Gabriela ainda tentava repensar em tudo que aconteceu nas ultimas horas, ter o corpo de sua garota em cima do seu era de fato maravilhoso, mas não conseguia deixar de pensar na confusão que seria, afinal ela só tem quinze anos.
- m***a!
A loira mais velha fala baixo, logo vendo a menor se mexer. Diana respirou fundo, então se dando conta do que aconteceu, mexeu seu rosto contra o pescoço da outra que sorriu com a visão dela coçando os olhos. Sexy! Gaby pensou, mas logo suspirou para tirar esses pensamentos, pois não devia pensar nisso. Quinze anos, quinze anos, quinze anos, ela repetia mentalmente para não se esquecer de novo.
- Hum... Bom dia. _ Diana disse, levantando a cabeça lentamente, os olhos verdes encontraram o azul da outra que sorriu, impossível não se apaixonar, linda, meiga e angelical.
- Bom dia, princesa.
- Desculpa, eu dormi em cima de você.
- Não se preocupe, foi a melhor noite da minha vida. _ Elas se encaram, agora sem saber ao certo o que dizer. – Hum... Eu... Eu vou ao banheiro, tudo bem?
- Claro, eu... Eu espero aqui.
Gabriela desce da cama rapidamente, foi ao banheiro e se olhou no espelho, era um luxuoso quarto de hotel, não poderia ser diferente, afinal a garota é uma Belfort, se não a mais rica, uma das mais ricas famílias do país. Respirou fundo e fez sua higiene.
- Controle-se.
Dito isso ela sai do banheiro, porém não estava preparada para o que veria, bem no momento que voltou ao quarto, Diana estava trocando de roupa, especificamente, tirando a camiseta enorme que usava, mostrando a lingerie branca.
- p**a m***a!
A loira mais velha disse, queria sair dali, dar privacidade, mas como fazer isso se seu corpo todo não lhe atendia, sua respiração ofegava, o coração acelerava e as pernas tremiam? Parecia cena de filme e tudo estava em câmera lenta. Diana não se deu conta da presença da outra, caso contrário se envergonharia, o fato é que a garota não se sente tão confortável com seu corpo, apesar de ser linda. A loira não tem o corpo nos padrões de beleza, magra, alta, ainda que loira e olhos verdes, ela se acha “gorda”, mas a verdade é que suas curvas enfeitadas com o preenchimento a deixava perfeitamente linda, todos viam isso, com Gabriela não seria diferente.
- Eu... _ A menor ao ouvir a outra, trata de puxar o lençol para perto e se cobrir.
- Desculpa, não queria te assustar.
- Tu... Tudo bem, eu... Eu vou ao banheiro.
Diana sai, puxando o lençol e largando a outra sem entender muita coisa. Mas ainda com a imagem da loira só de lingerie a deixando sem ar, ela a queria, quer e pelo que viu, vai continuar querendo por muito tempo. Desejo tomou conta da sua razão.
- Quinze anos, Gaby, quinze anos. _ Repetiu, tentando se livrar daqueles pensamentos. – d***a, com certeza ela deve ser virgem, como... Ah, eu estou ferrada.
Foram suas palravas antes de se deitar na cama. Dentro do banheiro, Diana jogou um pouco de água no rosto, prendeu seu cabelo em um coque e se olhou no espelho.
- Calma, ela apenas te viu de calcinha e sutiã, não quer dizer que vai sair correndo, vendo... Ah, m***a, lembra-se do que a mamãe disse, Di, você é linda, linda e linda.
A garota dizia a si mesma, mas ainda assim era impossível não sentir a insegurança lhe domar. Respirou fundo e pegou um roupão, saindo do quarto viu a mais velha deitada na cama, a blusa dela acabou subindo um pouco, mostrando parte da sua barriga completamente sarada.
- Eu...
- Ei. _ Gaby se ergueu e viu que a menor olhava para a sua barriga. – Vem aqui.
Gabriela ergue a mão e Diana se aproxima lentamente, iria se sentar na cama, mas a outra a puxa, colocando-a em seu colo, sorriu e logo a puxou pela nuca, colando as bocas, a Belfort colocou seus braços ao redor do pescoço da outra que segurou sua cintura com força. Gabriela é mais alta, mais forte e mais velha, tudo indicando que ela dominaria a menor quando quisesse, isso afetou diretamente no seu centro, sua mão percorreu o roupão, buscando pele para tocar, quando ele se abriu um pouco, ela adentrou e sentiu a barriga da outra, em um ato rápido, Diana se afastou e se jogou na cama, respirando ofegante.
- Desculpa, desculpa, eu...
- Não, é que... Só me dê um minuto.
