CAPITULO 1

1246 Words
Nunca acreditei em amor verdadeiro. Na verdade, toda essa balela não passava de histórias de livros de romance que eram feitas apenas pra vender livros e induzir idiotas a acreditarem que no fim, todos estão destinados à um amor do “felizes pra sempre”. Se fosse assim, teria dado certo com o Brian, meu namoradinho de ensino médio. O gostoso da turma, que chegou no meio do semestre simplesmente pra estudar no colégio militar e era aclamado por todas como se fosse um Deus. Bela bosta! Tinha mais músculo do que cérebro, p***o minúsculo do tamanho de um amendoim com Casca (pois sem casca ele ficaria ainda menor), deve ser por conta do monte de bomba que ele injetava pra ficar grandão e passar pros idiotas da sala que ele só malhava e tinha dieta regrada. Ah tá! Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece. De fato! Esqueço nenhum dia desse maldito que me abandonou no dia da nossa formatura, carregando com ele minha virgindade e a líder do time de handebol do colégio em seu carro. Depois, quando entrei pra faculdade, teve o monitor da turma. Eu jurava que aquele pirocudo delicia pudesse ser o cara da minha vida. Doce ilusão né Lua? Fez do meu coração igual se faz com carrapato de cachorro quando a gente encontra: matou na unha, tacou álcool e fogo.  Na verdade, percebei depois que ele monitorava na verdade era peito e b***a e pra um moreno alto de olhos verdes meu amor, oferta e disponíveis é o que não faltava. Ainda bem que saí da vida dele, pois ele teve a audácia de engravidar ao mesmo tempo três garotas da turma. E detalhe, uma não sabia da outra e foi expulso da faculdade pela má conduta, já que recebia inclusive pra ser monitor e deveria nesse caso tratar as alunas como se ele fosse um professor. Mas é como minha saudosa mãe sempre diz: todo dia sai um bobo e um perto de casa. E o m*l do esperto é achar que só a mãe dele que fez filho inteligente. Ele só não contava que uma das grávidas era filha de um político famoso da cidade. E o pai da garota garantiu que ele não entrasse em nenhuma faculdade do estado. Sei lá, queria saber o que se deu dele, viu? Porque olhaaaaaa, ele mereceu todos os esculachos. Graças a Deus eu sempre exigi que ele usasse camisinha. Quando fiz 21 anos dei um tempo dessa vida, pois tinha finalmente encontrado o cara certo – ou achava que tinha né – quando comecei trabalhar na Parlatorium Strip. Foi api que eu conheci o abençoado número três. É... devo admitir que só de pensar nele aqui eu chorei (e eu nem tô te dizendo por onde, viu hahaha). Marlon. Na época ele era o cara que ficava por conta de dar as fichas na mesa de pôquer da boate, e eu, servia bebidas a noite toda praqueles caras riquinhos que iam lá, bebiam, ´pagava bebidas acreditando que no fim da noite a mulherada ia dar pra eles e no fim, saiam no zero a zero. Meu cliente favorito nesse ramo, era Alex. Ele chegava com o carro lotado de novinhas, pedia as bebidas mais caras da boate, champanhe do mais caro e jurava pra mim que ia comer todas no fim da noite. Eu ria, revirava os olhos e apenas desejava boa sorte, e no fim, as garotas encontravam carinhas mais novos e saiam da boate sem nem dizer tchau. Tadinho. Ainda bem que ele encontrou um amor de verdade e tá com a Bruna até hoje. Ok que ela não é lá flor que se cheira e tá com ele só pela grana, e ele ta com ela só pela juventude dela e pelo sexo que a bonita deve fazer. Mas tá de boa... eles são brancos que se entendam. Já dizia minha mãezinha. Mas voltando ao Marlon, ele falava que durante o dia fazia parte da área de vendas e a noite ficava na boate. Não posso dizer que tivemos um romance. A gente tinha era um sexo fora do comum. E de todas as vezes que me lembro dele, ou eu estava bêbada sentando nele, ou estava debaixo dele. Basicamente era isso, mas achava que ele me amava. Não sei se por conta da cachaça nossa de cada dia, ele fazia questão de me dizer isso todos os dias. Durante os 4 meses que ficamos juntos, a gente bebeu, nadamos na piscina do hotel  em que a boate fazia parte, e metemos como se não houvesse amanhã em uma das suítes luxuosas. Eu era amiga do Patrick, um gay mara que fazia a faxina do hotel. Eu sempre dava bebida pra ele e os amigos de graça na boate quando ele estava de folga e ia curtir um rolê, e por conta disso, ele me cedia a chave de uma das suítes pra eu e o Marlon transarmos. Motel pra que né mores? Até o dia em que Marlon foi pego por uns caras, levado com eles em um carro escuro após o expediente e soubemos um mês depois que ele apanhou muito e quase morreu. Descobrimos também que a coça foi por conta de drogas que ele estava devendo e havia roubado uma grana do dono da boate quando foi contabilizar o caixa dos jogos. Só sei dizer que ele foi embora sem deixar rastros e quando se recuperou, apenas buscou suas coisas e foi embora sem nem um telefonema. Creio que tivesse jurado de morte. O último erro da minha vida – e coloca erro nisso - prefiro chamar de castigo. Foi o motivo de eu achar que amores não existem e que foi só uma coisa inventada por pessoas pra venderem cartões postais, ursos de pelúcia, cestas de café da manha no dia dos namorados e claro, os famosos livros de romances. Se chamava Wesley, mas pode chamar de capeta se você quiser, e não. Ele nãos e parece nem um pouco com aquele gostoso do Lúcifer da série da Netflix não.... quer dizer, no corpo, na sensualidade, na cara de puto safado, no jeito de pegar uma mulher e jogar ela na parede pra iniciar umas preliminares, com toda certeza do mundo que sim. Era um executivo de postura, falava baixo, porém de forma firme. Tinha uma barba cerrada, com o contorno detalhado e certinho do cavanhaque. Pera, executivo o c*****o né minha gente? O cara era um agiota dos mais fodidos que existia. Depois que terminamos, descobri que ele matava várias pessoas e ainda por cima tinha aberto uma agência de “modelos”, que na verdade fazia tudo um book rosa, ou as sugas babies como agora está na moda. O mesmo maldito que emprestou dinheiro ao meu pai sabendo que meu pai não teria condições de pagar. Primeiro ele tentou me chantagear à mim dizendo que poderia pagar o tratamento de câncer da minha mãe caso eu voltasse pra ele. Minha mãezinha que me perdoe, mas eu jamais voltaria com o cara que me bateu em um de seus acessos de fúria pra ter o dinheiro de tratamento.  Eu morria de trabalhar pra fazer de tudo pra pagar, como fiz, mas jamais voltaria pra ele. Eu jurava que ele poderia me dar o céu. Aliás era isso que ele me prometia. Na verdade, ele não só me deu. Como me fez conhecer o inferno.
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