Atraente
— Sofia! Você está aqui. - Olivia praticamente pulou em meus braços, me cumprimentando com um sorriso amigável.
— Ei. - eu ri abraçando-a. Era o almoço.
— Blake está procurando por você desde a primeira aula. - Olivia olhou para mim, quase como se estivesse preocupada comigo.
— Ele está ok? - eu perguntei a ela, lembrando o que tinha acontecido.
— Na maioria das vezes, sim. - ela admitiu depois de esfregar a nuca de forma estressante. — Oh merda, lá vêm eles. - Olivia murmurou nervosamente. Eu vi Ryder e Blake junto com o resto do time de futebol. Eles eram donos da escola que eu odiava. Todos seguiram e adoraram o time de futebol.
Eu vi os caras virarem a atenção para mim e Olivia. Ryder veio até mim e Olivia. Eu vi o rosto de Blake. Ele tinha um enorme hematoma no rosto de onde Ace o socou. Era uma cor púrpura escura com uma pitada de azul escuro passando por ela.
— Olivia, vá esperar Al. - Ryder rosnou para ela.
— Não, ela é minha saia- Agora. - Ryder gritou agressivamente, assustando Olivia e eu. Eu testemunhei Ryder ser muito controlador sobre Olivia antes, então isso não era novo.
As pessoas estavam olhando para nós nos corredores por causa da comoção.
— Ryder, que p***a é essa? - eu o questionei com raiva.
— Seu brinquedo de menino estragou o rosto de Blake, então agora ele não pode jogar nas finais na próxima semana. - Ryder praticamente cuspiu em mim, me encarando.
— Me desculpe, mas isso não foi minha culpa. - eu lentamente me afastei dele com cautela.
— Blake tentou defender você e seu brinquedo de menino bateu nele, como isso não é culpa sua? - Ryder rosnou, me apoiando contra os armários.
— Ryder, se você não recuar, eu vou te machucar. - eu o avisei, não quebrando minha confiança.
Meu instinto de luta ou fuga tinha entrado em ação e eu estava escolhendo lutar. Eu geralmente estou sempre voando em torno do meu pai ou de pessoas que me lembram dele, mas eu sabia que Ryder não era treinado em luta e provavelmente nem saberia dar um soco adequado.
— Ryder pare com isso! - Olivia gritou para ele enquanto o time de futebol assistia.
— Cara, você está levando isso longe demais. - Blake puxou Ryder de volta pelo ombro.
— Deixe ela ir! - Olivia rosnou para Ryder, tentando puxá-lo de volta de mim. Ryder empurrou Olivia descuidadamente, fazendo-a tropeçar e cair no chão antes de voltar sua atenção para mim.
— f**a-se! - eu dei um tapa no rosto de Ryder. Ninguém toca na minha melhor amiga.
Ryder lentamente trouxe a cabeça de volta para mim antes de fazer uma careta duramente.
— Você é apenas uma c****a. - ele estalou balançando para mim. Eu me esquivei dele e deslizei sob seu braço. Em segundos, meu punho colidiu com sua mandíbula. Eu sabia que deveria ter escolhido fugir, mas não havia como recuar agora. Onde diabos estão os professores?
Consegui criar alguma distância entre Ryder e eu. Meu irmão sempre me disse que eu deveria sempre ter espaço suficiente para me movimentar, se necessário. Para eu ser leve e rápida em meus pés.
Ryder jogou um forte golpe de esquerda, mas errou por centímetros. Meu coração estava batendo no meu peito enquanto os alunos nos corredores assistiam. Nenhum deles se atreveu a chamar os professores caso Ryder viesse buscá-los em seguida, e para ser honesto, eu não os culpo.
Ryder agora estava desesperado para fazer uma conexão desde que eu continuei me esquivando de seus golpes. Ele estava ficando desleixado e não estava prestando atenção em seus passos. Eu sabia que teria que fazer algo arriscado, o que significava que era mais do que provável que eu fosse atingida, mas valeria a pena se isso acabasse com a luta.
