Capítulo 2

1362 Words
A noite passou muito rápido,e a claridade ja ultrapassava a cortina branca . Ao abrir a janela se deparou com o sol se levantado por detrás das árvores envolvido em nuvens e os pássaros voando pareciam cantar para aquele cenário. Ao chegar na fazenda a primeira atitude que teve foi ir falar com Tenório e pedir desculpa pelo momento de distração que teve no dia anterior. Foi até sua sala e viu que a porta estava entreaberta,entrando,percebeu que ele não se encontrava ali só tinha um cheiro de perfume forte que fez com que ela ficasse parada. E quando se virou deu de cara com ele,e mais uma vez o silêncio tomou conta,mas agora eles estavam tão proximos que ela conseguia sentir o calor da respiração dele aquecendo seu lábio. Então deu um passo para trás. Maria-Desculpa ter entrado sem bater,a porta estava aberta,vim lhe pedir desculpa por estar escrevendo ontem durante o meu horário de trabalho. Disse ela tirando seu chapéu e fazendo com que seu cabelos loiros cacheados deixasse Tenório ainda mais sem palavras e com apenas um gesto balançando a cabeça demonstrou que estava tudo bem. Maria-Eu trouxe um pedaço de bolo que fiz para meus filhos eu espero que você goste - disse ela o entragando. Tenório-Então você tem filhos?- perguntou ele conseguindo quebrar aquele silêncio que o tomava conta todas as vezes que a olhava. Maria-Sim tenho dois filhos? Tenório-E o seu marido trabalha no setor de soja aqui na fazenda? Maria-Não eu sou viúva-respondeu ela abaixando a cabeça. "Por isso que vim aqui lhê pedir que não tire meu emprego" Tenório-Não se preocupe Maria,nem passou isso pela minha cabeça,jamais faria isso,com uma mãe que parou alguns minutos no trabalho para responder a tarefa escolar de seu filho." Estão uma gargalhada tomou conta de Maria. "Eu não estava respondendo a tarefa do meu filho, na verdade gosto de escrever poesias." E alguém batendo na porta interrompeu conversa,e Maria foi para o campo trabalhar. Aquele dia parecia perfeito,o céu azul sem nem uma pequena nuvem,o sol forte deixava o ar dourado,era uma pena não poder escrever aquilo no seu caderno, pois tinha resolvido não mais o levar para o trabalho. As horas passaram muito rápido e ja era hora de ir pegar seus filhos e ir pra casa. Ao sair avistou de longe Tenório em pé,ja olhando pra ela como se a espera-se. Tenório-Posso te dar uma carona-perguntou ele tirando o chapéu e abrindo a porta do carro. Maria ficou sem palavras mas foi logo entrando e fechando a porta. Então Tenório ligou o carro também sem falar nada,mas parou o carro em uma praça. "Porque você parou aqui?" "Simplesmente porque você não me disse onde morava"-falou Tenório com um tom sarcástico. Então os dois se olharam e começaram a rir da situação,sorrisos que deram lugar novamente para o silêncio que tomou conta ,ao ficarem ali se olhando. Silêncio quebrado por Maria que mostrava o caminho que levava a creche onde seus filhos estudavam. Tenório ficou prestando atenção a cada detalhe daquela mulher,que beijava seus filhos e os segurava na mão para colocá-lo dentro do carro. Ali ja se sentia completamente envolvido por ela. Ao chegar na frente de sua casa Maria desceu e retirou seus filhos do carro e despedindo se de Tenório lhe estendeu a mão em forma de agradecimento. Mas Tenório desceu e se aproximando beijou seu rosto suavemente. Maria-Até amanhã então. No outro dia ao chegar na fazenda as mulheres da colheita estavam todas animadas comentando que era chegada a grande temporada de festas de São João, e Maria resolveu acompanhar elas no sábado. Chegando la tinha muitas pessoas dançando bebendo. Ao olhar para o lado avistou um homem olhando para ela e a convidando pra dançar,ela não ia aceitar mas as amigas insistiram. Oi meu nome é Jonas.Como você se chama? Maria-respondeu ela tentando segurar os cabelos. Mesmo Jonas sendo um homem loiro alto muito bonito,Maria não deu atenção,não estava ainda preparada para tentar um relacionamento novo depois da perda do seu Marido. Cristina como sempre tentando dar a maior força para Maria começar a se divertir,ja que vivia sempre triste relembrando o ex marido.Cristina muito bonita