Diana saiu da cama e foi para uma área que parecia ser outro quarto, mas era como uma sala de estar. Gabriela não conseguia entender, apesar de saber que não avançaria o sinal, não conseguia enxergar ali a garota confiante que lhe fez prometer ficar ao seu lado no dia anterior. A confiança da menor foi embora, assim como seu senso de racionalidade, queria aquilo, claro que sim, ama Gabriela, mas e se ela se decepcionasse quando a visse completamente sem roupa na sua frente? Aquele pensamento a assombrava. Diana respirou fundo e apertou mais o nó do roupão, voltando em seguida para o quarto, logo observando a loira calçando seu tênis.
- Eu... Eu acho que já vou, minhas mães podem ficar preocupadas.
- Espera, eu não...
- Ei, tudo bem, pequena, eu tenho mesmo que ir, você ainda vai ficar até na terça?
- Sim.
- Então podemos nos ver hoje à noite?
- Claro. _ Diana fala com um sorriso meigo no olhar.
- Certo, então... Eu venho até aqui, tudo bem? Podemos sair, sei lá, jantar.
A menor concorda e logo sente seus lábios sendo pressionados contra os deliciosos de Gabriela, essa que a puxou pela cintura com firmeza, fazendo Diana gemer no beijo, o que fez a maior se afastar, encostando as testas.
- Ok, eu... _ Gaby estava ofegante. – Eu tenho que ir, te vejo a noite.
Elas trocam mais um selinho e logo se despedem, ambas com os sentimentos, pensamentos e conclusões afetadas pelo contato, pelo beijo, pelo momento, mas ao mesmo tempo sentindo que juntas iriam enfrentar não só dilemas externos, mas internos também.
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Guilherme olhava para a irmã enquanto tomavam café da manhã. A garota mexia com sua comida, ele queria falar com ela, Samara percebendo isso resolveu dar privacidade aos dois.
- Vou pegar os papéis. _ A morena sussurrou perto do ouvido do namorado.
- Tudo bem, querida, obrigada. _ Ela sorri e sai, Diana ainda assim não deu atenção ao irmão, então ele resolveu ser direto. – A noite foi tão r**m assim? _ A loira eleva o olhar e sorri para o irmão.
- Não. _ Disse, suspirando.
- Agora fiquei confuso, ela fez algo...
- Não, não, ela não fez nada, na verdade, quando as coisas começaram a esquentar eu meio que a afastei.
- Apesar de eu ter gostado muito disso, pois imaginar você assim é h******l, por que se afastou? Você falou o mês todo desse encontro.
- Eu sei, mas eu me assustei, não que eu não tenho gostado, mas ela tocou minha barriga e...
- Ah, não, Di, pode parar, de novo isso? Meu Deus, você é linda, garota, olha para você, qualquer pessoa daria tudo para estar com você.
- Gui, não é bem assim.
- Claro que é, d***a, Di, para com isso, aquela mulher linda está louca por você e olha que só tem quinze anos, como será quando estiver com vinte? Ela quer você, dá para ver nos olhos dela, o fato de eu estar dizendo isso em voz alta é super estranho, pois estou te empurrando para os braços dela, mas você tem que começar a se valorizar, mana, para com isso, você é linda.
Diana nada diz, volta sua atenção para a comida e se deixa suspirar, não sabia como lidar com isso, ela já beijou outras meninas, mas nunca sentiu vontade de ir além, sempre se incomodou pelo seu corpo, apesar de todos lhe dizerem que ela é linda, o que de fato é verdade. Guilherme resolve parar o assunto, esperava que Gabriela fizesse a irmã caçula mudar de ideia e mostrasse o quanto sua beleza é deslumbrante.
Já Gaby chegou a sua casa e encontrou Cintia com sua mãe sentadas em uma mesa perto da janela, Andressa ajudava a filha com alguma coisa nos estudos, olhou por cima dos óculos de grau e viu a loira bocejando.
- Noite animada?
- Nem um pouco, mãe. _ A garota se aproximou, beijou a cabeça da mãe e depois a da irmã. – Desculpa, não planejava dormir fora, mas eu avisei a mamãe.
- Ela me disse, algum problema?
- Não, vou tomar um banho rápido e correr para a faculdade. Terei só os dois últimos horários hoje.
- Coma alguma coisa.
- Tudo bem, mãe, eu tomo um café quando terminar o banho.
Disse e saiu da sala, indo para o seu quarto. Respirou fundo ao lembrar-se da garota, mas especificamente a lingerie branca, o corpo maravilhoso dela, as curvas.
- Que b***a, meu Deus! _ Disse ao mesmo tempo em que se arrependeu. – m***a, pare de pensar nisso, Gabriela! _ Com isso se deixa relaxar por alguns minutos, era só o que podia fazer esperando a noite chegar.