A lua alta derramava sua luz prateada sobre os telhados do castelo, iluminando torres e muralhas que pareciam erguer-se contra o céu noturno. O Rei Alfa, Lucian Valeborn, permanecia diante da janela de seus aposentos, as mãos firmes apoiadas no parapeito de pedra. Desde que deixara a matilha de Dorian Blackthorn, havia um peso em seu peito que não conseguia explicar. Era como uma inquietação invisível, um arrepio constante na pele, como se tivesse sentido a presença de algo que não deveria estar ali. Algo escondido. Majestade? ... a voz grave de seu conselheiro o tirou do transe. Lucian não se virou. Nada está errado no papel, Caedmon. Mas algo… me escapou. O conselheiro aguardou em silêncio, acostumado com as pausas reflexivas do Rei. Lucian finalmente se afastou da janela, o olhar du