chamava bastante atenção dos homens na festa,só perdia para Maria que também era o centro das atenções. Cristina-A gente tem que sair daqui com um homem bem bonito. Maria-Não estou preocupada com isso Cristina,quero so beber bastante quentão, e me divertir. Cristina-Olha quem chegou na festa o homem mas bonito e cobiçado da redondeza. Maria olhou para trás e avistou Tenório chegando ,com uma calça jeans justa e uma blusa branca,chapéu e botas que sempre estava presente,realmente é um homem muito bonito,mas não da atenção a ninguém,sempre sozinho. Cristina-Vamos se aproximar dele derrepente ele resolve dançar com alguma de nós. Maria-Não esse cará jamais vai convidar a gente para dançar, ele m*l fala pior dançar. Cristina-Vamos,vamos. Chegando perto do Tenório,Cristina percebeu o quanto ele olhava para o corpo da Maria. Cristina-É amiga eu acho que eu ja perdi essa viu,ele não para de olhar para você,também com esse vestinho viu foi jogo baixo. Maria nem queria olhar para trás onde ele estava,mas derrepente sentiu uma mão tocando em seu braço. Tenório-Oi Maria você aceita dançar comigo. Cristina-Ela aceita sim,vai Maria estarei aqui esperando. Maria sorriu tentando disfarçar a timidez, acabou aceitando o convite. E o abraçando pode sentir novamente aquele perfume que estava na sala dele,ele arrumando ao cabelos dela para afastar do seu ouvido. Tenório-você está muito bonita hoje. Maria-Obrigada,você também não está de se jogar fora. Tenório sorriu se aproximando mas ainda do seu corpo,ela conseguia sentir seus músculos deslizando no tecido que era a única coisa que separava eles. A respiração dele em seu ouvido,a mão dele descendo em sua costa. Também ela pode sentir o quanto Tenório estava cada vez mais apertando o corpo dele ao dela e logo a barba passava pelo pescoço dela até que se aproximou de sua boca. Maria afastou se antes que um beijo acontecesse.E voltou para onde Cristina a esperava observando tudo que aconteceu entre os dois. Cristina-Oque foi isso Maria,se fosse eu tava até agora beijando esse gato. Maria- Já está tarde ainda tenho que busca os meninos na casa da babá,ja vou amiga. Cristina- Vai só não sei se você vai conseguir dormir depois de dançar com esse gato. Maria- Tchal. O dia amanheceu cobertos por nuvens escuras,mesmo assim Maria se levantou e levou seus filhos até a casa da babá E todas as mulheres que trabalhavam na colheita foram dispensadas pelo Tenório,que um pouco aflito tentava achar Maria. Quando foi até a porta de entrada ela ja estava indo embora. Tenório com pressa entrou em seu carro para ir ao seu encontro. Maria percebendo a intenção dele começou andar mais rápido,mas não demorou muito ele ja estava ao seu lado oferecendo novamente uma carona. "Acho melhor não"-respondeu ela e continuou andando. "Por favor Maria entre,quero me desculpar por minha atitude de ontem,por favor" Então Maria entrou no carro,e ele seguiu dirigindo até chegar em um campo alto,com uma vista muito bonita que permetia ver toda a plantação de feijão onde eles trabalhavam. Tenório-Eu vinha sempre aqui quando me sentia sozinho e triste,minha mãe morreu de uma enfermidade eu cuidei dela até seu ultimo dia,sofri muito,ela era minha única companhia. Maria-Eu te entendo,também me sinto só depois do falecimento do pai dos meus filhos. Tenório-Me desculpa Maria por ontem,fui muito precipitado. Maria-Tudo bem é porque eu acho que não estou pronta para me envolver com outra pessoa. Tenório-Entendo. Tenório parou de falar e ficou olhando nós olhos de Maria,que percebendo sorriu Maria-Você não desiste fácil né? Tenório-Eu também não estou preparado para desistir,eu ja falei que você estava linda ontem. Maria-Sim Tenório-Será que a gente pode sair qualquer dia sem compromisso,só pra conversar. Maria- pode mas agora vou entrar. Quando Maria abriu a porta ele puxou o braço dela e a beijou,ela não teve força para sair enquanto ele começou a beijar seu pescoço. Maria-Por favor para,eu ja disse que não quero isso agora. E descendo do carro entrou em sua casa enquanto Tenório tentava se recompor de tanto d****o que sentia por ela.
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