Agarrei a borda de sua camisa e finalmente ele conseguiu fazer uma conexão.
— Você bate como uma garota. - eu falei com um sorriso maligno quando ele percebeu que eu ainda tinha o meu controle. Eu deslizei meu pé atrás dele e o empurrei para trás, fazendo-o tropeçar no chão. Todos olharam para mim, suas expressões estavam além de chocadas; Eles ficaram sem palavras e atordoados.
No calor do momento, eu não tinha percebido que Ryder quebrou meu lábio. Mas felizmente eu tinha conseguido causar mais danos a ele e ao seu ego do que ele tinha feito a mim. Os jogadores de futebol ajudaram Ryder a se levantar e o arrastaram mais do que provavelmente para os vestiários, onde aliviarão seu ego ferido.
— Sofia, o que aconteceu? - Ace disse confuso enquanto olhava para mim enquanto eu estava no centro do círculo. Bem f**a-se.
Olhei de volta para os jogadores de futebol que m*l conseguiam chegar ao corredor com Ryder enquanto ele se recusava a ser carregado. Eu provavelmente tinha lhe causado uma concussão devido ao fato de ele ter batido a cabeça no chão. Sem mencionar os socos.
Ace observou Ryder olhar para ele, e toda a cor no rosto de Ryder desapareceu. Ele estava pálido como um fantasma.
Ace começou a caminhar em direção a ele e assim que Ryder percebeu, ele começou a mancar mais rápido, mas não adiantou. Ace o agarrou e o jogou contra a parede, prendendo-o na parede pela garganta.
— Você é realmente corajoso lutando contra uma mulher, mas vamos ver o quão corajoso você é quando me enfrentar. - Ace zombou desgostoso, sua expressão mostrando apenas raiva. — Você gostaria de lutar comigo, Ryder? - Ace perguntou com um sorriso maligno no rosto enquanto ria para si mesmo, mais do que provavelmente sabendo a resposta.
— Não. - Ryder respondeu rapidamente, recusando-se a fazer contato visual com Ace. Ace soltou a camisa de Ryder, mas agarrou seu rosto com força.
— Se você tocá-la novamente, você não viverá para ver outro dia. - Ace o ameaçou friamente antes de deixá-lo cair e caminhar de volta para mim. — Percebi que deixar você aqui não foi uma boa ideia por causa das minhas ações ontem, então vim te buscar e foi uma coisa boa que eu fiz, vamos lá, vamos para casa. - ele murmurou, envolvendo a mão em volta da minha cintura quando saímos da escola.
Ace pegou um lenço de seda e ficou parado por um momento.
— Você tem sangue escorrendo pelo queixo. - ele me informou, quando eu também parei de andar. Ele levantou o lenço e limpou o sangue do meu queixo.
Continuamos a caminhar de volta em silêncio.
Ele tinha uma ruga entre as sobrancelhas de raiva enquanto olhava para o sangue em sua camisa branca.
— Você está bem? - Ace me questionou depois de se acalmar um pouco. Eu balancei a cabeça em resposta porque doía falar com o lábio quebrado. Ace nos levou de volta para sua casa. — Eu vou costurar seu lábio se você precisar e então eu vou te levar para ver seus irmãos. - Ace pronunciou enquanto dirigia, sua concentração total na estrada.
— Você não tem alguém para dirigir para você? - eu questionei, tentando mudar a conversa, mas a maior parte soou como uma gordura.
— Sim, mas eu não gosto de usá-los. - Ace admitiu.
— Por que não? - perguntei novamente.
— Parece ignorante, eu tenho braços e pernas, eu posso fazer isso sozinho, conseguir que outra pessoa faça isso é apenas ser preguiçoso. - ele divagou, mas eu estava mais focado em seu corpo neste momento.