra ele estar agindo assim, e também não sei se é realmente algo comigo, talvez ele só esteja mesmo com algum problema.
Me sento no sofá tirando meu tênis e ligo a televisão. Prendo meu cabelo em um coque e ele tira o olho do celular pra me olhar, me inclino tirando minha meia e seus olhos vão para o meu decote, subindo para o meu pescoço. Quando nossos olhos se encontram ele desvia o olhar para o celular.
- Vai me dizer o que tá acontecendo ou não? - Pergunto sem paciência. Por que ele tá me comendo com os olhos em um momento e depois agindo como se nada tivesse acontecido?
Ele respira fundo e joga a cabeça pra trás encostando no sofá. Olhando para o teto me fala:
- Eu não sabia que você é ex namorada do Léo. - Ele me olha e eu abro os olhos surpresa. - Ele é meu amigo a anos, e me ligou ontem me enchendo a p***a da paciência porque soube de nós dois.
- Não durou nem seis meses o nosso rolo. Eu.. também não fazia ideia de que ele era seu amigo. - Falo sem acreditar. São Paulo é um ovo mesmo!
- Ele pediu pra eu ficar longe de você. - Fala me olhando meio.. triste? E me deixando incrédula com a audácia do Leandro. Que raiva! Namoramos ano passado, por pouquíssimo tempo, ele me traiu e eu nem mesmo liguei pra isso, apenas segui minha vida, e agora ele se vê no direito de pedir para que o Ph se afaste de mim. Escroto!
- E você? - Pergunto irritada.
- Te trouxe para viajar comigo! - Ele fala abrindo os braços e sorri de leve me olhando.
- Se arrependeu? Por isso está me tratando assim? - Pergunto p**a.
- Te tratei m*l? - Ele franze as sobrancelhas me olhando de lado.
- Não. Mas está estranho, distante. Quer que a gente pare de ficar? Por mim tudo bem, só não precisa agir assim. - Falo irritada, mas com um tom de voz baixo, com medo de acordar o Matheus.
- Eu nunca fui bom em seguir ordens de ninguém. Quero estar com você, mesmo que tenha que perder uma amizade pra isso. - Ele fala sério se inclinando com os braços apoiados nas pernas, e me olhando no olho.
- Ele não tem o direito de te pedir isso. - Falo brava.
- Eu não me importo, ele logo supera e entende que isso não tem nada a ver. - Ph fala me olhando. - Seria muito mais fácil já ter acabado com isso aqui. - Ele balança o dedo pra nós dois. - Mas não consigo, quero estar com você, te conhecer mais, fazer coisas que desejo desde o primeiro dia, e ainda não deu tempo. - Ele fala me olhando com uma p**a cara de safado. Seus olhos estão em minha boca, depois vão descendo pelo meu corpo e é muito surreal o tanto que já me acende, simplesmente ele me olhando como se fosse a coisa mais gostosa do mundo.
- Acho que o fato de ser tão complicado, me deixa mais excitada e com vontade de viver isso. Só pra contrariar sabe? - Falo baixo, devagar, olhando pra ele com o mesmo desejo.
- f**a-se! - Ele levanta e vem como um predador pra cima de mim, vai me deitando no sofá e prendendo meus braços com uma mão, acima da minha cabeça. Sua boca encontra com a minha e eu começo a matar toda a vontade e desejo que estava da sua boca e do seu corpo colado no meu.
———————————————————————————
Quanto mais vocês comentarem, mais vem a continuação desse hot hot ??
Votemmmm ????